Nelma Canellas inicia a série das 3 Uvas mais emblemáticas no mundo do Vinho

1. Cabernet Sauvignon

Cabernet Sauvignon é uma das uvas mais democráticas populares que existem. Sua origem é francesa, mais especificamente da tradicional região de Bordeaux. Apesar disso, são diversas as áreas ao redor do mundo que conseguem produzir essa uva com sucesso — basta estarem localizadas em regiões temperadas e quentes.

Considerando sua qualidade, é fácil entender por que ela é conhecida como a rainha das uvas tintas, servindo também como um termômetro para avaliar a qualidade das vinícolas — muitos acreditam que se determinado rótulo for bom, vale a pena experimentar o restante dos vinhos locais.

Trata-se de uma plantação de frutificação média a tardia, e é exatamente essa variação de tempo para que ela se torne madura que traz diferentes aspectos e sabores à bebida. Em locais mais frios, por exemplo, os traços de pimentão costumam ser mais acentuados. Já as regiões quentes tendem a gerar vinhos com resquícios de amoras silvestres e ameixas.

Em geral, a uva Cabernet Sauvignon produz vinhos de mesa, ou seja, aqueles que acompanham bem as refeições. Eles podem ser tintos ou brancos, sendo a maioria de tom escuro. Independentemente da coloração, esses vinhos são secos e com um equilíbrio bastante característico de amargor aroma.

Seu corpo estruturado e taninos discretos os tornam excelentes bebidas para se harmonizar com pratos de sabor intenso, como a carne bovina, o bacalhau e os queijos fortes.

2. Cabernet Franc

Como você pode perceber pelo nome, o Cabernet Franc é de origem francesa. Sua união à Sauvignon Blanc deu origem ao Cabernet Sauvignon, sendo a grande diferença entre essa casta e a anterior o tempo de amadurecimento da uva e, consequentemente, o corpo da bebida.

Quando exposta às temperaturas e ao regime de chuvas corretos, a Cabernet Franc floresce e amadurece cedo. No entanto, ela é bastante delicada no que se refere às variações climáticas locais. Isso porque, quando há frio em excesso, as bebidas ficam pobres e não fazem jus ao potencial da casta. Por outro lado, muito calor pode fazer com que elas amadureçam ainda mais cedo que o previsto, gerando bebidas com aromas excessivos de vegetais e ervas.

Ao ser cultivada corretamente, seus cachos ficam pequenos e numa cor de violeta profunda. Os bagos são delicados, redondos e bastante suculentos. A consequência dessas características é a produção de bebidas mais suaves, embora não tenham açúcar residual suficiente para serem classificadas dessa forma.

Seus vinhos podem ser formados exclusivamente com essa uva. Como bons varietais, possuem corpo leve ou médio, com uma coloração tinta suave. Os degustadores frequentemente dão ênfase aos aromas de framboesas e groselha, com tons de vegetais ao fundo.

Contudo, em sua maioria, a Cabernet Franc é usada para vinhos de corte, com sabores bastante específicos de frutas com toques de especiarias. Por este motivo, ela entra como parte da composição do sabor e textura da bebida final, que se destaca pelo frescor e maciez.

Essas características o fazem um bom acompanhamento para pratos mais suaves, como carnes grelhadas e vegetais.

Santé 🍇

Na próxima matéria : Merlot e Tannat

Bibliografia  

A História do Vinho – Hugh Johnson, Editora CMS 

Wine Grapes – Julia Harding e José Vouillamoz, Penguin Books 

Blog Família Valduga

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