Flávio Santos e a história do popular 'Mesquitinha'

Mesquitinha. Jornal das Moças, 1925.

Olympio Bastos, seu nome verdadeiro, se especializou em compor e interpretar tipos que caíram no gosto do povo brasileiro: o caipira, o marido submisso, o sujeito apalermado, a autoridade incompetente, um Comendador ou um simples barnabé – o funcionário público subalterno. Dos grandes atores cômicos do passado, talvez seja o que menos ficou guardado na memória dos brasileiros. Com baixa estatura e franzino, mas de grande talento, seus personagens de aparência frágil recorriam muitas vezes ao cinismo e à ironia, como armas contra seus antagonistas.

Esse lisboeta nasceu no dia 19 de abril de 1902. Viajou para o Brasil no ano de 1907, aos cinco anos de idade, em companhia dos seus padrinhos, os atores portugueses Olympio Mesquita (daí, por empréstimo, Mesquitinha) e Maria de La Salette.

 

Mesquitinha no espetáculo 'Pudim da Vida', Revista Vida Doméstica

Estreou nos palcos ainda menino, no dia 14 de novembro de 1917, provavelmente, com a troupe da Companhia de Teatro Arruda, na première da revista de costumes “A Grande Fita”, de autoria do Dr. Pedro Monte Ablas e música do maestro Frederico Cotó. Nesse espetáculo apresentado no teatro Boavista, em São Paulo, cidade adotada por seus padrinhos, o jovem Olympio interpretava o personagem “Pirralho”. Um crítico de uma revista paulista chamada, por coincidência,“O Pirralho”, descreveu a estreia da seguinte forma: “O pequeno Olympio, com muita graça e com expressão encantadora empolgou a existência. O ‘bichinho’ ganhou palmas e ‘bis’ a valer”. Já o Correio Paulistano do dia seguinte não deu qualquer destaque ao desempenho, apenas registrou a participação do menino após o terceiro e último ato, onde cantava uma canção.

Entre a década de vinte e cinquenta, sua carreira foi se adaptando às transformações do gênero Teatro de Revista, às novas tecnologias e à criação e extinção de companhias de teatro, trabalhando em operetas, revistas, burletas, comédias ligeiras e sketches. Seria impossível dar conta, em um mero artigo, de toda uma vida artística multifacetada. Durante a década de 1920, por exemplo, Mesquitinha poderia participar de duas ou três peças de teatro por mês, mas vale alguns registros importantes.

Margarida Max. Revista A Rua, 1927.

Em 1920, viaja com a Companhia de Revistas e Operetas do Teatro Boavista em excursão para Rio de Janeiro, com temporada no Theatro Lyrico (rua Treze de Maio) com a peça “O Pé de Anjo”, de autoria de Cardoso de Menezes e Carlos Bittencourt, dupla de autores que assinaram várias peças em que participou no início de carreira. Dentro dos quadros cômicos do espetáculo, fez o papel do personagem Cazuza, descrito como um “rapaz atoleimado” que, segundo a crítica, foi “um dos melhores trabalhos comicos alli apresentados”.

Em excursão pela cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro, no Cine Theatro Colyseu, fez muito sucesso com a exibição de “Aguenta, Felippe!”, peça com mais de 500 apresentações, repetindo a parceria dos autores Bittencourt-Menezes. No Teatro Recreio (Rio de Janeiro, rua do Espírito Santo, 43) trabalhou na peça da Companhia de Margarida Max (estrela e empresária com a qual trabalharia constantemente), “Me leva, meu bem”, de autoria de Joracy Camargo e Pacheco Filho. Com mais um sucesso, foi considerado ator “cuja graça expontanea lhe vem granjeando o mais justo conceito, sendo muito applaudido em todos os papeis”. Se destacaram a atriz principal, Margarida Max, e a pequena Henriqueta Brieba. Já no final da década de 20, seu nome subiu ao topo das listas de atores impressas nos cartazes de propaganda, coincidindo com a mudança de Mesquitinha para o Rio de Janeiro, no ano de 1927.

No Teatro Recreio, em 1929, trabalhou nas peças de Olegário Marianno, com Aracy Côrtes e Palitos: “Laranja da China” e “Vamos deixar de Intimidade”. O público deste último foi classificado como uma “enchente” de pessoas.

