Domingos Antunes entrevista o ator Leonardo Miggiorin

O Ator Leonardo Miggiorin está lançando um curso de Teatro online. O projeto se chama VIDEOLAB: “criei um laboratório de elaboração de cenas autorais em audiovisual para ajudar as pessoas a criarem seus projetos. O curso é todo online, mas, quando isso tudo passar, as turmas vão se encontrar para uma exibição coletiva”.

Longe dos palcos desde março, quando a temporada do espetáculo “O Ovo de Ouro”, com o ator Sergio Mamberti e texto de Luccas Papp, foi interrompida em função da pandemia. “Tínhamos viagens agendadas e outra temporada em São Paulo, pelo SESC. Tudo foi cancelado, foi um choque para todos. Vamos retomar as apresentações assim que possível, com todas as adaptações necessárias”. 

Em casa desde março, Miggiorin decidiu estudar ainda mais, continuando sua formação na área acadêmica. “Eu comecei um curso de Direção de Cinema na AIC (Academia Internacional de Cinema) e uma especialização em Coordenação de Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos). Além disso, já fiz curso de Teatro online, Gastronomia, Artesanato e Literatura. Aprendi a fazer velas aromáticas, dirigi um curta metragem, voltei a pintar quadros – eu comecei a pintar aos 10 anos – passei a assistir mais filmes e ler mais livros”.

Perguntas e Respostas:

1- Com a reprise da novela Mulheres Apaixonadas, gostaria de relembrar contigo a complexa relação de Rodrigo e o pai César. Queria saber de ti como era gravar essas cenas com o Zé Mayer, como era o jogo cênico com ele?

Foi uma fase de grandes oportunidades, fiz meu melhor sempre! Gravar com ídolos como José Mayer, Christiane Torloni, Tony Ramos e tantos outros colegas, era como  estar em um mundo fictício. Eu não consegui me acostumar em Presença de Anita, só em Mulheres Apaixonadas comecei a me situar, foi uma mudança muito rápida pra mim. Fingia estar confortável, mas, estava sempre nervoso, suava frio, tinha até dor de barriga. Era um desafio, apesar do acolhimento que sempre tive. É estranho olhar para um registro tão antigo (quase 20 anos) e perceber as mudanças, ver como eu tinha tantos medos e bloqueios que hoje não tenho. Tinha muito medo de não ser aceito. 

 2-Fala um pouco desse projeto Os Roni. 

Fiz uma participação em “Os Roni” e me diverti muito. Fiquei impressionado com a integração da equipe. Foi risada do começo ao fim. Espero voltar!

3- Sua formação como Psicólogo é incrível e cada vez mais fundamental na atualidade, por conta da pandemia, o comportamento das pessoas e das famílias em geral se alterou por conta dessas oscilações de sentimentos. Qual sua óptica enquanto profissional da saúde? O que tem percebido? 

Todos nós tivemos alterações de humor e de perspectiva nessa condição atual. Pra mim, o começo da pandemia foi assustador. Hoje consigo viver adaptado, mas, penso muito nas pessoas que não estão bem psicologicamente. A situação dos idosos e das crianças me chama mais atenção, mas, sei que é difícil pra todos. O nível de depressão aumentou muito e temos que nos apoiar, criar e manter laços, mesmo que à distância. Eu comecei a oferecer um horário para bater papo com algumas senhoras de forma voluntária. Fizemos algumas sessões e isso nos fez muito bem. Foi como um atendimento psicológico, um grupo de apoio que pretendo realizar mais vezes.

4- Fala um pouco de sua quarentena, o que fez, projetos…

Estudando muito em casa. Online e Offline. Psicanálise, Literatura, Artesanato, Culinária, Cinema. Tento não ficar conectado o tempo todo, faz mal. Agora estou preparando um espetáculo online com direção de Elias Andreato, amigo que admiro tanto. Estou ensaiando o conto de terror de Edgar Allan Poe: ‘O gato preto’. Para o mês de setembro, na campanha contra o suicídio, estou lançando um exercício de cinema que fiz, chamado FUNDO, em que trato de forma sensorial no meu período inicial de quarentena que foi muito difícil emocionalmente – estará no meu instagram e youtube. 

 

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