Xandy Novaski entrevista o ator , diretor, produtor e escritor Andy Corrêa

Andy Corrêa tem um extenso e memorável currículo no mundo das artes. Seja como ator, diretor, produtor, escritor e inclusive como compositor, o artista consegue levar seu recado ao público desejado. Seja nos 12 espetáculos, no livro de reflexões, com o trabalho na rádio e também nas telas, ele faz de seus momentos únicos e intensos. Conheça mais sobre a trajetória desse profissional ímpar!

ANDY CORRÊA - Crédito Arquivo Pessoal
  • Você acumula diversas funções na área artística. Como faz para conciliar a agenda, já que o mundo da arte nos toma tanto tempo?

Sim, o tempo é meu adversário (risos). Como sou um profissional liberal, não tenho contrato fixo nem mesmo exclusivo, com nenhuma emissora de TV, Produtora e etc. Tenho controle total da minha agenda. Trabalho com quem eu quero, no tempo que eu quero e no veículo que eu quero. Assim consigo organizar minha agenda em relação aos meus espetáculos teatrais, meus eventos, minhas oficinas de teatro e meus workshops artísticos. Tendo em vista que meus espetáculos sempre foram prioridade, isso por conta da Cia. Respirando Arte, da qual sou fundador e proprietário desde 2014. E quando sobra um tempinho, componho minhas letras músicas e escrevo meus livros.

  • O teatro conta com 04 espetáculos autorais seus, passando por gêneros diversos como o drama, o musical e a comédia romântica. Como se dá os seus insights que resultam em textos que nos fazem rir e chorar?

Bom, na verdade tenho 12 espetáculos teatrais, mais os que repercutiram em relação às críticas construtivas por conta da sua autenticidade e realismo, realmente foram 4, talvez por serem baseados em fatos reais.  “O homem que vendia ilusão” (Drama), trata-se de um homem que aplicava o golpe do aluguel em bairro nobre da Zona Sul do RJ; “Ela me faz de gato e sapato” (Comédia Romântica), trata-se de um casal, que o namorado aceitava que sua namorada se relacionasse com outros homens, ou seja: fingia que não sabia, mais sabia; “Apague a luz que eu quero dormir” (Comédia Romântica), trata-se de um casal bem resolvido e feliz, até a hora de dormir, pois a mulher gosta de dormir com a luz apagada, e o marido com a luz acesa. Apaga e acende a noite toda, e o casal não dorme, mas ao amanhecer, a surpresa! Vida normal e eles se amam como se nada tivesse acontecido; “Os Malandros da Arte” (O musical), trata-se de 03 malandros boêmios que frequentavam um cabaré e abordavam mulheres do local imaginando que fossem prostitutas, mas eram dançarinas, e levam uma lição de moral quando descobrem tal fato. Assim eu levanto a bandeira do respeito com as mulheres em qualquer lugar e com qualquer tipo de vestimenta.

ANDY CORRÊA - Crédito Arquivo Pessoal
  • A literatura brasileira foi presenteada com um livro seu de nome “Meus Pensamentos”. Conta um pouco pra gente do que se trata a obra!

O livro “Meus Pensamentos” foi escrito por mim em 2014, em momento de reflexões diversas sobre a vida, fé, religião e tudo que me fazia questionar o porquê disso ou daquilo. Foi nessa época que descobri a lei da atração, tão falada, mas que poucos sabem realmente usá-la para seu próprio benefício. Então expus meus pensamentos nessa obra, em misto de filosofia de vida, psicologia e livre árbitro. Interessante que através do livro, tive todas as perguntas esclarecidas por mim mesmo em relação às respostas através de meus próprios pensamentos.

  • O ator é também um profissional da voz. Tanto que você canta e tem passagens por rádios memoráveis. Como se dá o trabalho de entonação, de busca pela dicção perfeita?

Minha passagem pelo rádio foi breve e foi como diretor artístico. Uma troca relevante e pertinente em relação ao aprendizado compartilhado com a equipe envolvida, para que o programa fosse ao ar com excelência e cumprisse seu papel. Creio que consegui! Em relação à dicção, no teatro musical não levo ao pé da letra tal fato. Mas deve existir predominância sobre a emoção e a razão para que o público entenda com perfeição às palavras musicadas. Isso não quer dizer que a entonação e dicção estão perfeitas, e sim a técnica para tal.

ANDY CORRÊA - Crédito Arquivo Pessoal
  • Sua didática em ensinar e direcionar te fez palestrante, coach artístico e agente de atores. Em sua opinião, o que um ator precisa ter para estar completo, seja no palco, na telinha ou telona?

Não digo exatamente o que o ator precisa ter, porque mesmo que o ator ou atriz preencha todos os requisitos técnicos, existe um “quê” a mais que o destaca. E às vezes, consegue comunicação mesmo não possuindo uma técnica perfeita. Esse nome pode variar entre garra, empenho, decisão ou qualquer outra.

  • Seu trabalho com a escrita criativa o levou a compor músicas. Como é esse mergulho em criar letras e acordes?

A música é um encontro do meu próprio eu. Quando componho, mergulho no desconhecido e deixo fluir. Na maioria das vezes minhas letras vêm de imagens do cotidiano ou de minhas próprias experiências de vida.

  • Estamos há mais de um ano vivendo uma pandemia mundial. Como você tem se virado na área artística diante do isolamento social que tem impedido, em diversas ocasiões, a abertura de cinemas e teatros?

Por incrível que pareça, estou conseguindo finalizar projetos que estavam na “gaveta” por falta de tempo. Ou seja, tenho projetos já finalizados para quando a pandemia passar e voltar todas as atividades artísticas. Não digo só em relação ao teatro, mas também sobre os canais digitais, como o streaming, Youtube e etc. Muita coisa nova vai surgir!

ANDY CORRÊA - ZUMBI, QUILOMBO DOS PALMARES - Crédito Divulgação
  • Seu último trabalho, o filme “Zumbi: Quilombo dos Palmares” já teve as gravações finalizadas. Quando estreia? Conta pra gente um pouco desse trabalho!

O filme “Zumbi: Quilombo dos Palmares” foi finalizado em meio à pandemia, seguindo todos os protocolos. O lançamento está previsto para Dezembro de 2021. Participar do filme foi uma experiência especial e prazerosa de fazer. Até por conta da temática histórica do nosso povo negro. Recebi tal convite que chamo de presente, do cineasta e diretor Lula de Oliveira. Detalhe: O diretor me mandou no direct dizendo: – Andy Corrêa, eu tenho um personagem para você no meu filme, amanhã você vai gravar! Literalmente, de um dia para o outro, convite feito convite aceito! E assim eu faço meu primo antagonista e vilão no cinema.

  • Você acaba de completar 13 anos de carreira. O que o Andy Corrêa viu da arte em sua vida?

Sim! São 13 anos, não só de carreira, mas também de renúncias, frustrações, alegrias, dúvidas e êxtase. Tudo muito intenso, sem tempo para pensar! Contudo, amo meu ofício e sou realizado. Costumo dizer: “A arte é o que me consome, é o que me abastece, é o que me satisfaz”.

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