Kênia Esteves entrevista o conceituado chef Luciano Muradas

Olá amigos, não tem como iniciar a minha última matéria do ano sem citar uma frase do senhor OSMAR MURADAS, pai de meu entrevistado de hoje:  o belo, carismático e competente chef LUCIANO MURADAS.  “Existem pessoas que são natas no que fazem. Sua naturalidade o ofício denota que estão exercendo em vida aquilo que lhes foi planejado por suas ESSÊNCIAS , antes mesmo de estarem em VIDA”.  

Nascido e criado em SP; LUCIANO MURADAS carrega em seu DNA o dom de fazer nossas “papilas gustativas” felizes. Rsrs.  Seu pai, que já era cozinheiro consagrado e empresário no setor de alimentos, sempre foi sua maior inspiração. Apesar de ter se fortalecido na parte administrativa, Luciano encanta e se encontra todos os dias é na cozinha.  E depois de circular entre restaurantes, bares , eventos, festas e consultorias no universo paulista e catarinense, seu coração pulsou mais forte foi pela Bahia. Terra de cores, aromas, sabores e muito AXÉ. E vale dizer, que sorte a nossa!

Atualmente, Luciano Barradas administra uma equipe de 40 pessoas,  promove consultorias a bares, restaurantes e pousadas, possui um programa de rádio e ainda é um dos chega mais solicitados para os casamentos mais badalados do Sul da Bahia, além de ter se destacado como o “Capitão da Equipe Brasileira” do chef Onerge Stromberg, que liderava a Cozinha que servia a seleção de futebol alemã, na Copa do Mundo no Brasil.

K.E. 1: Minha primeira pergunta tem a ver com a sua “teimosia” . Rsrs. Seu pai lhe aconselhava a estudar outras ciências; porém você persistiu e conquistou uma carreira de sucesso. Isso significa que a teimosia ainda é uma forte característica de sua personalidade até hoje?

L.M 1: A teimosia acaba junto com nossa juventude e a quantidade de experiências que adquirimos! Naquela fase eu era um adolescente, o melhor que eu sabia fazer era desafiar meus pais! Hj em dia não, deixei de ser teimoso. Pelo menos no trabalho!

K.E.2- Você começou praticamente na distribuidora de seus pais aos 12 anos. O que mais te fascinava nesse universo familiar?

L.M 2: Meu pai sempre jogou duríssimo comigo, para não deixar que o restante da equipe achasse que ele estaria me protegendo, acabou me lapidando a ferro e fogo. Agradeço muito por isso pois hoje é muito difícil algo me abalar no trabalho. O Universo familiar nesse ambiente de trabalho sempre representou pra mim força e disciplina

K.E.3: Dentre os diversos cursos de qualificação profissional que você desenvolveu durante essa sua linda jornada; qual deles você mais se identificou?

L.M 3: Os cursos de gestão pessoal e das cozinhas. Eu adoro ensinar a economizar tanto quanto cozinhar. A Gestalt terapia sempre foi uma grande aliada dessa jornada por conta de entender melhor sobre cada membro das equipes. Portanto gestão e gestalt, meus prediletos!

K.E.4: Você morou em cidades como RJ; SP e Santa Catarina. Seu processo de criação nesses grandes centros, foi algo mais abrangente ou mais específico?

L.M 4: Acaba sendo um pouco mais específico por conta da regionalidade dos pratos e ingredientes. Mas em todos os lugares eu sempre tento uma releitura do tradicional.

K.E.5- Para cada cidade que você morava, você buscava inspirações regionais?

L.M 5: Na verdade as inspirações regionais é que se faziam presentes! Vc acaba se rendendo à culinária dos lugares em que se encontra

K.E. 6: Quando você perdeu seu pai você , você tinha um amor. E foi esse amor, que te trouxe para Bahia. Falo de dois amores distintos que te presenteiam com emoções dúbias. Portanto nos conte; se você veio para viver um grande amor, ou para esquecer sua perda?

L.M 6: Eu precisei perder meu pai para ganhar a Bahia. Foi o último presente que ele me deixou! O meu amor da época foi o anjo que me trouxe. Sou grato por isso até hoje! Eu acredito muito na espiritualidade, isso ajudou em relação à perda do meu pai. Sinto ele presente comigo até hoje na cozinha. Como um mentor. Eu na verdade vim pra Bahia sem saber que estava voltando pra minha casa, mesmo sem nunca antes ter conhecido.

K.E. 7- Atualmente você administra uma equipe de 40 pessoas,  promove consultorias a bares, restaurantes e pousadas, possui um programa de rádio e ainda é um dos chega mais solicitados para os casamentos mais badalados do Sul da Bahia. Como administra seu tempo e a sua qualidade de vida ao longo desses anos?

L.M 7: Eu durmo pouco e trabalho muito para dar conta. Mas não é sacrificante. O segredo é se organizar bem e não procrastinar em nada! Tento dar meu melhor todos os dias com aquilo que eu tenho! Por mais que este melhor ainda não seja ideal na minha cabeça.

K.E.8- A propósito; a quantos anos você se encantou pela Bahia?

L.M 8: Há exatos 10 anos e 3 meses! Eu nasci em São Paulo, mas renasci na Bahia! Meu rg é baiano, meu coração, minha alma. Eu quero envelhecer aqui neste lugar.

K.E.9- Luciano; você com sua habilidade e talento ímpar, se tornou em 1 semana o “Capitão da Equipe Brasileira” do chef Onerge Stromberg, que liderava a Cozinha que servia a seleção de futebol alemã, na ocasião da Copa do Mundo no Brasil. Qual foi o prato que você criou e que mais se destacou na ocasião?

L.M 9: foram muitos os pratos que se destacaram. Eu ficava sozinho com o time pouco antes de viajarem para os jogos pois o Holger ia antes para os destinos das partidas. Tive a oportunidade de criar muita coisa e ser bem aplaudido. Segundo eles minha comida tem cores e sabores! Um dos destaques foi o Salmão ao molho de maracujá que até hoje continua sendo servido no restaurante do Holger na Alemanha. Ele batizou o prato com meu nome!

K.E.10- Você imprime em lugares conceituados , os quais desenvolve seus trabalhos, um novo “lifestyle gastronômico “, digamos assim. Seus bifes vegetais e receitas saborosas sem lactose são de sabores inigualáveis. Você acredita que esses pratos já sejam uma realidade e vão ser a cada dia mais solicitados, inclusive contrastando com os fortes temperos baianos?

L.M 10: Essa Gastronomia funcional realmente veio para ficar. É um mercado muito exponencial que cresce de forma gigantesca a cada ano. Os temperos baianos ajudam e muito para dar aquela alegria nesse tipo de prato! Mas nem todos são bem vindos por conta da proposta, infelizmente.
Eu agradeço a você por me conceder esta entrevista e a todos os leitores que nos prestigiam nesse momento! Parabéns pelo trabalho incrível que vem fazendo!

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