Xandy Novaski entrevista a escritora e novelista Solange Castro Neves, discípula da saudosa autora Ivani Ribeiro

Solange Castro Neves

Nas diversas aberturas das novelas assinadas por Ivani Ribeiro, o nome de Solange Castro Neves vinha com a força de uma pessoa que conhecia como ninguém a sua carpintaria na arte da escrita. Foi assim em ‘A Viagem’ e ‘Mulheres de Areia’.

Após a morte de Ivani, Solange alçou novos voos. E agora, com a notícia do possível remake de ‘Amor com Amor se Paga’, seu nome voltou a estar em evidência.

Num bate-papo descontraído e inédito, Solange Castro Neves fala dos tempos em que trabalhou com a maga dos horários das seis e sete, e os novos rumos de sua carreira.

 1 – Há cerca de um mês, saíram diversas notícias na mídia, de que existe a possibilidade de um remake do sucesso “Amor Com Amor Se Paga” (1984). Você iniciou a carreira ao lado da saudosa Ivani Ribeiro em “Final Feliz” (1982) como pesquisadora, ou seja, quando a trama do personagem central Nonô Corrêa foi ao ar, você já partilhava seu trabalho com o da autora. Como foi a carpintaria desse folhetim que marcou época?

Fiquei muito feliz com essa homenagem à minha mestra. É um grande folhetim, mas acredito que se unisse “Amor Com Amor Se Paga” com outra novela da sua autoria, como “Os Inocentes” ou “As Bruxas”, tal qual fizemos no remake de MULHERES DE AREIA com “O Espantalho”, teria tudo para ser, novamente, um grande sucesso. 

Comecei a trabalhar com a Ivani, em 1982, quando ela preparava a sinopse de “Final Feliz”, num momento em que ela estava com problemas de saúde por causa da sua diabete em grau avançado. Nesse tempo eu trabalhava em uma editora, escrevendo romances, quando conheci Paulo Ubiratan e foi através dele que tive contato com a nossa grande novelista. Assim, eu e a Cleyde (Ivani) começamos uma jornada juntas por 14 anos. Fui privilegiada em todos os sentidos. Com essa brilhante escritora eu aprendi, na prática, toda a técnica de carpintaria: a complexidade de montar uma trama que tenha estrutura para segurar no ar milhões de telespectadores, durante seis meses ou mais. Por outro lado, com a amiga, tive grandes lições que conseguiria enumerar, mas dentre elas, uma que marcou muito: a responsabilidade que nós, escritores, temos com quem nos assiste, pois a TV invade os lares e a vida das pessoas. Uma frase que ela sempre me falava: – Filha, ninguém tem nada a ver com seus problemas. Enxugue as lágrimas, entre no seu escritório e tire, de dentro de você, o melhor. E nunca se esqueça, filha, essa profissão não é para os fracos.   

Esse início foi fundamental, pois tive a oportunidade de, aos poucos, ir aprendendo passo a passo com a Ivani, tudo sobre como criar uma sinopse coesa, com várias curvas dramáticas, diversos pontos de virada que surpreendem a todo instante, mesclando todos os tipos de emoções, despertando e levando ao público o que, exatamente, ele precisa e quer assistir naquele momento. 

Assim, pude moldar minha carreira de escritora roteirista. Era uma época em que nós, os colaboradores, não aparecíamos, e a mídia não se interessava por aqueles que estavam na retaguarda. Por isso, muitos como eu, o Carlos Lombardi, Daniel Más, Luiz Carlos Fusco, Rose Calza, Ricardo Linhares, Leonor Bassères, bebemos da fonte dos principais autores, aprendendo, no dia a dia, a difícil tarefa de escrever 06 capítulos por semana.  Isso nenhuma faculdade pode ensinar. 

Um exemplo do que falei:

Vejam Manoel Carlos, que hoje é um dos grandes autores de novela. No final dos anos 1970 já havia adaptado algumas obras para TV, como “Maria Maria” e “A Sucessora” para o horário das 18h, e em 1980 foi colaborador de Gilberto Braga em “Água Viva”. Seu nome nunca foi creditado no decorrer da novela como colaborador ou coautor dessa história. O público só ficou sabendo de sua participação, nessa trama, no último capítulo quando, finalmente, a emissora resolveu creditá-lo. Era uma posição normal, na época, que só veio a mudar em meados dos anos 1980. 

