André Conrado apresenta A vitória do Espírito Santo- Parte 2

Foto do Período Colonial de Vitória - séc XIX - Venda de Karl Bullerjahn em Santa Maria de Jetibá-p.107- Arquivo Público do ES

Na segunda edição desta viagem no tempo na “Cidade Sol”, iremos abordar os ciclos que trouxeram desenvolvimento e que fizeram crescer a antiga ilha, chamada “Vila da Vitória”.

Imagem da Capitania do Espirito Santo - Arquivo Publico do ES

Período colonial e o ciclo da cana de açúcar

A capitania do Espírito Santo foi uma das que menos se desenvolveu no período colonial, segundo relatos históricos. Vários fatores influenciaram para isso. Os principais foram:

 A pouca vocação administrativa do seu donatário Vasco Coutinho; a imposição de trazer condenados para efetuar a colonização; a ferocidade dos índios Goitacazes; a questão territorial, onde o limite das terras era onde começavam as minas de pedras preciosas (Minas gerais) e a concentração do escoamento dos minerais pelo porto do Rio de Janeiro.

Todos esses fatores contribuíram para que o Espírito Santo, e a cidade de Vitória passassem todo o período colonial focado apenas na cultura agrícola e açucareira. O açúcar foi o principal produto da economia por três séculos. Uma iguaria que reinou absoluta até 1850, quando foi substituída pelo café.

Foto do Morro do Moreno - Portos do ES - início do séc XX - Arquivo Nacional

O Ciclo do Café

Em 24 de Fevereiro de 1823 a vila de Vitória foi elevada a cidade, mas seu isolamento insular evitava seu desenvolvimento. A partir do ano de 1894, com o ciclo do café, iniciaram-se na ilha diversos aterros nas partes baixas da cidade, alterando a forma da ilha e modernizando-a. Foram construídas após disso diversos bairros, escadarias e foram derrubados casarões. Além disso foi melhorado o saneamento.

Foto dos aterros da cidade de Vitória - Início séc XX - IPEA - ES

Em 1941 surgiu o primeiro cais na capital e em 1927 a ponte que ligou a ilha ao continente. Assim o porto se desenvolveu. No início dos anos 50, foram feitos mais aterros e foram construídas amplas avenidas. Depois dessas várias mudanças a cidade tornou-se o maior centro do Espírito Santo.

Foto da ponte Florentino Avidos - 1927 - Vitória - Arquivo Público Nacional

O incremento portuário e o ciclo industrial

Foto do Porto de Tubarão - Vitória - Anos 70 - IPEA

Em 1970 o Porto de Vitória se tornou um dos mais importantes do país,  e a capital começou a se industrializar. A modernização da ilha, infelizmente  gerou o desaparecimento de quase todos os vestígios da Colônia e do Império na ilha. 

Ciclo Industrial

A existência de um porto moderno, trouxe para Vitória a possibilidade de se tornar um polo de importação e exportação, com indústrias voltadas para o mercado externo. O porto localizado na área central da cidade ficou dedicado à exportações. Na ponta de tubarão se instalou a Companhia Vale do Rio Doce com suas várias usinas de “pelotização”. A instalação da antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão (agora ArcelorMittal) e da Aracruz Celulose (agora Fíbria), apesar de estarem em municípios vizinhos tiveram grandes influências no comércio serviços da cidade.

Imagem panorâmica do municipio de Vitória - ES - Arquivo Publico ES

Geografia Urbana

A área urbana da bela Vitória é extremamente pequena, pois ela é uma cidade ilha que foi se expandindo através de aterros e migrações para o continente.

Entretanto é com as ligações com as suas vizinhas Vila Velha, Serra que Vitória se completa.

O relevo das ilhas é um prolongamento do continente, de constituição granítica, circundado pelo mar e áreas de mangue e restinga. O maciço central da ilha de Vitória, Morro da Fonte Grande, possui altitude de 308,8m e os principais afloramentos graníticos são a Pedra dos Dois Olhos, com 296m, e o Morro de São Benedito, com 194m de altitude. O ponto mais alto da cidade é o Pico do Desejo, na ilha de Trindade, com 601m de altitude. Uma paisagem belíssima que convida o leitor a uma visita!

Foto do Pico do Desejo na Ilha de Trindade - Vitória ES

Na próxima edição, visitaremos os principais museus da cidade-ilha. Não percam

Fontes:

@aclubtour

Arquivo Nacional

Arquivo Publico do Espirito Santo

Biblioteca Nacional Digital

IPEA

IPHAN – ES

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