Conheça o deslumbrante tesouro do Mosteiro de Coz em Portugal

O mosteiro de Coz, próximo de Alcobaça, abriu as portas a visitas há cerca de quatro anos e revela a criatividade artística da nossa civilização. O fabuloso patrimônio sofreu com a destruição provocada por saques e vandalismo. 

Do que resta do antigo mosteiro é possível ver uma parte do antigo dormitório das monjas em ruínas colado a uma torre, mais robusta, que nos encaminha para o interior da deslumbrante igreja de Santa Maria de Coz. Do legado das monjas sobressai o pão de ló de Coz. O artesanato de junco também é uma tradição na freguesia. Para evitar a sua extinção há um processo de renovação e o mesmo pode ser encontrado em frente ao mosteiro, na Adega das Monjas. 

Ao entrar no Mosteiro não tem como não ficar fascinado, pois o conjunto do revestimento das paredes e do teto causam deslumbramento.  “É único na Península Ibérica”, afirma Eurico Leonardo, um dos responsáveis pelas visitas guiadas. Ainda na sua descrição, seguindo as duas partes distintas da igreja, o teto tem dois motivos de decoração. Na parte do acesso público, “tinha uma função de catequese às pessoas que vinham à igreja. Do outro lado, o tema é a representação de santos importantes da Ordem de Cister ou da Ordem de São Bento. Para que os seus exemplos pudessem ser seguidos.”

 

A divisória das duas partes da igreja é feita por uma grade que ainda permanece. “Separa o público que vinha à igreja e as monjas. Sempre que estivesse alguém na igreja, nem que fosse uma única pessoa, a grade estaria fechada e a cortina corrida. O princípio seria não ver e não ser visto e nunca tocar.” As paredes do lado reservado às monjas estão revestidas com duas filas enormes coberta com azulejos.

Um outro espaço deslumbrante é a sacristia. O teto também está pintado e as paredes estão igualmente revestidas de azulejos. Um dos painéis imita uma porta que daria acesso à igreja. Os restantes são figurativos, contam a história de São Bernardo, o patrono da Ordem de Cister a que esteve associado o mosteiro de Alcobaça e, mais tarde, o mosteiro feminino de Coz. Vieram para aqui mulheres da nobreza a partir do final do século XII. “Era um mosteiro feminino da Ordem de Cister. 

 

A história deste mosteiro começa pouco depois do surgimento do Mosteiro de Alcobaça. Vêm a Coz senhoras, piedosas, com uma intenção religiosa já muito marcada. Prestam serviço à abadia de Alcobaça. O que seria mais relevante era a lavagem dos hábitos brancos dos monges. Parece que o rio Coz tinha águas muito boas para a lavagem desses hábitos.

O mosteiro foi construído, influenciado pela vontade das monjas de que existisse um enorme janelão para que elas, subindo no interior da igreja, à parte do coro e não podendo participar na atividade religiosa, podiam estar em alma, em espírito com a capela. Um lugar mágico! 

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