Assim, eu estava lá, ao lado da Ivani, na criação da novela “Final Feliz” desde que ela foi chamada para tal função. Juntas, ficamos trabalhando até o final dessa novela. Devido ao sucesso de “FINAL FELIZ”, ela recebeu a incumbência de preparar uma nova trama e foi quando resolveu trazer de volta “Camomila e Bem Me Quer”. Novamente começamos a trabalhar na adaptação de “Amor Com Amor Se Paga”, que foi um grande sucesso na época. Trabalhávamos somente nós duas e dividíamos todas as tarefas. 

Quantas lembranças! Ainda guardo comigo todos os álbuns de fotos que a imprensa soltava na mídia, e os cadernos de rascunho das novelas que trabalhamos juntas. Hoje seria chamado de argumento ou de escaleta dos capítulos. Nele contém o resumo de todas as cenas de cada capítulo, sendo estas marcadas e numeradas na ordem e com os dois intervalos que deveriam ter, necessariamente, um gancho forte que atraísse a atenção dos que assistem, aguçando a sua curiosidade para quererem continuar a assistir a trama.

Eu escrevia tudo na minha máquina antiga Olivetti, que ganhei de meu pai, ainda muito pequena.

Com base nesse material, preparávamos os diálogos. Era um trabalho complexo, porém minucioso, mas gratificante por demais. Só tenho a agradecer. 

 2- Você participou ativamente de outros sucessos da Ivani, alguns como colaboradora e outros em coautoria. Um deles foi A Viagem. A novela é atemporal e perdura até os dias de hoje. Como foi o processo de composição do remake?

Devido ao grande sucesso que havia sido “Mulheres de Areia”, logo após o seu término já começamos a trabalhar na criação da sinopse de “A Viagem”. No entanto, na época de “Mulheres de Areia” o quadro de saúde de Ivani se agravou. Sua visão já estava muito comprometida e a saúde debilitada, mas ela era uma guerreira e nunca deixou transpassar que seu estado poderia comprometer a obra, e trabalhava, assiduamente, para que tudo corresse dentro dos conformes. 

Terminamos “Mulheres de Areia” com grande êxito, em um trabalho árduo e ninguém, nunca, percebeu que sua saúde já estava abalada durante aquele processo. Talvez se soubessem disso, ela nem teria sido chamada para adaptar “A Viagem”. Com o término de “Mulheres de Areia”, já iniciamos o próximo trabalho e continuamos a parceria de sucesso com o Wolf Maya. “A Viagem” foi um grande presente e uma novela que nos trouxe grande alegria, mas foi muito mais difícil do que a anterior, pois em muitos momentos a Ivani já não estava tão bem e passava um bom tempo internada. Nós trabalhávamos sozinhas e com a ausência da Ivani, eu tinha que dar conta de preparar tudo. 

Foi uma época muito difícil. Sentia que estava preparada, pois desde 1982 vinha aprendendo tudo com ela, mas era um momento em que o público não sabia o que realmente estava acontecendo e tentamos esconder da emissora. Conseguimos por um tempo. Eu tinha que dar conta dos capítulos sozinha. Fazia reuniões periódicas. Tomava decisões e atendia atores. Foi um período em que eu quase não tinha vida própria. Fiz tudo para que corresse bem e que nada deixasse transpassar o fato da Ivani estar internada no hospital. Foi quando o saudoso Mário Lúcio Vaz, diretor da dramaturgia, foi visitar Ivani descobrindo a real situação. Então, procurou-me em minha casa e desde esse dia ele se tornou um grande amigo. 

Foi inclusive cogitado de colocarem a Maria Carmem Barbosa para me ajudar a escrever, mas não pude aceitar. Não por mim, mas pela Ivani que não aceitaria, como não aceitou, que outra pessoa entrasse para escrever sua história. Assim, para não a magoar, continuei trabalhando sozinha até o fim. Claro que nada teria dado certo se não fosse a equipe formidável que tínhamos. Desde o diretor WOLF MAIA, atores maravilhosos, figurinistas, enfim, todos que participaram dessa obra foram fantásticos e o resultado foi o grande sucesso que é até hoje.

 3- Antes de a Ivani falecer, vocês desenvolveram uma sinopse chamada “Caminhos do Vento”, mas que ganhou a telinha com o título de “Quem é Você?”. Muita gente não entende o motivo de sua saída logo no início do folhetim. O que houve de fato?

Com o final de “A Viagem” e o grande sucesso, mesmo com a Ivani muito debilitada, juntas preparamos a sinopse de “Caminhos do Vento” e tínhamos a ideia de trazer uma novela inédita, diferente das últimas que foram remakes de suas obras. Com tudo pronto, a Ivani veio a falecer e a Globo resolveu colocar no ar aquela história com o nome de “Quem é Você?”, eu como autora com a supervisão de Lauro César Muniz.

