Xandy Novaski entrevista o ator Alex Arruda

ALEX ARRUDA - Crédito Sergio Santoin (@s_santoin)

Desde os tempos de infância ALEX ARRUDA reconhecia seu potencial artístico. E não hesitou em tornar público o amor e paixão pela arte. Além do atuante trabalho no teatro, na televisão e publicidade, suas habilidades evoluem para a música, e como percussionista Alex segue no ritmo dos blocos carnavalescos. Conheça um pouco mais da trajetória do ator!

1 – O Tablado e a CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) foram suas primeiras escolas na arte de interpretar. Digo ‘primeiras’, pois a trajetória do ator se dá em constantes estudos, pesquisas. O que mais te motivou para ingressar na carreira?

Bom, em primeiro lugar o tablado e a CAL não foram as minhas primeiras escolas, e sim – a vida -, essa é a melhor escola. Desde o inicio na infância, já sabia que era um artista. Eu chorava na frente da TV tentando interpretar ou fazer igual ao ator que assistia, e a vida me ensinou muito nisso, (tive uma vida completamente diferente do tradicional familiar). E todas essas experiências contribuíram de modo a somar para quem sou, implicando diretamente no artista que me tornei, mas voltando a pergunta, o que mais me motivou foi sempre o amor e paixão pela arte, pela vida… #vivaaarte

2 – No teatro você passou pelos textos do Arthur Miller, Nelson Rodrigues… Quais são os passos para que o ator alcance essa versatilidade na construção de personagens?

Passei por inúmeros autores, os maiores e “melhores”. Acredito que, como tudo na vida, todo esse trabalho, a persistência, os estudos, somados as técnicas e às inúmeras experiências vividas (arquivo emocional), trazem as emoções e a verdade necessárias, que naturalmente se transformam nessa versatilidade, a qual se refere.

ALEX ARRUDA - Crédito Sergio Santoin (@s_santoin)

3 – Você tem um trabalho na TV que foi numa novela de época ‘Orgulho e Paixão’, produzida pela Rede Globo. O folhetim é livremente inspirado em diversos livros da autora inglesa Jane Austen. Como é atuar num produto ambientado em 1910, onde a carpintaria da escrita se dá numa teia de personagens de seis livros distintos de uma mesma autora?

Primeiro vale lembrar que as 06 obras de Jane Austen se iniciam a partir de 1811 e vai até 1871, mas sim ambientada em 1910. E realmente a Rede Globo possui um padrão dramatúrgico único. Impressionante a qualidade que todos os profissionais imprimem aos trabalhos. Fica “fácil” trabalhar nessas circunstâncias, é muito prazeroso e gratificante, muito gostoso ver cada cena sendo gravada com tamanha complexidade, como citou. Posso dizer que é maravilhoso atuar dentro dessa grandiosidade artística.

4 – O improviso é uma ferramenta que está presente na vida do ator. Na TV ele é mais restrito, mas no teatro muitas vezes a própria situação do momento o exige em cena. Quais foram as situações de improviso mais memoráveis em sua carreira, seja no palco, na telinha, na internet ou mesmo no cotidiano?

Você trouxe aqui com essa pergunta, uma das maravilhas do Teatro, da atuação, que na TV também, existe, – a improvisação -. Quando se fala em improvisação não podemos esquecer do ‘O Tablado, que é especialista nisso, com certeza uma das mais importantes escolas de teatro do país, o qual tive o prazer de participar. Improvisar é espontâneo, verdadeiro, faz parte da criação, da invenção artística, isso é o belo, o sofisticado na arte de atuar. Foram tantos os improvisos na vida, no palco que nem sei especificar uma. São muitas mesmo, no dia a dia, a gente improvisa é sempre (veja o Brasileiro, maior especialista em improviso do mundo) e isso te transforma em um grande ARTISTA DA VIDA.

5 – Você, diferentemente de alguns atores que não curtem mudar o visual para viver um personagem, encara a situação com maior naturalidade. Qual é caracterização vista em alguma obra e que você anseia vestir na carreira?

Na verdade sou um ator a disposição da arte, por isso, topo mudar o visual sempre que for necessário. Sou um profissional e sirvo a arte no que precisar ser feito para que a emoção e a verdade apareçam, mesmo que eu não curta mudar eu mudo sim! A vida ensina a arte e vice-versa. Minha caracterização preferida é sempre a verdade nua e crua, a honestidade, a integridade, o caráter… Por isso gosto de me caracterizar de mim mesmo.

6 – Os filmes publicitários geralmente têm aquela pegada da estética cinematográfica. Contudo, a mídia ‘internet’ tem direcionado o produto para uma linguagem mais persuasiva, e por que não de ‘storytelling’, uma narrativa voltada para o ‘contar uma história’. Isso era comum nos comerciais dos áureos Anos 80. Você que participa de produtos publicitários, tanto na telinha quanto na rede online, quais as diferenças mais comuns que tem notado no que se refere ao direcionamento do produto nas suas exibições? 

Nem sempre a internet prática esse ‘storytelling’ dito. Eu vejo que a internet desmistificou esse inalcançável imaginado, trazendo sim a vida como ela é, isso vemos de forma rotineira nos posts e stories, um “contar historia” mais real, mais próximo ao espectador, seguidor. Ele se enxerga ali, entende que sua história é compatível com essa internet. Hoje a coisa está mais para a vida como ela é, da maneira mais reta e palpável, ali todos se enxergam, se veem….. A internet e as tecnologias são incríveis, hoje é a nossa “pracinha” de antigamente… Lembra quando você convidava alguém pra ir à praça? Então… Hoje você se encontra ali na internet, mas a praça agora é o mundo. Tem noção da quantidade de experiências que isso também traz?

ALEX ARRUDA - Crédito Sergio Santoin (@s_santoin)

7 – Você é músico percussionista, toca atabaque, bateria, tamborim, dentre outros instrumentos. Quais são os pontos que direcionam a pessoa para a percussão ou para instrumentos de teclados?

Acho que esse direcionamento está ligado diretamente a quem gosta de batucar em tudo, como eu…….. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Brincadeiras a parte, acredito que no teclado é mais técnica e a percussão acredito ser mais holístico e intuitivo. Não que um músico percussionista não tenha essas características também ou vice-versa, mas comigo foi isso, eu adoro batucar e tive influências do meu pai (tocávamos com a família), alguns amigos também, mas eu sempre amei a musica e tudo é mais fácil quando se gosta. Acho fundamental amar o que faz, sou desses, então desde sempre tive essa oportunidade… No entanto, ainda há muito que aprender…

8 – Suas habilidades na percussão se enveredam pelo Carnaval carioca e paulista. Quais são as principais diferenças em tocar nos blocos do Rio e São Paulo?

Eu amo o Carnaval, amo muito! Tocar no Carnaval não tem emoção igual… Tenho achado os dois carnavais bem parecidos, no entanto, a musicalidade/swing, criatividade, originalidade sejam os grandes quesitos carioca, já em Sampa a festa é mais organizada, mais profissional. Cresceu demais o Carnaval paulistano. Ambos estão de parabéns! Amo os dois. #vivaocarnaval

9 – O Alex Arruda ama ‘atuar’ e ‘tocar’. Qual dos dois está em primeiro plano?

Difícil, né? No entanto, o atuar é mais inerente a mim, sou um artista da vida, atuo desde sempre. Já a música, minha outra paixão é amadora, ainda… Fico bem dividido. Tocar é uma alegria única e atuar é tudo de mais maravilhoso.

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