Daniel Braga: limpeza e seu protagonismo na retomada das atividades sociais

Foto Daniel Braga

Na Antiguidade Clássica, Higeia – deusa da saúde, da limpeza e da sanidade – estava associada à preservação de uma vida saudável. Filha de Asclépio, o deus grego da medicina, passou a ser cultuada após uma praga catastrófica atingir Atenas e seu exaustivo trabalho para a reconquista da boa saúde da população com a prática de bons hábitos. Da “taça de Higeia”, vertia o líquido que removeria as impurezas e preveniria as doenças. No contexto atual, a adoção de melhores condutas será o “líquido” para a conscientização da limpeza e higiene como sinônimos de saúde. 

À medida que alguns países iniciaram a flexibilização do contingenciamento social, observou-se a obrigatoriedade na adoção de rigorosos protocolos sanitários que assegurassem a saúde e o bem-estar de seus cidadãos. O estilo de convivência com base nestes protocolos especiais está sendo chamado por especialistas como o “novo normal”. No Brasil, a retomada gradual das atividades econômicas e o aumento da população dos empreendimentos comerciais, hoteleiros, esportivos, educacionais e culturais começam neste mês de junho. A soma de esforços dos agentes públicos e privados será fundamental para garantir a segurança sanitária dos ambientes e transmitir credibilidade aos usuários. Esquecida ou tratada como coadjuvante, a limpeza passa a assumir um protagonismo e torna-se determinante na decisão do consumo.

Preparar-se para a volta das rotinas só será possível com a adoção de algumas medidas de limpeza, higienização e biossegurança. É Fundamental o alinhamento com as empresas de soluções em limpeza para a implementação de protocolos especiais e planos de trabalho atualizados; para a criação de grupos internos de prevenção que sejam responsáveis pelo respeito às medidas e correção imediata de não conformidades; a redefinição da nova etiqueta e conduta social dos estabelecimentos; o treinamento de todas as equipes para uma operação segura dentro deste novo contexto e a comunicação clara das ações tomadas e formas de prevenção para os clientes. Teremos que tratar esta primeira etapa como uma “reinauguração” dos espaços. 

Foto Daniel Braga

O protagonismo da limpeza se fará no aumento da frequência na higienização dos ambientes de maior circulação de pessoas; na desinfecção das superfícies de contato e áreas críticas com produtos de origem hospitalar; na disponibilização de materiais de antissepsia em lugares estratégicos; no uso dos EPIs adequados aos profissionais atuantes nos processos; no rigor com as limpezas especiais e periódicas de carpetes, tapetes, cortinas, enxovais e sistemas de ar condicionado; no investimento em novas tecnologias (ionização, esterilização UV, nanotecnologias, atomizadores, cabine de desinfecção corporal) e produtos que auxiliem na biossegurança e na minimização de riscos aos usuários e colaboradores; como também, na linguagem unificada e respeito à risca dos protocolos definidos. A redução das ameaças de transmissão da cadeia epidemiológica deste vírus e o fortalecimento do conceito de ambientes saudáveis consolidará a limpeza como um fator de competitividade dos estabelecimentos e condição sine qua non à preservação de vidas.

O Turismo, ramo da economia que sofreu reduções drásticas em suas atividades com a atual crise sanitária, apresentará recuperação mais lenta. A decisão para a retomada de viagens terá na confiança dos padrões de higiene e limpeza um fator determinante na escolha do consumidor. Anteriormente executada de forma discreta e quase invisível, os procedimentos de limpeza e seus profissionais estarão em foco e a visibilidade dos processos estará em evidência. A segurança sanitária aos turistas passará a fazer parte da experiência inesquecível aos visitantes. Nos hotéis, o retorno dos hóspedes terá como bases a garantia de “estadas seguras”. Certificações de agências internacionais de controle de risco biológico e padronização de processos serão um diferencial aos empreendimentos.

Foto Daniel Braga

Historicamente menosprezados, esquecidos ou tratados como dedicados a uma atividade menor, agora, é imperioso rendermos homenagens aos profissionais que atuarão neste “novo normal”. Assim como os médicos e enfermeiros – que entram em cena quando a contaminação já ocorreu – o exército dos profissionais de limpeza será responsável pela minimização de riscos na volta da população aos ambientes de trabalho, shoppings, academias, bares, restaurantes, hotéis, teatros, cinemas e meios de transporte. Valorizar a capacitação destes profissionais (geralmente com limitadas formação e oportunidades de desenvolvimento) será entendido como investimento estratégico das empresas, marketing social positivo e determinante para a segurança e bem-estar de todos. Para estes heróis, nossos aplausos!

Foto Daniel Braga

Para mais informações e indicações das melhores opções em limpeza profissional, desinfecção e soluções adequadas à sua necessidade; consultoria ou treinamentos segundo os protocolos operacionais do “novo normal”, não hesite em me contatar pelo Instagram @danielbsb ou e-mail dmachadobraga@uol.com.br 

 

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