Ovadia Saadia: Liniker e Jéssica Ellen são as capas da Glamour de março

Liniker, uma das cantoras emergentes de mais sucesso no Brasil, contou para a Glamour sobre sua jornada com a fé, saúde mental e seu novo projeto solo. A cantora conta que a busca pela espiritualidade começou antes mesmo de seu nascimento, com o apoio de sua mãe. Liniker criança era parte do grupo de dança da Igreja Evangélica, estudava em uma escola espírita meio período, foi batizada na umbanda e cumpria as ordens de coroinha na Igreja Católica.“Eu gosto do rito. E o que me aguçava, já naquela época, era a comunhão. A energia de poder estar junto das pessoas em coletivo vibrando por alguma coisa. Por mais que eu estivesse vibrando comigo sozinha, eu também estava vibrando junto, sabe?”

Aos 25 anos, a cantora se prepara para estrelar este ano sua primeira série de TV, da Amazon Prime, e ainda lançar seu disco solo de estreia.

Além dela, Jéssica Ellen, cantora e atriz, estrela sua própria capa e relata seu relacionamento com a espiritualidade.

Durante a pausa nas gravações da novela Amor de Mãe, a carioca nascida na comunidade da Rocinha, lançou seu segundo disco, Macumbeira.  Jéssica cresceu indo a terreiros e pegando doces no Dia de São Cosme e Damião. Iniciou-se no candomblé aos 22 anos, mas carrega na lembrança a umbanda, religião praticada pelo seu avô. “É UMA MEMÓRIA AFETIVA.” 

O trabalho de resgate das suas raízes, e de honra aos que vieram, é o que norteia a carreira musical da carioca de 28 anos – não à toa, fez parceria com Zezé Motta e Pretinho da Serrinha, dois de seus ídolos. “Fazer música falando sobre a riqueza ancestral é uma maneira bonita de desmistificar todo o preconceito que ainda existe diante das religiões de matriz africana”

Seguem trechos das entrevistas exclusivas para nosso portal:

QUAL FOI SEU PRIMEIRO CONTATO COM A ESPIRITUALIDADE?

LINIKER –  Eu tinha uns 4 anos de idade. O padrasto da minha mãe tinha um terreiro nos fundos da casa que eu morava, eu lembro de brincar à noite neste lugar e ficar olhando um quadro de Iemanjá gigante. Via a água se mexendo, me sentia vista. Tanto é que, na infância inteira, eu desenhei muitas sereias. Hoje eu sei, com uma fé mais expandida, que esse encontro veio daquele espaço e o que eu sentia quando olhava a imagem. Sempre fui uma criança que buscou muito a espiritualidade.

 O QUE ESPERAR DO NOVO ÁLBUM SOLO?

LINIKER – Minha nova fase está muito conectada ao momento de fé, por eu ter tido coragem de recomeçar. Quando se tem uma carreira consolidada é difícil, porque os fãs esperam que você reproduza um certo tipo de trabalho e não tem como, porque eu estou mudando(…)

QUE É SER MACUMBEIRA PARA VOCÊ?

JÉSSICA – É conexão com a natureza, a relação de respeito com o meio ambiente e o exercício de autocuidado – que ficou ainda mais forte com o que estamos vivendo. (…) Para mim, ser macumbeira é ter respeito comigo e com o outro.

DE QUE FORMA CUIDA DA SUA SAÚDE MENTAL?

JÉSSICA – Acho fundamental a gente aprender a desacelerar. Temos que entender a hora de ligar e desligar, principalmente em relação à tecnologia. Quando vou jantar, já deixo o celular de lado; quando deito para dormir, aproveito para ler um livro. É o mínimo que podemos fazer por nós mesmos.

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