Cada autor tem uma carpintaria, uma forma de escrever. Eu sou uma pessoa romântica e sempre trabalhei com ela e com o Cassiano Gabus Mendes. Com o final de “A Viagem”, eu vim numa sequência de perdas de pessoas importantes e que eu amava muito. O primeiro foi o Cassiano, agosto de 1993 e na sequência a Ivani em julho de 1995. 

Nessa mesma época, além dos meus grandes mestres, tive perdas na família, além de meu marido estar com doente grave. 

Não passou muito tempo desde o final de “A Viagem” e da morte da Ivani e já começamos a produzir “Quem é Você?”, em um prazo de pouco mais de seis meses. 

A verdade é que o meu estilo e o do Lauro eram muito diferentes e apesar de todas as perdas, e das diversas pedras que encontrei no caminho, continuo sendo uma pessoa romântica que ainda acredita no ser humano, à parte das diferenças, continuamos a trabalhar juntos. Mas a doença do meu marido se agravou e assim decidi me afastar. Naquele momento eu precisava me dedicar à minha família que precisava de mim.  A novela tinha um grande escritor que poderia continuar a escrever. Assim foi feito. Lauro César Muniz assumiu a trama e, com a ajuda de outros colaboradores, escreveu a novela até o final. 

 

Roteiro da novela 'Amor com amor se paga'. Arq. pessoal

4- Se hoje há uma teledramaturgia ativa na Record, lá atrás houve sua participação nessa retomada com “Marcas da Paixão”, um dos grandes sucessos da emissora. O que ficou de lembrança daquela época memorável?

No início dos anos 2000 eu deixei a Globo, de comum acordo, por causa dos problemas de saúde na família. Trabalhei por 14 anos na casa e desta, só tenho a agradecer. Com a saída do Boni e a morte de Paulo Ubiratan, confesso que me senti sem chão. Logo depois recebi uma proposta da Record e como a emissora era em São Paulo, e naquele tempo gravava tudo aqui, acabei aceitando. A Record estava retomando o segmento de novelas, mas não tinha muitos recursos. A produção era mínima, mas foi um trabalho novo e diferente de tudo o que eu havia feito anteriormente, e aprendi muito. Tenho boas lembranças das duas novelas que escrevi: “Marcas da Paixão” e “Roda da Vida”. Fiz grandes amizades e só sinto gratidão por ter sido precursora nessa emissora. 

5- Durante esse tempo longe da TV, você não parou. Há inclusive sinopses e com temas atualíssimos. Você pode contar pra gente um pouco sobre essas novidades?

Em 2006 perdi meu marido, o meu grande amor, e com a diferença de três meses meu irmão também veio a falecer. Resolvi dar um tempo para mim e como sou uma cinéfila a ponto de ainda ter mais de 8 mil DVDS, desde os antigos clássicos até as modernas comédias, romances, suspenses, fui fazer pós-graduação em Cinema e TV na FAAP. Foram três anos que convivi com jovens e pude me reciclar, ao mesmo tempo em que continuei a dar aula de roteiro. Minha tese foi um longa, “Encontro com GIULIA”.  

Nunca deixei de escrever. Quem tem a paixão pelas palavras, isso raramente ocorre. Deus foi muito bom para mim, fez-me ver, e compreender, que tudo o que acontece em nossas vidas é para um grande aprendizado. Assim só guardo as boas recordações.

Nesse ínterim fiz o roteiro de três peças de teatro e dois musicais: um infantil e o outro, uma adaptação de A VIAGEM para o teatro.  Ambos em processo de produção.

Escrevi vários livros e diversas sinopses de novelas. Algumas editadas por causa dos meus alunos. Até que me apaixonei pelas séries e fui, então, fazer um curso em Los Angeles e depois outro, de um ano e meio, na Roteiraria aqui em SP.  Formei uma equipe excelente, unida, afiada, composta por cinco mulheres, eu, Thalma Bertozzi, Carolina Ghirardelli, Fran Elmor e Thais Velasques, e roteirizamos, juntas, algumas séries. Uma delas terá como diretor Bruno Barreto e a produtora é Tatiana Quintella da Popcorn Filmes. Mais do que isso, ainda não posso falar.

Aventurei-me por esse caminho, sempre com a participação de Thalma Bertozzi, amiga-irmã com quem trabalho há vinte anos. Terminamos dois roteiros de animação: um infantil e o outro infanto-juvenil numa parceria com Marcos Tadeu Siqueira, profissional maravilhoso e Magno Brasil, um ser incrível, com vasta experiência no mercado de artes visuais, fundador e diretor das escolas de desenho Visuart. Esses projetos já se encontram com o produtor americano Stanlei Bellan, da Imagilore Entertainment.