 O empresário Giocoli organizou para o Theatro Trianon (centro do Rio de Janeiro, avenida Rio Branco, 181) uma companhia de comédias, tendo Mesquitinha como ator principal, assim definido pela revista Para Todos: “o mais notavel dos nossos theatros de revistas. Mesquitinha creou um typo: o do brasileiro vagamente funccionario público, bagunceiro, malandro, prompto, especie de Carlito dos suburbios. Elle repéte sempre este typo e sempre com vantagens. É um caso de sério instincto”. Já estávamos nos anos trinta e Mesquitinha começa a trilhar novos rumos e tecnologias, deixando o registro de sua obra em outras mídias. Tem início sua carreira no cinema participando do documentário “O Carnaval Cantado de 1932”, com participação da também portuguesa Carmem Miranda e direção de Vital Ramos de Castro.

Mesquitinha. Caricatura de Di Cavalcanti Revista Para Todos, 1929.

Grava discos para a Odeon, de 25cm, do tipo “Verotron”, (sem chiado!) cantando a música “Chora Palhaço!”, um fox-canção de Edwards-Marques. No total, fez 6 gravações durante os anos de 1930-31, completando com trabalhos para a gravadora Victor. Fez sua estreia como diretor no filme “João Ninguém” pela Waldow Films, em 1936, é considerada uma comédia razoável onde Mesquitinha fazia papel do próprio, o João Ninguém.

Em abril de 1937 dirigiu um filme original de Joracy Camargo, “O Bobo do Rei”, nos estúdios da Sonofilms e estrelado por Manoel Pêra e Conchita de Moraes. Sobre este trabalho, o crítico Aurélio Gomes de Oliveira disse que o cinema de Mesquitinha era “teatro filmado”, que tinha excesso de diálogos e ênfase na pronúncia forçada dos atores, como se estivessem dentro do palco. O crítico reclamava de um vício do cinema nacional – a crítica social. Estávamos em 1937… O crítico implicava com o conflito onipresente morro versus cidade, do tipo rico egoísta e pobre bonzinho, sempre carregado nas tintas.

Mesquitinha no filme 'Onde Estás Felicidade?', Revista Vida Doméstica

A Companhia Cinematográfica Cinédia resolveu lançar duas películas longas no ano de 1938, um deles foi “Onde estás felicidade?”, com direção e atuação de Mesquitinha, marcou a estreia da atriz Alma Flora e participação hilária de Paulo Gracindo e Grande Otelo.

Pelo ano de 1940, no Teatro Carlos Gomes, com Alma Flora, Mário e Zilka Salaberry, participou da comédia “A Curva da Glória”, pela Companhia Mesquitinha-Alma Flora. No “grill” do Cassino da Urca participou de um drama sobre o ex-escravizado (o ator Grande Otelo, no papel principal) que virou herói da Guerra do Paraguai, escrita por Luiz Peixoto e que foi a primeira do gênero no cassino luxuoso. O sucesso foi tamanho que a temporada de revistas da casa foi prolongada com outros espetáculos. Fazendo dupla com o ator Manoel Pêra, foram contratados posteriormente para trabalhar em shows no Hotel Cassino Icaraí (Niterói, estado do Rio de Janeiro), com a orquestra de Carlos Machado.

 Trabalhou ao lado de Aracy Côrtes na “PRE-8” Rádio Nacional fazendo pequenas sketches divertidas e adoradas pelo público. Naquele mesmo auditório da rádio, com Barbosa Júnior, Floriano Faissal e Rosina Pagã, Mesquitinha foi a estrela do espetáculo “Coisas do Arco-da-velha”.

Depois de um período atuando em shows musicados e participações em filmes nacionais como “Romance de um mordedor” e “Samba em Berlim” (com Grande Othelo, Brandão Filho, Virgínia Lane e outras estrelas), a segunda metade da década marca a volta de Mesquitinha aos palcos, com o espetáculo “Alvorada”, escrito por Luiz Peixoto, montado no teatro República, na avenida Gomes Freire, 474, Rio de Janeiro.

Mesquitinha, Palhaço, Revista para Todos, 1930.

Em “Garçon de Casamento” no Teatro Rival, comédia de Miguel Santos e C. Bittencourt, espetáculo considerado monótono, apenas quebrado pela participação de Mesquitinha (faz um tio trapalhão) e dos comediantes Milton Carneiro, Natara Ney (com quem se casou), no segundo ato.

Na década de 50, já um profissional veterano, começa a ser sondado por empresas para participar em esquetes cômicas na nova tecnologia da época, a TV. É o tempo em que começa a recusar grandes excursões cansativas pelo Brasil e pelos países do Cone Sul.

Chegou a trabalhar na Rádio Tamandaré, na Mayrink Veiga e Eldorado, com os parceiros Modesto Souza e Natara Ney, com esquetes cômicos e comédias divididas em três atos, escritas por Wanderley e Mateus Fontoura.

