João Paulo Figueiredo: a escolha da profissão

Quem já ouviu a frase, “você vai ser um médico, meu filho”? Sim! Este é de fato um dos conselhos mais almejados pelos pais em todo mundo. Dificilmente uma criança ou adolescente, não pensou (mesmo que por 5 minutos) em usar um jaleco branco.

De fato, no mundo em que hoje vivemos, a busca pela segurança profissional tem sido muito maior que a realização da mesma. Ter um salário é objeto de luxo, já que ativamente os preços aumentam e a qualidade de vida se torna cada vez mais cara para quem a deseja.

Muitos adolescentes já condicionam as suas mentes nos vestibulares de medicina, não é a toa que é por muitos anos a maior relação candidato-vaga em qualquer país em que se deseja prestar. Porém, menos de 5% desses candidatos viveram de maneira ativa a profissão antes de entrar na vida acadêmica. 

Se você é candidato a uma vaga de vestibular nesta profissão, e esta escolha está fundamentada em um dia ser rico. Mude de profissão! Tempos atrás a revista Forbes demonstrou as 10 profissões mais bem remuneradas do mundo. Confesso eu, que sou médico há 14 anos, que não só não achei medicina na lista como também não conhecia nenhuma das profissões citadas. O que posso dizer, é que todas os dez tipos tinham alta relação com desenvolvimento tecnológico no mundo. 

Você leitor pode estar se perguntando: “Ué! Mas eu conheço vários médicos famosos, que são muito ricos!”

Sim, de fato existem muitos. Mas com certeza grande parte dos mesmos não entraram na profissão com o propósito de serem ricos, e esta era nossa condição na pergunta anterior. Qualquer profissão que seja escolhida, deve ser estudada antes de ingressar em seus estudos específicos. Qual a posição da minha profissão dentro da sociedade? Eu tenho condições de exercer bem o que faço? Eu tenho facilidade? O que tenho mais, oferta ou demanda?

Estes conceitos, infelizmente, não se aplicam nas escolas de ensino fundamental. As motivações psicológicas familiares ainda são os verdadeiros pedestais de escolhas profissionais nesse sentido. Do mesmo modo, milhares de adultos jovens ingressam no mercado de trabalho e descobrem que a faculdade apenas os ensinaram 30% do que devem saber para ser um bom profissional, e que a “riqueza financeira” não é algo que provém do seu status, mas sim de sua competência de conciliar o domínio do seu conhecimento técnico com as mudanças do mundo que o cerca.

 

 

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