David Reis nos fala sobre o Teatro Amazonas que completa 125 Anos

Vamos falar um pouco sobre um dos teatros mais importantes do Brasil e do mundo, o Teatro Amazonas – o maior símbolo cultural de Manaus, que em 2021 completa 125 anos. Sua expressão arquitetônica é responsável pela fama da cidade de “Paris dos Trópicas”. Em 2008, foi eleito uma das Sete Maravilhas Brasileiras, pela Revista Caras em parceria como Banco HSBC. Em 2014, foi eleito a 3ª Melhor Atração Turística Brasileira, pelo Site TripAdvisor.

Teatro Amazonas • o maior símbolo cultural de Manaus. Foto: Michael Dantas.
É Administrado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas. 
Está localizado no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico, sendo inaugurado em 31 de dezembro de 1896 para atender ao desejo da elite amazonense da época, que idealizava a cidade à altura dos grandes centros culturais. Porém, somente em 1897, com a apresentação de “La Gioconda”, feita pela Companhia Lírica Italiana, que o Teatro abriu suas portas ao público.
Em 2021, o Teatro Amazonas completa 125 anos. Foto: Michael Dantas/ Manuella Barros Pedrosa.

O local onde foi construído era na época, uma horta de propriedade do Cel. Antônio Lopes de Oliveira. Teve um grande atraso na obra, devido a falta de pedras para fundamentá-lo, que eram retiradas de uma pequena queda d’água que ficava no atual bairro da cachoeirinha, zona sul da cidade.

Local onde foi construído, na época era uma horta. Foto: Arquivo bibliográfico da Biblioteca Pública do Amazonas.

Foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) em 1966, e preserva parte da arquitetura e decoração originais. O estilo arquitetônico é renascentista, com detalhes ecléticos.

Hall do Teatro Amazonas. Foto: Michael Dantas.
Na área externa, a famosa cúpula chama a atenção pela exuberância, composta por 36 mil peças nas cores da bandeira brasileira, importadas da Alsácia, na França. 
A cúpula do Teatro Amazonas nas cores da bandeira brasileira. Foto: Michael Dantas.
A maior parte do material usado na construção do teatro foi importada da Europa: as paredes de aço de Glasgow, na Escócia; os 198 lustres e o mármore de Carrara das escadas, estátuas e colunas, são da Itália. Para a realização da obra, foram trazidos da Europa.
 
O salão de espetáculos tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a plateia e três pavimentos de camarotes. Impossível não ficar hipnotizado com o teto côncavo, no qual estão quatro telas pintadas em Paris pela tradicional Casa Capezoti. 
Detalhes das pinturas do teto do salão de espetáculos, pintadas em Paris. Foto: Michael Dantas.
As telas representam música, dança, tragédia e ópera. Esta última, uma homenagem ao compositor brasileiro Carlos Gomes. Ao centro, um majestoso lustre de bronze francês. As máscaras nas colunas da plateia são homenagens aos compositores e dramaturgos, entre eles, Aristophanes, Molière, Rossini, Mozart e Verdi.
Toda a imponência do Salão de Espetáculos, com seus 701 lugares. Foto: Michael Dantas.
O Pano de Boca do Teatro Amazonas é outra raridade. Foi confeccionado em 1894, pelo artista brasileiro Crispim do Amaral, e descreve o encontro dos rios Negro e Solimões. O telão foi importado da Casa Capezoti, de Paris, e o artista representou a força que os rios tem e sua relação com o homem. 
O pano não é dobrado ou enrolado, ele fica fixo, movimentando-se apenas na vertical, preservando assim a obra. Crispim do Amaral era formado pela Academia Real de São Lucas, na Itália e também era músico, ator e cenógrafo da Comédia Francesa.
Detalhes do pano de boca, confeccionado em 1894 pelo artista Crispim do Amaral. Foto: Michael Dantas/ Manuella Barros Pedrosa.
No Salão Nobre, onde aconteciam os grandes eventos sociais da época, destaca-se a pintura do teto feita por Domenico de Angelis, em 1899, e que foi batizada de “A glorificação das Bellas Artes da Amazônia”. Essa obra demorou 4 anos para ser concluída. O teto conta também com bustos de diversas personalidades brasileiras.
Detalhes dos lustres de vidro e Murano que iluminam o salão. Foto: Michael Dantas.
Além de várias peças teatrais e grandes festivais nacionais e internacionais, como o Festival Amazonas de Ópera, Amazonas Film Festival, Festival Amazonas de Jazz entre outros, o Teatro já foi palco de shows internacionais como o da Banda The White Stripes. 
Filarmônica, com o espetáculo “Mozart - Quartetos”. Foto: Michael Dantas.
Grandes astros internacionais já visitaram o Teatro, como Shakira, José Carreras, Luciano Pavarotti, Roger Waters, Spice Girls, essas ultimas reunião fãs manauaras na sacada do Teatro, em 1997.
 
Com a proposta de aprimorar os sistemas de proteção e preservação patrimonial, o Teatro Amazonas está passando por obras de modernização e reparos, bem como outros espaços culturais geridos pela Secretaria de Cultura do Amazonas.
Obras de reparos e modernização. Foto: Michael Dantas.
Com a nova flexibilização no Decreto Estadual, o espaço está recebendo visitação, bastando agendar pelo site cultura.am.gov.br. Todas as recomendações e protocolos estão sendo cumpridos, como uso obrigatório de máscara, distanciamento social, grupos reduzidos de até 10 visitantes, aferição de temperatura e disponibilização de álcool em gel.
Apresentação no Hall do Teatro. Foto: Michael Dantas.
Para quem deseja visitar Manaus, a visitação além de ser imperdível é obrigatória, bem como em todo o entorno de Teatro, que possui um vasta opção de espaços culturais, a Igreja de São Sebastião, e bares, bistrôs e restaurantes com comida regional.
Visão da Plateia do alto. Foto: Michael Dantas.
Convidamos a todos os leitores da Revista do Villa, que assim que possível, visitem Manaus!!!
 
Funcionamento:
De terça a sábado, das 9h as 17h.
A partir do dia 1 de Julho.
Ingresso: R$20 (inteiro)/ R$10 (meia).
Amazonenses não pagam.
 
Manaus/AM
 
Fonte: https://cultura.am.gov.br/
Fotos: Michael Dantas/ Reprodução Internet.
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