Ana Jardim: Cora Coralina - Parte II

Olá pessoal! 

Como estão sendo seus dias? 

Vamos voltar a falar de poesia? 

Eu sempre amei ler Cora Coralina, talvez pela sua forma simples de retratar a vida, mas confesso que após eu descobrir que seu  nome é Ana, e apelido Aninha, me identifiquei ainda mais com a poetisa. Inclusive, acredito que tudo que é feito despretensiosamente, mas com amor, tende a dar certo. 

Com Cora Coralina não foi diferente:

“Não sei se a vida é curta ou longa demais

para nós, mas sei que nada que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.”

Doceira de profissão, aquela mulher forte, delicada, simples e sábia, não poderia deixar de ficar na história como uma das mais importantes escritoras brasileiras.

Em 1984, recebeu o troféu Juca Pato, sendo a primeira escritora do país a recebê-lo. 

Neste mesmo ano, entrou para a Academia Goiânia de Letras.

Um dos poemas mais conhecidos de Cora é 

“Aninha e suas pedras”:

“Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.

Recria tua vida sempre, sempre!

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça faz de tua vida mesquinha um poema.

E viverás no coração dos jovens e na memória nas gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.” 

Cora Coralina, que assim se auto denominou, para ter no nome força e confiança, nunca se esqueceu de Ana. 

Ana era aquela parte de si que se sentia o patinho feio da família. 

“Cresci filha sem pai, secundária na turma das irmãs. Eu era triste, nervosa e feia. 

Amarela, de rosto empalamado. 

De pernas moles, caindo à toa.”

À caminho de seus noventa e cinco anos de uma vida simples, de memórias e minuciosidades, Cora, um dia escreveu: 

“Se temos que esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja

para  produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.”

O casarão, à beira do rio Vermelho, onde Cora viveu na cidade histórica, Goiás Velho, sempre foi um lugar aberto a quem quisesse visitá-la.

Em 1989, foi transformado no Museu Casa de Cora Coralina.

Até mais!

Ana Jardim.

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9 Comentários

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