Na Coluna de Jeycow Ferraz "O Nosso lugar é em todos os lugares."

Hoje encerramos o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Mas não teríamos conseguido chegar até aqui, galgando degraus sociais e ocupando, cada vez mais, espaços antes não habitados por nós,  se lá atrás não tivéssemos tido uma base sócio-cultural construída com muita garra, desafios e destemor.
E é sobre isso que tratará as pautas dessa Coluna; o legado da luta pela igualdade, o empoderamento de se orgulhar daquilo que se é na essência, das conquistas que quebram os paradigmas, dos valores que realinham a escala do politicamente correto.
Muito mais do que por uma Causa, muito mais do que pelo exercício da legitimação do poder viver, é pela força do querer e poder existir.
 
Fonte: Repórter Nordeste
Podemos estar em todos os lugares, podemos ocupar todo e qualquer cargo profissional, porque num mundo onde, cada vez mais, a educação nos salva, em contrapartida, vivemos trilhando uma estrada onde esse mesmo mundo, ou parte dele, tenta nos fazer desistir todos os dias, mas é exatamente aí onde mora nossa alavanca de impulso. Por vezes feridos, atacados, segregados, mas sobretudo, intactos pela força dos sonhos que nos movem.
O sonho do respeito num contexto homogêneo.
O sonho do livre acesso.
O sonho da aceitação familiar, que embora muitos já vivam essa feliz realidade, há tantos ainda que clamam por um afeto daqueles que carregam o mesmo sangue em suas veias. 
 
Fonte: Projeto Pulso
A verdade é que, desde sempre, desde os primórdios, desde o histórico 28 de Junho de 1969 quando aconteceu a Rebelião de Stonewall, onde os Gays, Transexuais e Drag Queens protestavam contra uma ação violenta de policiais nova-iorquinos que queriam fechar um bar que reunia a Comunidade, todos nós andamos diariamente lutando pelo combate de algum tipo de preconceito, seja por ser gay, seja por ser gay, negro, periférico e pobre, seja por vc ser quem você é, estamos levantando todas as bandeiras possíveis, pela conscientização populacional de nossa existência.
 
Fonte: Site Vamos Gay
A tal resistência LGBTQIA+ tão pregada e falada, só faz sentido se ultrapassarmos os limites coloquiais dessa nomenclatura, se formos mais que letras, mais que rótulos mal impostos.
Somos a estatística cruel, vil e dolorosa do país que mais mata gays no mundo. Isso sangra nossa história, isso nos sangra enquanto cidadãos de diretos politicamente igualitários. Mas nem só de estatísticas drásticas somos definidos; a gente se sobrepõe ao pior, a gente dá uma rasteiras nas dores, a viraliza alegria, empatia, amor e conquistas.
Fonte: Site Englishtenses
Diante de todos os seus contrates sociais, em 05 de Maio de 2011, o Brasil passou a reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Foi a oficialização de algo que já ocorria de forma timidamente, porque desde 2007, alguns cartórios já vinham formalizando a união estável homoafetiva. O direito básico de um casal do mesmo sexo poderem constituir uma família, passava a ser legalmente real.
Vitória de um todo, a conquista do coletivo, o progresso inda que à passos lentos.
 
Fonte: Veja
Daí por diante, novos e significantes passos foram dados, um novo olhar passou a nos ser direcionado, e hoje estamos provando, mais do que nunca, que podemos sim estar em todos os lugares… Olha eu aqui: Gay, Artista do mundo GLS, e como muito orgulho, ocupando um seleto e privilegiado espaço como COLUNISTA de uma conceituadíssima Revista Luso-Brasileira, voltada para o segmento de Alto Padrão Social, completamente fora do eixo da Diversidade, mas disposta a se politizar e ampliar os horizontes. Isso é uma baita conquista. Isso é tremendo. Isso ainda é visto como algo surreal, mas a gente se encarrega de naturalizar o que existe pra não ser visto como diferente.
Chego aqui mas não chego só, trago comigo TODOS e TODES que buscam um lugar ao sol, pelo prazer de simplesmente, sem máscaras ou armários, existir.
Somos um coletivo prontos ser vencedores!
Fonte: Blog Elcabriton
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