Rodrigo Oliveira e o doce sabor da infância

Arquivo pessoal.

 Somos todos seres únicos, cada um tem sua história, percepções, experiências duras e boas e, é claro, diferentes métodos de educação.  Uma coisa é mais do que certa, todos nós já fomos crianças um dia. Sabemos inclusive que muitas pessoas, reclamam dessa fase em sua vida e algumas até arriscam dizer que tenha sido a pior fase, sem ser esnobe ou orgulhoso, posso dizer que minha infância foi algo memorável e moldou (e molda todos) muito a minha personalidade, atitudes e maneiras de como me relaciono e vejo a vida. Nunca fui uma criança agitada, inquieta e até me caracterizo como bem introspectivo, porém dotado de uma mente pulsante, fértil e criativa.  Recordo das férias no sítio, dos saquinhos e caixas recheados de bichinhos e personagens, inclusive os eternos “PLAYMOBILS”. Ficava horas e horas criando situações e histórias com esses brinquedos e tendo um irmão mais novo que eu cinco anos, muitas vezes ele não brincava , apenas me observava  assistindo as situações, desafios  e dilemas das brincadeiras. Ele assistia como um espectador e as vezes eu até criava o suspense, não realizando o desfecho da cena , arrematando com um: “Continua amanhã”… Era uma maneira de pausar-nos, para comer, fazer a lição da escola ou até  mesmo tomar um banho. Essa expectativa gerava muitas vezes perguntas dúvidas e até soluções para futuros problemas da historinha e como era gostoso brincar assim.

 Hoje vemos crianças estimuladas, espertas e vivas, porém  medrosas com a liberdade,  com o contato físico e indispostas ao convívio social, elas em sua maioria se mantêm focadas em aplicativos, jogos, terminar fases, completar ciclos. Se alimentam de internet ou as vezes reflito: Será que não é a internet que as devora  em tempo quase que integral e as mantém prisioneiras? Os tempos mudam, sabemos disso, brincadeiras, valores, necessidades, mas,  me parece que ainda não temos conhecimento dos futuros adultos que estão por vir, fruto dessa infância tecnológica e racional demais, que aguça o espírito competitivo, isola e têm feito pessoas cada vez mais insatisfeitas consigo mesmas, buscando a perfeição inatingível constantemente  e de relacionamentos vagos e solúveis!

Arquivo pessoal.

 Além disso, o mal do século, que é o estresse , faz com que os indivíduos sejam cada dia mais, amargos, tensos e depressivos. A solução ou sugestão para resolver ou pelo menos abrandar essas dores da alma, é recordar da infância, dos momentos, sensações, gostos, aromas e situações,  que certamente, habitam o inconsciente puro e leve, que somente quando crianças possuímos. Muitas vezes ouço que não cresci, que sou infantil e que tenho alma de criança, nunca tive isso como uma ofensa, orgulho-me de ter coração  pulsante e energético de uma fase tão doce, alegre e boa.

 Divido com todos uma dica: sugiro conversar com amigos, parentes e conhecidos que tenham convivido tempos atrás, comer, ouvir e até mesmo retornar a ambientes. Nosso cérebro nos recompensa e certamente seremos mais relaxados e felizes por coisas simples e reais, que somente os inocentes sensíveis  conseguem sentir .

Dentro de cada um de nós ainda vive a criança que um dia fomos!  Busque-a e permita aprender consigo mesmo, inclusive a ver o mundo de forma mais leve, feliz, sem barreiras e cheio de esperança, inocência  e felicidade genuínas.

 “O mundo infantil é colorido, os pincéis estão em nossas mãos , então vamos colorir a nossa vida”.  

 

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11 Comentários

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