Participa de “Simão, o Caolho”, seu último trabalho no cinema, em 1952, da Companhia Cinematográfica Maristela, dirigido por Alberto Cavalcanti e baseado nas “Memórias de Simão o Caolho, de Galeão Coutinho. Voltou aos palcos, contratado por Geysa Bôscoli para o Teatrinho Jardel, na avenida Nossa Sra de Copacabana, esquina com rua Bolívar, para a revista “A Imprensa é Livre” com Carlos Gil e Rose Routelli.

 

Mesquitinha, João Monteiro e Modesto de Souza, na TV Tupi.

Em 1953 começa sua participação na Televisão Tupi de São Paulo, canal 3, em shows de situações cômicas transmitidos ao vivo desde os teatros paulistas.

Junto a Paulo Celestino, Ankito e Violeta Ferraz fez quadros cômicos no espetáculo da temporada de 1953, de Walter Pinto no Teatro Recreio, com a peça “É fogo na Jaca”. Revista de Freire Júnior, Luiz Iglezias, com desempenho de Mesquitinha elogiado pelo crítico da Revista do Rádio, Henrique Campos: “Mesquitinha, ator de todos os gêneros, é o único que desenha seus tipos, antes da composição que faz para apresentá-los ao público”. Do empresário Ferreira da Silva, “As Urnas vão Rolar”, foi uma revista em cena no Teatro Recreio, encabeçada por Mesquitinha, Mara Rúbia e participação do humorista Costinha. Ele não viaja com a trupe para São Paulo nem para Buenos Aires.

Mesquitinha, a filha Ondina e a esposa Olga Bastos.

Em 1955 trabalha em “Eu quero é me badalar”, revista de Walter Pinto no Teatro Recreio (reformado, com ar-condicionado, teatro que desapareceu com o desmonte do Morro de Santo Antônio, no centro do Rio). Mesquitinha foi considerado o ponto central do show, que tinha no elenco Salomé Paraíso, Pedro Dias, Zezé Macedo, Paulo Celestino, Natara Ney, Suzy Montel e outros.

O ano de 1956 começa com rumores sobre a separação de Mesquitinha e Natara Ney, juntos desde 1943. Ele foi casado com Olga Bastos com quem teve duas filhas, Ondina e Olinda. Em maio de 1956 estava ensaiando para a reestreia da peça “Cupido nas Furnas”, no Teatro da Tijuca, espetáculo descrito como “revista apoteose” e foi contratado para um novo show de Walter Pinto a ser realizado no final do mês de junho.

 

Mesquitinha e Natara Ney . Revista do Rádio, 1954.

Naqueles tempos, Mesquitinha morava no Hotel Imperador, na praça Tiradentes, perto das boates e casas de shows, frequentava os restaurantes da área, evitando grandes deslocamentos. Seus amigos descreveram seus últimos momentos para os jornais da época:

  “Na hora do jantar, ontem (dia 9 de junho, quase meia-noite), Mesquitinha, (…) com Silva Filho e Franklin Amoedo procurou o restaurante ‘Gruta do Norte’, na Praça Tiradentes. Quando o garçom apresentou o cardápio, Mesquitinha disse: ‘Quero ver se saio do bife com fritas’. Mas depois, em tom de blague: ‘Oh, garçom, traz um bife com fritas!’. Todos riram sem querer suspeitar que, horas mais tarde, o grande artista viesse a sucumbir de maneira tão rápida.”

Levou um dos amigos até um ponto de ônibus da praça Tiradentes e voltou para o hotel, mas começou a passar mal. Foi levado ao hospital Souza Aguiar. Atendido e medicado, resolveu voltar para hotel, pois já se sentia melhor. Ao chegar no hall do edifício, voltou a passar mal, falecendo de “infarto de miocárdio” no caminho de retorno ao hospital. Mesquitinha foi sepultado no cemitério do bairro do Catumbi, Rio de Janeiro.

Mesquitinha, 1956, Revista Vida Doméstica.

Fontes:

Periódicos:

A Noite. Coluna Teatro. 4/1/1940. Ed. 10021; 14/2/1940. Ed. 10061; 26/4/1940. Ed. 10132; 14/4/1941. Ed. 10478;

A Manha. 4/7/1946, Ed. 62; 30/1/1947, Ed. 92;

A Rua. Coluna Scenas e Telas. 28/10/1926, Ed. 49; 30/3/1927, Ed. 146; 11/11/1927, Ed. 338; 14/12/1927, Ed. 366; 26/11/1927, Ed. 351;

A Razão. 13/11/1920, Ed.1417;

A Esquerda. 1/10/1930. Ed. 853; 11/12/1930. Ed. 898;

Annuário Brasileiro de Literatura. 1939.

