DOUGLAS DELMAR ENTREVISTA O ESCRITOR E POETA PEDRO FERREIRA

Pedro Ferreira nasceu e foi criado em Mesquita, município da Baixada Fluminense. Formado em Administração de empresas e pós-graduado em Marketing, desde 2000 divide seus dias entre as atividades de empresário de oficina recuperadora e a literatura. O que a princípio era hobby, tornou-se algo sério. Passeando por diversos gêneros literários, aborda em sua escrita temas românticos e complexos, muitas vezes, polêmicos. Atualmente, o escritor Pedro Ferreira já conta com 50 títulos publicados e não pretende deixar de escrever tão cedo.

Como a vida é curta, não deixe pra depois
Quebre regras, às vezes também tabus
Não se deixe levar apenas pela razão, curta!
Beije mais devagar…
Para saborear em toda plenitude do tempo
E mais, isso é um argumento… é
Desejo de um belo momento!!
Por vezes somos pedras preciosas de se ver
No entanto, muitas das vezes
Olhamos e não conseguimos enxergar
Nem ao menos perceber…
Que tudo é uma forma apenas de viver!!
Ame muito, ria mais…
De forma incontrolável
Isso faz parte da vida ter momentos
Assim confortáveis…
E nunca se arrependa de nada
Que venhas fazer
E nem tão pouco tenhas medo do novo…
Esse ciclo que vivemos
Ele é todo assim, harmonioso…

Trecho do poema Como Ser Indiferente

1 – Conte-nos: como iniciou o seu percurso pela literatura? E o que ela significa para você? Modificou sua vida em algum sentido?

Há mais ou menos 22 anos, quando comecei a escrever, e tudo veio por conta da Faculdade. Somado ao gosto por leitura, bom, tudo veio tomando uma proporção, crescendo e o gosto pela escrita não seria diferente. Daí, essa coisa do eclético, falar sobre todas as coisas, pontos e assuntos polêmicos. Quanto a mudanças na minha vida, não vejo tantas coisas. Talvez pelo fato de escrever bastante, hoje possa ser o ponto mais forte da história como Escritor e Poeta.

2 – Enquanto alguns escritores preferem se manter em um só estilo literário, você desenvolveu um estilo eclético, escrevendo sobre diversos assuntos. Há algum tema polêmico que você teve receio de abordar? Se sim, porque?

Então, como falei, gosto de falar sobre assuntos pertinentes aos nossos estilos de vida, aos nossos momentos. Ou seja, é bom falar daquilo que podemos perceber que é do momento. Quando escrevi sobre Diversidade foi bem agitado. Quando saí para fazer pesquisas de campo, entrevistas e tudo mais necessário, logo percebi uma certa força contra, ou seja, poucos gostam de falar do assunto, talvez por medo de retorno não salutar, mas como é um assunto bem polêmico não poderia deixar de fazer, assim. Completei o projeto e saiu um livro que por sinal vendeu bem!

Coisas polêmicas causam frisson, geram coisas boas, fica a dica!

3 – Você possui uma extensa lista de livros editados em diversos gêneros, como romance, poesia, gestão empresarial, política, religião, entre outros. Como se sente após ter tantos títulos publicados? Ainda pretende continuar escrevendo? Tem novos projetos previstos?

Quanto aos títulos já publicados, que chegam a um número expressivo que é 50, ou seja, claro que fico muito lisonjeado com meu trabalho e carinho que recebo dos meus fãs, e o engraçado é que hoje, quando digo “fãs” jamais imaginei dizer tal coisa em minhas entrevistas. Mas, quando se faz algo com amor e carinho é claro que vai gerar coisas boas. E como um Escritor não para, é claro que continuo escrevendo e muito. E tenho projetos novos para 2022 sim!

4 – Dentre os seus livros, quais deles você mais gostou de escrever e publicar?

Quanto a questão de gostar mais ou menos, penso que não teria. Assim como filhos, se posso fazer essa analogia, são todos muito belos e queridos, e claro que existem aqueles que te dão mais trabalhos para concluir. Normalmente as crônicas e romances acabam por tomar mais tempo, mas dizer que tenho um como preferência, não.

5 – Em relação à poesia, o que te inspira a criar seus versos?

Então, nosso próprio dia a dia nos inspira. Eu tenho esse cunho mais romântico para falar das nossas belas mulheres, gosto de abordar e dizer o quanto são belas e extraordinárias. Assim, para falar destes momentos e temas torna-se algo bem prazeroso e tranquilo. São esses pontos que me inspiram a dizer quanto ” a beleza do teu rosto”.

6 – Como funciona a sua rotina para escrever? Quais horários prefere?

Essa é pergunta sempre feita. Como administrador que sou, é claro que quem faz o tempo somos nós. No entanto, com minha rotina de trabalho que é mais de uma frente de trabalho, acabo por não ter esse horário específico para escrever. Quando durante o dia penso em algo que vejo como uma coisa legal, faço um rascunho, uma frase que seja e guardo. Sei que dali mais tarde em uma folga eu vou fazer algo bem legal, é bem assim que funciona. E no domingo que é um dia de lazer fico sempre mais à vontade para escrever um tempo maior quando não estou em passeio com a família.

7 – Que conselho daria a alguém que deseja explorar o universo da escrita?

Podemos sugerir que, aquela pessoa que goste de escrever, de narrar fatos, que faça sim, passe tudo para o papel, que construa sua história. Este caminho é fácil, desde que tenha essa vontade de escrever. Fazer um bom texto é gratificante, assim sendo, este universo é grande e precisamos cada vez mais de novos desafios.

8 – Quais são seus autores preferidos? Algum deles já influenciou no seu modo de escrever?

Quanto a questão de preferências eu te digo que não tenho. Eu venho batendo em uma tecla que é a seguinte: estamos acostumados a venerar, exaltar artistas que já foram para o plano de cima e, no entanto, tantos outros artistas bons aqui sem serem vistos, penso que, precisamos sim procurar acender as luzes e ver quem está aqui junto e fazendo a história acontecer.

Claro que, não vamos esquecer nossos saudosos artistas que já se foram, mas o hoje é a história. Isso por conta que já tivemos inúmeros escritores famosos e muito bem reconhecidos e muitos outros vivos e fazendo história.

Vamos ser o protagonista da nossa, vamos ser “nós” os preferidos, entende?

9 – Além de inspiração, o que mais é necessário para se tornar um bom escritor?

Bem, não sei como seria ser um bom Escritor. Vejo pelo lado que escrevemos todos os dias e sempre há algo que nos surpreende. Eu mesmo, por vezes ouço poesias minhas ditas por algumas pessoas e vou viajando. No final, quando falam meu nome, fico envaidecido. Ou seja, escrevemos com a alma, com amor e daí saem coisas magníficas. Assim, a entrega faz você ser visto, o carinho para escrever faz você ser lido.

10 – Pedro Ferreira, em nome da Revista do Villa, agradeço imensamente a sua participação. É um prazer poder conhecer um pouco mais da sua brilhante carreira. Desejamos que continue obtendo sucesso e que mais histórias e poesias possam florescer de sua mente fértil e criativa.

Para finalizar, deixe uma mensagem aos nossos leitores.

Bom, a honra foi minha. Eu que agradeço pelo espaço de poder falar um pouco do Escritor e Poeta Pedro Ferreira. Posso lhe afirmar que nossa cultura está precisando de muitos outros incentivos assim e tenho uma campanha que já faz sucesso sempre, que diz assim: “um gesto de carinho gera uma onda sem fim”. Ou seja, não existe um mar sem ondas.

Grato por tudo!

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