6 – E por falar em novidades, você tem também alguns livros publicados, ora escritos durante esse tempo fora da telinha. Quais são eles e que temas você usou como pano de fundo?

Como mencionei, estou sempre escrevendo algo. Meus  livros  possuem  temas variados, de histórias de ciganos a índios e xamãs e também de pessoas comuns vivenciando seus dilemas existenciais. São temas ligados à vida e morte, sempre com um toque de romantismo mesmo nas histórias dramáticas, espiritualistas, policiais, e de serial killers. Nesse momento estou terminando o argumento de uma novela, ou uma série, ainda vou decidir, abordando o tema do mistério do eterno Retorno. O enigma da reencarnação, uma ideia polêmica para alguns, que não passa de mera fantasia, para outros, é a única realidade palpável, que possui uma lógica que explica as desigualdades da vida.

7- Você foi uma das pioneiras em dar aula de dramaturgia, formando inclusive pessoas que hoje colaboram em novelas. O que tem a dizer sobre essa missão?

Eu herdei a escrita de minha mestra Ivani Ribeiro e do mestre Cassiano Gabus Mendes. Duas mentes brilhantes, mas que tinham o estilo e a carpintaria totalmente diferentes.

Na novela “Meu Bem Meu Mal” havia uma cena do José Mayer, que ele ficava bêbado. Eu a escrevi, na correria, porque era sexta-feira, o dia em que precisávamos enviar por fax (não tínhamos a tecnologia de hoje), os seis capítulos prontos para a Globo. Acabei e mandei. Missão cumprida. Dias depois estávamos em reunião, eu, Cassiano e Fusco, quando o José Mayer ligou. Bem, para encurtar a história, o Cassiano voltou depois da conversa, nervoso, mandando eu ir buscar o capítulo “x”, e ler a cena 17. Quando comecei a examinar, percebi a burrada que tinha feito. Descrevi a cena com rubricas (indicações para o ator) como a Ivani fazia, ou seja, escrevi com a carpintaria dela uma cena da novela do Cassiano. Nesse dia fiquei com medo de perder o emprego e a confiança dele. Pedi desculpas e ele deixou o coração falar mais alto, só pediu que nunca mais acontecesse de novo. Alguns podem achar que, se a cena foi ótima e deu certo, por que tudo isso? É por esse motivo que, quando estou dando aula, explico aos meus alunos a importância do respeito ao estilo do autor, pois a obra precisa ter uma identidade única.

Assim como meus dois mestres me ensinaram tudo o que sei sobre dramaturgia, me sinto no dever de repassar essas técnicas para novos autores. A escrita é um dom que recebemos logo após nosso nascimento e que levamos para toda nossa vida. Não seria justo eu levar todo esse conhecimento comigo, sem repassá-lo para os novos. 

Sinto-me gratificada quando vejo que um dos meus alunos está como o nome nos créditos de uma novela. Uma das sinopses desenvolvidas durante um curso foi vencedora de um concurso em Portugal. Ela se chamava “O Dom da Vida”. O Logline (storyline) era: “Cinco meios-irmãos, filhos de um mesmo doador anônimo de sêmen. Cinco existências reunidas através do grito de socorro de uma mãe para salvar seu filho, ao redor de um único coração de pai, hoje considerado a maior diva da ópera-cômica europeia.”

 Meu curso é de 74 horas e os alunos entram apenas com a ideia e saem com tudo pronto e registrado. Juntos desenvolveram a premissa, o logline, sinopse, argumento, perfil das personagens e o primeiro capítulo ou episódio. Enfim, aprenderam, na prática, a técnica necessária e diferenciada da carpintaria de uma novela, série, filme, para que pudessem vir a serem escritores roteiristas.

 

8- Não posso deixar de tocar novamente no assunto “Amor Com Amor Se Paga”. Desde quando foi anunciado o possível remake, seu nome ganhou espaço novamente na internet. Foram diversos especialistas, colunistas, ex-alunos, roteiristas, escritores, apontando-a como a mais preparada para estar à frente do projeto. A carpintaria da Ivani ainda pulsa aí, dentro de você?