Boletim de Ariel. Janeiro de 1937, Ed, 4; Agosto de 1937, Ed.11;

Diário da Noite. 18/5/1956. Ed. 6095; 11/6/1956. Ed. B6114;

Diário Carioca. 12/6/1956. Ed.8561;

  1. Quixote. 6/1/1926, Ed. 452; 13/1/1926, Ed. 453;

O Imparcial. 25/10/1925, edição 4689;

O Malho. Coluna Theatros. Viva Margarida! Viva! 6/11/1926, Ed. 1260; 12/2/1927, Ed. 1274;

O Fluminense. 17/4/1925, Ed. 12877; 22/4/1925, Ed.12881; 26/4/1925, Ed. 12885;

Jornal do Commercio. Coluna Theatros & Cinemas. 7/2/1918. Ed. da Tarde, 32;

Jornal de Theatro & Sport. 17/11/1923, Ed. 471; 15/12/1923, Ed. 475;

Jornal das Moças. 10/9/1925, Ed.534;

Revista Beira-Mar. 12/5/1929. Ed. 166; 17/4/1937, Ed. 554;

Revista Brasileira. Jan-Fev.1935, Ed. 06; Mar-Abr, Ed. 07;

Revista Para Todos. 1926, Ed. 384; 15/6/1929, Ed. 548; 29/6/1929, Ed.550; 17/5/1930, Ed. 596;

Revista do Rádio. 2/5/1950. Ed. 34; 6/2/1951. Ed.54; 15/1/1952. Ed. 123; 22/1/1952. Ed. 124; 19/2/1952. Ed.128; 8/4/1952. Ed. 135; 13/5 /1952. Ed.140; 14/10/1952. Ed.162; 3/3/1953. Ed.182; 9/6//1953.Ed. 196; 23/6/1953. Ed. 198; 8/9/1953. Ed.209; 5/6//1954. Ed. 247; 12/6/1954. Ed. 248; 21/1/1956. Ed.332;

Palcos e Telas. 18/11/1920, Ed. 139; 25/11/1920, Ed.140;

Vida Doméstica. Novembro. 1934. Ed. 199; Sala de Espera do Teatro Recreio. 1955, Ed.442;

Voz do Chauffeur. 4/1/1926, Ed. 69; 1/11/1926, Ed. 112;

Periódicos de SP:

O Combate. Coluna Theatros e Diversões. 4/11/1917. Ed.759; 6/2/1918, Ed. 825; 14/6/1918, Ed.928; 31/03/1922, Ed. 2050; 3/5/1922, Ed.2074; E16/5/1922, Ed. 2084; 19/5/1922, Ed. 2087; 5/6/1922, Ed.2102; 28/6/1922. Ed. 2121; Anúncios 25/5/1918. Ed.912;

Correio Paulistano. 15/11/1917. Ed.19525;

O Pirralho. Novembro de 1917. Ed. 246;

A Gazeta. Coluna Palcos & Telas. 20/07/1927, 19/8/1927, Ed.6438; 2/9/1927, Ed. 6476; 4/4/1930, Ed.7264;

Correio Paulistano. Coluna Theatros. 4/12/1921, Ed.20984; 28/4/1922, Ed.21124; 4/7/1922, Ed.21189; 13/10/1923, Ed. 21648; 24/7/1927, Ed. 22991;

Sites:

http://www.marcelobonavides.com/2011/07/mesquitinha-um-astro-nacional.html

http://obscurofichario.com.br/fichario/olimpio-bastos/

Fotos:

Vida Doméstica. Mesquitinha e Família.1929. Ed.140; Foto filme Onde Estás Felicidade. 1939. Ed.252; Mesquitinha. 1951.Ed.400; Mesquitinha, J. Monteiro e M. de Souza. 1953. Ed.420; Sala de Espera do Teatro Recreio. 1955, Ed.442; Mesquitinha. 1956. Ed.460;

A Rua. Foto de Margarida Max.1927. Ed. 351;

Revista Para Todos. Caricatura de Mesquitinha.1929. Ed.535;

Revista do Rádio. Mesquitinha e Natara Ney. 1954. Ed. 238;

Jornal das Moças. Jovem José Olympio 1925. Ed.536;

A Manha. Mesquitinha. 1947. Ed. 92;

Leitura Para Todos. Mesquitinha vestido de Palhaço. 1930. Ed. 128;

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