Chef Emanuel Wollz: festas juninas, julinas e a sua gastronomia

Quadrilha, casamento na roça, música temática com viola e sanfona, pau de sebo, barraca do beijo, fantasias a caráter e todos no clima.

E não podemos esquecer de toda a gastronomia por trás dessa festa maravilhosa.

Comidas típicas: época de agradecer a fartura, época da colheita de milho. E por isso que ele está tão presente nas festas, em forma de curau, bolo de milho, pamonha, caldo de milho, pipoca, milho cozido, milho assado e até na cachaça saborizada de milho.

Entre as delícias, as mais conhecidas são: cachorro quente, pipoca salgada, bolo de milho salgado, cuscuz, tortas, espetinho de carne, canja, pamonha de queijo com linguiça, entre outros. Já os doces são um espetáculo à parte: pé-de-moleque, canjica, doce de leite e abóbora, queijadinha, pipoca doce, curau de milho, pamonha, cocada, arroz doce, maria-mole, paçoca, maçã do amor, milho verde cozido ou assado e batata doce. Temos também as versões mais sofisticadas como: pavê de café com castanha-de-caju, cheesecake de paçoca de amendoim. E os mais diversos bolos para completar a mesa: de batata doce, aipim, cenoura com calda de chocolate, fubá com erva doce, fubá cremoso com coco, milho com goiabada e bombocado de fubá. 

 

Nessa época de junho e julho às noites geralmente são bem frias e para esquentar a noite: quentão de pinga (cachaça, gengibre, casca de laranja, açúcar demerara, cravo e canela) e também a versão de vinho tinto seco (vinho tinto seco, açúcar demerara, maçã, cravo e canela) também conhecido como “vinho quente” são as bebidas típicas e indispensáveis para esta festa.

As festas juninas/julhinas surgiram na Europa e são a reunião de três principais festividades religiosas de junho: Dia de Santo Antônio, São João e São Pedro. Chegaram ao Brasil através dos portugueses durante a colonização. A tradição europeia entrelaçou com a indígena, que exatamente em junho, acontecia a comemoração da agricultura com rituais praticados pelos índios. Podemos dizer que a miscigenação de culturas tradicionais foi super positiva, e também ocorreu a inclusão da cultura africana entre elas um pouco mais tarde.

 

Muitas pessoas acabam confundindo o propósito da FESTA JULHINA, mas ele não passa de uma expressão que faz referência às tradicionais festas juninas que se prolongam a julho. Sendo assim, não importa se a festa é em junho ou julho o importante é curtir ao máximo com os pratos e bebidas típicas, com as brincadeiras que proporcionam alegria e contagia qualquer um. 

No nordeste do nosso Brasil as festas juninas são preparadas durante todo o ano e atraem milhares de turistas que apreciam este tema.

 

QUADRILHA

Tudo que é moda em Paris é moda no mundo. E foi assim que a dança “quadrille” aterrissou em nosso país; no século 19 nos salões brasileiros. Por isso o puxador da quadrilha usa palavras como “balancê”, “anarriê” (do francês EN ARRIÈRE, ou seja, para trás.) No decorrer do tempo a marcação europeia deu lugar a cadência brasileira e o som passou a ser feito pelo triângulo, pela ZABUMBA e pela SANFONA.

PAU DE SEBO

Uma brincadeira de escalar cerca de cinco metros do pau de sebo, é um desafio e tanto.

Quem consegue chegar até o topo ganha uma bela quantia em dinheiro. Ele não deve ser confundido com o mastro dos santos, erguido com a bandeira do santo padroeiro da festa.

FOGUEIRA

A luz da fogueira era o aviso de que João Batista havia nascido. De acordo com a lenda católica, o fogo foi o sinal combinado por Isabel para avisar sua prima Maria do nascimento do filho. Antigamente a fogueira também era usada para afastar os maus espíritos das plantações.

BALÕES 

Os balões são proibidos no Brasil, mas, em outras épocas, eram usados para levar os pedidos dos fiéis para os santos.

É difícil escolher qual é a melhor parte da Festa Junina, já que só tem coisas boas. São comidinhas gostosas, danças, bebidas, músicas animadas, bingo, brincadeiras, sorteios, amigos reunidos… Não há como não gostar!

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9 Comentários

  • As festas juninas são maravilhosas👏👏👏👏

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