Douglas Delmar apresenta Lucília do Carmo e o fado tradicional

Lucília do Carmo - Crédito Reprodução Youtube

Lucília Nunes Ascenção do Carmo, reconhecida artisticamente como Lucília do Carmo, foi umas das figuras mais importantes do Fado tradicional de Lisboa. Nascida em 04 de novembro de 1919, em Portalegre, onde começou a cantar de forma amadora em sociedades de recreio e festas beneficentes. Com a família, mudou-se para Lisboa. 

Sua estreia como fadista se deu no Retiro da Severa, quando tinha 17 anos. A voz e presença de palco despertaram o interesse do público e o reconhecimento não tardou a chegar. Logo depois, estava participando de programas de fados na Emissora Nacional, na Rádio Graça e na Rádio Luso, fato que ajudou a divulgar seu nome e aumentar sua popularidade. 

Começou a atuar nas principais casas de fado da capital, conquistando grande reconhecimento.

Lucília do Carmo com o seu filho Carlos do Carmo, na década de 60 - Crédito Eduardo Gajeiro

Casou-se com Alfredo de Almeida e, em 1939, nasce o seu filho Carlos do Carmo, que mais tarde seguiu os passos da mãe e se tornou um grande fadista, com uma carreira bem sucedida. 

Nos anos 40 viajou até Lourenço Marques, onde atuou no Casino da Costa. Ainda nessa década, realizou algumas turnês pelo Brasil, onde conquistou muita popularidade e também morou por cinco anos.

Regressou a Portugal e, em 1947, juntamente com o marido, abriu uma casa de fados no Bairro Alto, chamada A Adega da Lucília, que mais tarde viria a ser O Faia. Neste estabelecimento, Lucília atuou diariamente, interpretando vários fados como Anda a Saudade Bem Alta, A História do Nosso Fado, Verdades Que a Noite Encobre, Fado da Azenha, e entre outros que se tornaram célebres. Por lá também passaram vários fadistas de diversas gerações. 

Postal Casa de Fados O Faia - Crédito Museu do Fado

Lucília do Carmo gravou poucos discos, no entanto, deixou obras essenciais do fado como Leio Em teus Olhos, Loucura, Preciso de te Ver, Maria Madalena, Lágrima, entre outros sucessos. Na década de 1980, deixou a vida artística e transferiu seu legado fadista para o filho, que continuou administrando a casa de fados. O Faia se mantém em atividade atualmente, mas com outra gerência. 

Lucília do Carmo faleceu em 1998, devido a uma doença de Alzheimer. Porém, ainda permanece da memória do público como uma das maiores e melhores vozes do fado. Considerando a importância de eternizar a memória da fadista, A Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a uma rua da cidade, na freguesia de São Francisco Xavier

 

Apresentação de Lucília do Carmo - Crédito Museu do Fado
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