Igreja do Convento de S. Francisco de Évora: esplendor nas peças decorativas e nos três órgãos do século XVIII

créditos: andarilho.pt

Os órgãos são todos do mesmo organeiro, Pascoal Oldovino, de origem genovesa, e que acabou por se estabelecer em Évora. Na igreja do convento deixou três obras primas. “Estão restaurados. Os três tocam e têm o mesmo diapasão. Podem tocar em uníssono, em simultâneo e também em diálogo.”A descrição é do padre Manuel Ferreira, pároco da igreja de S. Francisco.

Um dos aparelhos está na sala régia, na tribuna superior. “É o chamado órgão positivo, tem uma caixa muito bonita que era do Convento do Salvador.” A caixa está pintada com o colorido típico do Alentejo e até com os habituais motivos florais. É o preferido do organista residente nos concertos de Domingo.

Numa das alas laterais da igreja está outro órgão. É um realejo, ligeiramente mais pequeno, e com cores mais discretas. O de maiores dimensões está colocado numa parede e serve de antecâmara à capela-mor para onde rapidamente se dirige o nosso olhar devido ao mármore e à luz dos vitrais.

A estrutura que vemos hoje da igreja do antigo convento de S. Francisco resulta de uma profunda renovação realizada no século XV. Antes, a obra teve o gosto dos frades Franciscanos chegaram a Évora em 1224 e instalaram-se nos arredores da cidade. Algumas décadas depois chegou a ser designado como Convento de Ouro porque foi apropriado pela família real que estabeleceu o Paço Real no convento. A construção demorou cerca de 30 anos, entre 1480 e 1510 e apresenta vários estilos.

Destaca-se sobretudo o gótico, com muitas ogivas e o deslumbrante teto. Evidencia ainda sinais do estilo manuelino. A presença real, do ponto de vista histórico, é também marcada pelo casamento de D. Pedro I que, mais tarde, viveu o dramático romance com Inês de Castro.

Outras marcas da presença real são visíveis no próprio edifício como por exemplo, a esfera armilar do rei D. Manuel e o pelicano de D. João II. Estão no arco de fecho da capela-mor e também na entrada da igreja.

A manutenção da igreja permitiu ainda a salvaguarda de muitas pinturas e uma grande diversidade de arte sacra. Algumas peças podem ser vistas no núcleo museológico que, com a coleção de presépios de todo o mundo, enriquecem o património do antigo convento.

A igreja e o convento estão classificados como Monumento Nacional.

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