Fiquei muito feliz com essa notícia e acredito que as histórias da Ivani sempre terão seu espaço porque são atemporais. Logo que a notícia de um possível remake de “Amor Com Amor Se Paga” surgiu na internet, minhas redes sociais se encheram de mensagens de amigos, ex-alunos, fãs e pessoas que admiram meu trabalho, comentando sobre o fato e muitos, com mensagens carinhosas, dizendo que gostariam que eu fosse a adaptadora dessa obra. Senti-me lisonjeada e agradeço a todos pelo carinho, pois sei que a Ivani era amada por uma legião de fãs e muitos desses me veem como a sua sucessora, por ter sido a única que esteve ao seu lado durante todo o seu tempo de Rede Globo. Isso me deixa muito feliz e agradecida. 

9- O que tem a dizer sobre o carinho desse público e dos profissionais que te aplaudem e relembram, com tamanha alegria, dos sucessos na televisão?

Só posso agradecer, pois foi um tempo de glórias onde pude firmar a minha carreira como autora. Não posso deixar de mencionar o Cassiano Gabus Mendes que também foi fundamental nesse processo de construção de meu nome. Conheci o Cassiano também por intermédio do Paulo Ubiratan e depois descobri que meu marido era seu advogado. Cassiano me deu grandes oportunidades, era um homem muito especial a quem admirava muito.  Juntos trabalhamos em projetos como: “Meu Bem Meu Mal”, “Que Rei Sou Eu?” e “Brega & Chique”. Não posso deixar de mencionar que a ideia da história de “Brega & Chique” foi minha, repassada ao Cassiano, que trabalhou na sinopse e criou um dos maiores sucessos da televisão brasileira. Por coincidência, está no ar no momento pelo Canal Viva e fazendo grande sucesso. 

Através do Cassiano, tive o prazer de trabalhar com Luiz Carlos Fusco, uma pessoa de coração enorme, que o amava como se ele fosse seu pai.  Eu sempre intercalei os trabalhos da Ivani com os do Cassiano, e os dois autores foram fundamentais em minha vida profissional. 

10- Se hoje a Rede Globo, mesmo depois de tanto tempo, escolher você para compor o time de roteiristas, o que tem a pronunciar?

Para mim seria uma tremenda alegria, pois só tenho boas lembranças dos anos que trabalhei na casa. Já há algum tempo, sinto-me pronta, e desafiada por meus alunos, para voltar a escrever novelas. Amo meu trabalho e se Deus me permitir, quero morrer teclando o meu laptop, criando e dando vida às minhas personagens. Agradeço a você pela entrevista e espero que seja do seu agrado. Grande abraço. 

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15 Comentários

  • Que ótima entrevista Xandy Novaski com a mestra Solange Castro Neves!! Parabéns!!
    Com certeza Solange é a escritora ideal para desenvolver a novela Amor com Amor se paga, trazendo um estilo único de romantismo á televisão. Espero muito que a Globo a convide para desenvolver essa novela marcante, que até hoje está na memória dos que tiveram a oportunidade de assisti-la.

  • Que entrevista maravilhosa com a querida Solange Castro Neves. Que pessoa incrível que ela é. Tive a honra de entrevista-la há uns dez anos atrás e assim pude conhece-la melhor e com isso acabei fazendo seu curso de roteiro e terminamos como grandes amigos. Conviver com a Solange, não tem como não se apaixonar por ela. Uma das pessoas mais incriveis que pude conhecer e tenho muito a agradecer nesses dez anos de amizade. Torço muito por ela, pois a Solange merece todo sucesso desse mundo, por sua humildade, transparência e por esse ser de luz que é na vida de quem passa por sua história.
    A Solange é uma estrela de primeira grandeza e merece muito ser valorizada pelas grandes empresas da área de comunicação. Um grande beijo pra essa menina que eu tanto admiro.

  • Sol, minha mãe de alma,
    Primeiro quero agradecer por essa entrevista maravilhosa! Sou prova viva da sua doação de amor quando cria obras que pulsam sua alma.
    Sem palavras para descrever tamanha alegria de poder estar ao seu lado nesse momento tão especial.
    Como sempre digo, a sincronicidade é assim: faz o inesperado ser o maior presente das nossas vidas. Com isso, agradeço ao Universo por esse reencontro de alma e, principalmente, de amor.
    Gratidão por estar ao meu lado me ensinando ser cada dia melhor!
    Te amo
    Um beijo no seu coração,
    Fran

  • Xandi Novasky, que entrevista maravilhosa. Solange Castro Neves que tive o imenso prazer em conhecer pessoalmente no lançamento do seu livro Cinza Solidão aqui no Rio , é merecedora dessa belíssima homenagem , uma excelente roteiriista e desejo que sua carreira prossiga com enorme sucesso. Beijo grande, Solange.

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