Conheça lendas e histórias da Ermida dos Anjos, em Portugal

A Baía do Cré fica ao lado dos Anjos créditos: andarilho.pt

Além de um marco no povoamento da primeira ilha açoriana que foi descoberta, Santa Maria. A Ermida dos Anjos é também um lugar de pagamento de promessas de Cristóvão Colombo e um santuário de lendas.

Há quem diga que a Ermida foi o primeiro templo construído em Santa Maria e um dos mais antigos nos Açores. A sua construção data de 1439 e foi reerguida várias vezes, a última das quais em 1676. Segundo a lenda, colocaram várias vezes as pedras no alto do monte para iniciarem a construção das paredes mas durante a noite rolavam pela encosta para o sítio onde acabou por ser erigida.

Outra lenda é do tríptico quinhentista pintado em madeira e que está no altar-mor. Dizem que seria o altar portátil da caravela de Gonçalo Velho Cabral, considerado o descobridor da ilha de Santa Maria em 1432.

Outro marco relevante desta parte da ilha e em particular da ermida é a passagem de Cristóvão Colombo e de mais alguns marinheiros que desembarcaram na Baía do Cré, ao lado dos Anjos.

Na viagem de regresso da descoberta das Américas apanharam uma tempestade e perderam de vista uma caravela. Prometeram então rezar uma missa na primeira terra que encontrassem, caso estivessem a salvo os marinheiros desafortunados.

Assim aconteceu e a missa realizou-se na costa norte da Ilha de Santa Maria. A cerimónia religiosa terá sido em 19 de Fevereiro de 1493.

A passagem de Colombo está evocada no interior da ermida e também no exterior.

Estátua de Cristóvao Colombo créditos: andarilho.pt

Em particular, com a enorme estátua do navegante que ocupa o centro de uma largo e está a centenas de metros do oceano. Foi colocada em 1993, no V Centenário da passagem de Colombo por Santa Maria. Capta muito mais a atenção do que a ermida que é uma construção pequena, com um alpendre de pedra. Está rebocada de branco.

Por último, no interior da ermida, além de uma imagem de Nossa senhora dos Anjos, pode ver um chicote em metal e uma inscrição que lembra o ataque de piratas e o rapto de habitantes de Santa Maria no século XVII. As investidas dos piratas são também recordadas pela Associação Escravos da Cadeínha que tem a sede mesmo ao lado da ermida.

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