Ribatejo: embarque nesta visita guiada da planície ao planalto que começa em Santarém

O Ribatejo já foi um dos maiores portos abastecedores entre o norte de Espanha e Lisboa. Por sua localização comercial e com a passagem do rio Tejo em suas terras, por todo o Ribatejo pratica-se uma grande variedade de culturas agrícolas que se mostram extraordinariamente produtivas. Daí serem consideradas as terras mais férteis do mundo.

A viagem começa por Santarém, apelidada de Capital do Gótico por causa dos diversos monumentos nesse estilo. Através da app do Município, partindo do Largo do Seminário em direção às Portas do Sol, é possível escolher onde comer, dormir, o que visitar, percursos e rotas, informações sobre o patrimônio, gastronomia e muito mais! 

Nesta visita, a Casa-Museu Passos Canavarro não pode ficar de fora. A Casa foi imortalizada por Almeida Garrett nas “Viagens na Minha Terra”. Situa-se onde se situava o Paço de D. Afonso Henriques. Em 1937, nasceu aqui, no quarto onde pernoitou Garrett, Pedro Canavarro, o fundador e doador da Colecção que constitui o espólio desta Casa-Museu. Trata-se de uma Colecção composta maioritariamente por artes decorativas, incluindo pintura, mobiliário, porcelanas e outros objetos. 

Um dos passeios mais bonitos é a Aldeia das Caneiras, zona de pesca, onde as casas são tipicamente construídas em cima de estacas por causa das constantes cheias. As águas correm lentamente, límpidas e brilhantes junto ao rio, que fica a mais ou menos 5 km, um percurso que vale muito a pena fazer a pé. 

Caneiras

Depois de tudo isso, não tem como não abrir o apetite! Como parte do percurso vale a visita à pastelaria centenária Bijou para provar os doces tradicionais, como o pampilho, o celeste ou o arrepiado. O Restaurante Dois Petiscos, localizado perto do Seminário, tem boas opções de petiscos que fazem uma fusão entre a culinária portuguesa, mediterrânea, europeia e internacional com uma proposta moderna e também oferece opções vegetarianas, veganas e sem glúten. Já o Caravela, genuíno e cheio de carisma, oferece petiscos e refeições rápidas, econômicas e saborosas. 

Ficam aqui duas opções de hospedagem, uma na planície e outra no planalto, O UMU  tem um excelente acesso aos mais diversos serviços e dispõe de uma vibe minimalista. Já a Villa Graça, tem a sua graça por fazer parte do coração do centro histórico. Um espaço que há tempos encheu as memórias dos habitantes e que foi totalmente renovado, ambos são amplamente recomendados. 

 Tem muito mais lugares incríveis, mas despedimo-nos deste roteiro com a Quinta da Alorna. Há cinco gerações na família Lopo de Carvalho, a Quinta da Alorna continua a ser a casa que se orgulha da sua tradição, da sua história, e dos seus produtos. A extensão das vinhas, as pipas gigantes de armazenamento e os antigos processos de produção de uma das marcas de vinho locais mais relevantes, que tanto contribui na economia e manutenção da identidade regional. 

No espaço é possível andar de cavalo no centro equestre da quinta, onde há várias crianças e jovens com problemas de autismo (entre outros) que convivem com os cavalos de idade próxima à sua, por trazer uma ligação de tranquilidade interior. Cool, não é?

Espero que através destas experiências consigam captar a essência do que é o Ribatejo, a simplicidade da vida no campo e os benefícios do contato com esta realidade em qualquer idade ou fase de vida. 

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