Xandy Novaski entrevista o Chef LAURO NETO

Nova York foi o lugar que ensinou o CHEF LAURO NETO a alquimia da culinária. Ele também esteve pela Europa, onde a tradição moldou ainda mais os temperos dos pratos e do tempo que, aliás, o trouxe de volta ao Brasil com inúmeras técnicas e sofisticações. Também músico, Lauro agora pretende unir as duas áreas num projeto bastante interessante na internet. Confira!

  • O que te fez rumar da música para o ramo da culinária?

Na verdade eu sempre levei as duas profissões juntas, trabalhando em conjunto, já que são as minhas paixões. A culinária aconteceu mais tarde na minha vida, depois dos 30 anos. Acreditei na culinária e resolvi seguir o desafio. Fui direto para Nova York, ou seja, começar lá na big Apple.

  • Você fez diversos cursos na área da cozinha, porém, o aprendizado foi no dia a dia. Como foi juntar a técnica com a prática sem que uma não tomasse o lugar da outra?

Fiz alguns cursos básicos e fui direto para a prática, onde realmente se aprende. Comecei do zero, Auxiliar de Cozinha, depois fui subindo, passando por todas as etapas até me tornar Chef e Gerente de restaurante em NYC. Foi trabalhando com vários Chefs que fui aprendendo as várias técnicas, na verdade, até hoje sempre aprendendo. Essa paixão pela cozinha que me encanta! Nunca sabemos tudo.

  • 10 anos foi o tempo que você passou em Nova York trabalhando diante dos vários segmentos de cozinha. Quais foram as maiores dificuldades encontradas por lá? 

 As dificuldades surgiram no começo mesmo, quando te exigem rapidez para aprender logo. Mas eu sempre dei o meu melhor e conseguia cumprir a função de cada etapa, movido pela paixão de cozinhar.

  • Comida coreana, colombiana, americana e italiana. Foram essas as cozinhas pelas quais seu talento mergulhou lá nos EUA. Quais temperos, digamos assim, aproximam essas iguarias tão distintas?

A metodologia das cozinhas profissionais geralmente são as mesmas em diversos lugares. O que realmente muda são os temperos, ingredientes e a maneira de se fazer. A cozinha que mais achei interessante foi da coreana que é realmente diferente de tudo que eu vi até hoje. Uma delícia de aprender!

  • Dos EUA, você foi para a Europa. Atuou nas cozinhas da Espanha e Portugal. Quais são as principais diferenças entre trabalhar na América do Norte e no Velho Continente?

Muita diferença mesmo! Outra cultura, o ritmo e horários de trabalho. São muito tradicionais, mas muito interessante viver por lá aprendendo mais e também compartilhando a minha experiência com outros Chefs.

  • Depois de tantos lugares e cozinhas diferenciadas, há como afirmar que preparar alimentos é uma alquimia? Por quê?

Com certeza é uma alquimia! E foi isso que me encantei, essa possibilidade de misturar ingredientes e, com talento, criar coisas novas. Isso é o que motiva a maioria dos Chefs do mundo todo.

  • A pandemia o fez retornar ao Brasil. Como o ramo dos restaurantes tem se virado diante de um isolamento social que já dura mais de um ano? E quais as notícias que você tem da gastronomia nos EUA e Europa, sendo que eles estão adiantados na vacinação?

Realmente aqui no Brasil as coisas ainda estão complicadas devido à pandemia. O sistema de delivery tem conseguido salvar alguns restaurantes. Já nos EUA e na Europa as coisas estão voltando mais rapidamente, com certeza.

  • Você pretende voltar para o exterior ou vai se firmar aqui no Brasil? Por quê?

Tenho um irmão que mora em NYC há 30 anos e muitos amigos também. No momento quero ficar por aqui no Brasil, porém, não sabemos o dia de amanhã, já que ainda tenho contato com todos os chefs que trabalhei. Tenho muita vontade de ter o meu próprio negócio por aqui no brasil.

  • Fale-me um pouco sobre seu novo projeto tendo como base a culinária americana!

Na verdade quero fazer uma fusão, misturar tudo que aprendi, criando novos pratos. É uma ideia que ainda vou realizar, com certeza! É a tal da alquimia com criatividade.

  • Apesar do tempo escasso, a música não deixou de fazer parte da sua trajetória. Pretende extravasar essa criatividade em algum de seus empreendimentos futuros?

A música nunca vai sair da minha vida! Estou começando a trabalhar muito nas redes sociais, nos streamings. Até já gravei um álbum em NYC no ano de 2017, chamado “The Kitchen”, onde todas as músicas têm nome de pratos. Estou compondo muita coisa, já que toco guitarra e contrabaixo. Vou fazer um Canal no Youtube misturando culinária e música, entrevistando Chefs cozinheiros, músicos e artistas.

Fotos: Arquivo Pessoal
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