Xandy Novaski: você nao está só

Há quantas andam as suas tardes solitárias? A casa, de repente, tornou-se grande demais. As paredes parecem não proteger do frio agora vizinho. Da televisão, você quer o silêncio.

Falta o abraço, o sorriso, falta até aquela falta do que conversar. Outro dia, numa dessas andanças verticais pelas redes sociais, li uma frase
comparsa: “Ah, vou morrer só mesmo!”


Será?

Sempre digo que a solidão é companheira do ego, já que adora nos dizer “Só
há você!”.

Independente de qualquer ação esquiva de nossa parte há inclusive o vento na
sua eterna direção a ser arranjada. Portanto, o isolamento físico não existe.
Aqui dançamos a efemeridade. Há uma pista muitas vezes estreita. O ar
adentra pelas frestas buscando a rédea. Contudo, nas caixas de som expandem as nossas próprias vozes. Um clamor que, no seu sutil egoísmo,
nos revela o que chamamos de solidão.


Você nunca estará só! Sempre haverá o vento, e você como uma das suas
melhores companhias.

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