Pombais: verdadeiro marco paisagístico de Riba-Côa a Trás-os-Montes

créditos: andarilho.pt

Em Trás os Montes e parte da Beira Alta, entre os rios Côa e Águeda, há centenas de pombais espalhados na paisagem da vinha, da amendoeira ou do olival. São construções de pequena dimensão. Sobressaem porque estão pintados de branco, são circulares e encontram-se isolados.

Os pombais destacam-se em particular no meio das vinhas devido à cor branca e também por serem circulares. Utilizando essas pedras, com as mesmas técnicas que se fazem os muros de pedra seca, conseguiram construir os pombais com a forma circular e uma estrutura consistente. 

Para quem visita estas regiões rapidamente nota a frequência com que os pombais  surgem na paisagem, mesmo não sabendo do que se trata. São uma marca no patrimônio rural e desempenham uma outra função: têm uma importância relevante no equilíbrio do ecossistema de aves selvagens, nomeadamente de rapina.

Este é um dos motivos porque a ATN e a Palombar desenvolvem iniciativas para dar vida aos pombais. Reconstruir, pintar as estruturas e reintroduzir pombas. O objetivo é aumentar recursos alimentares para abundância de espécies presa. A Associação Transumância e Natureza é responsável pela gestão de alguns pombais nesta região. A Palombar faz a gestão mais a norte da Região de Trás os Montes. Em conjunto conseguimos manter estas estruturas vivas que são muito importantes do ponto de vista do património cultural e também da vitalidade do património natural.”

A Palombar, uma expressão em Mirandês que significa pombal, iniciou o projeto em 2002 e em 2007 recuperou e zela pelo funcionamento de cinco pombais no nordeste transmontano. No verão promovem projetos de voluntariado e uma das iniciativas é a recuperação do pombal tradicional.

Alguns foram recuperados, pintados de branco, e são marcas de um património rural que sofreu uma profunda alteração nas últimas décadas.

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