Nelma Canellas apresenta: As 13 Uvas Emblemáticas Parte 3

Vinhos Brancos são maravilhosos! Hoje iniciamos a terceira parte de nosso artigo falando sobre as belíssimas Uvas Brancas que mais se destacam e que mais são utilizadas para a produção dos Vinhos Brancos.

7. Riesling Itálico

Riesling Itálico é uma uva muito importante para a produção brasileira, cultivada com excelência na Serra Gaúcha e responsável pela maioria dos vinhos brancos e espumantes nacionais. Apesar de carregar um nome que faz referência à Itália, não é possível precisar a origem dessa casta, que também é produzida em abundância na Croácia.

O motivo por trás do sucesso dessa uva em território nacional é a sua boa acidez, o que faz com que seus vinhos fiquem perfeitos quando resfriados. Essa é uma combinação ideal para regiões com temperaturas majoritariamente altas, como acontece no Brasil.

frescor e o corpo leve da bebida são bastante característicos, e seu aroma varia entre tons frutados e cítricos. Essas são as razões pelas quais ela é bastante usada em cortes de espumantes.

Outra boa forma de aproveitar o potencial da Riesling Itálico é usá-la na produção de vinhos de sobremesa: o equilíbrio entre a acidez e a doçura da bebida a torna um acompanhamento ideal para doces — sobretudo aqueles feitos com frutas cítricas, como laranjas e limões.

8. Chardonnay

Inúmeras foram as vezes em que os vinhos Chardonnay foram mencionados na literatura e no cinema. Trata-se de uma das uvas que produzem vinhos brancos mais conhecidas no mundo — muitas vezes até confundidas com o nome da bebida em si.

Elas têm origem na França, sendo também cultivadas nos Estados Unidos, na Austrália, na Nova Zelândia, no Chile, na África do Sul, na Argentina e, claro, no Brasil.

Checar a procedência dessas uvas é um ponto importante para quem deseja experimentar vários rótulos diferentes, uma vez que a casta é extremamente maleável, ou seja, sofre de maneira mais acentuada as consequências das variações de temperatura, regime de chuvas e qualidade do solo.

Isso significa que os vinhos terão características diferentes ligadas ao seu país de origem e também ao perfil de cada vinícola. No geral, quando cultivadas em regiões quentes, as bebidas são encorpadas e com baixa acidez. Se a temperatura local for ainda mais alta, é possível notar aspectos de frutas mais adocicadas, como melão e pêssego.

Em regiões de clima ameno, os vinhos Chardonnay tendem a possuir sabores mais cítricos. Por fim, quando produzidos em regiões frias, possuem corpo médioacidez alta e são mais duros ao paladar, carregando também notas de ameixa e até de maçã verde.

Todas essas características naturais sofrem mudanças se a bebida passar por uma barrica de madeira. Geralmente, elas adquirem um teor alcoólico maior — o que aumenta a sensação de açúcar na bebida e, consequentemente, as faz não parecerem vinhos secos, embora permaneçam dentro dessa categoria.

Por isso, é seguro dizer que essa é uma uvaextremamente versátil e que produz bebidas de perfis variados. Umas dessas formas são os espumantes, nos quais as Chardonnay são usadas também como uvas de corte, para compor uma bebida mais complexa e equilibrada.

9. Gewurztraminer

O nome pode até parecer complicado mas 

 

essa é uma uva que produz vinhos fáceis de amar, sendo possível identificar rapidamente no paladar suas características mais marcantes.

 

O tempo de maturação das Gewurztraminer é relativamente rápido. Sendo assim, o clima ideal para seu cultivo é o das regiões mais amenas. Isso porque, quando expostas ao calor excessivo, elas tendem a amadurecer muito rapidamente. Quando isso acontece, todas as nuances florais e de especiarias são perdidas e o vinho é considerado sem graça.

Os vinhos dessa uva são brancos rosés, que geralmente carregam um sabor bastante peculiar. A diferença para os outros que já estamos acostumados está nos aromas muito associados à lichia e às pétalas de rosas, sendo também possível notar toques de canela, gengibre, damasco e abacaxi.

Essas bebidas estão entre as mais aromáticas de todas as classificações existentes. Apesar de extremamente frutadas, elas podem ser doces ou secas, mas sempre com uma doçura especial, independentemente da quantidade de açúcar residual. No geral, possuem também bastante corpo e densidade.

Como todo branco ou rosé, esses vinhos são melhores degustados quando em temperaturas baixas, por volta dos 9°C. Por serem bastante aromáticos, são melhores harmonizados com pratos que têm sabores marcantes de condimentos. Uma boa dica é escolher os Gewurztraminer para acompanharem a gastronomia indiana.

10. Semillón

Apesar de não compartilharem a fama das Chardonnay ou das Sauvignon Blanc, as Semillón estão entre as uvas brancas mais cultivadas na região de Bordeaux, na França.

Seu cultivo é relativamente simples, com brotamento demorada e maturação rápida. O momento certo para a colheita é quando os tons rosados e acobreados começam a aparecer na pele da uva. Nesses casos, os vinhos de Semillón serão frutados com aromas de pêra, maçã, nectarina, uva, melão, limão e figo.  

Em algumas vinícolas, elas são deixadas para sofrerem os estágios iniciais de uma podridão nobre, causada por um fungo bastante específico: o Botrytis cinerea provoca a desidratação das uvas, fazendo com que os açúcares fiquem ainda mais concentrados.

O resultado disso são vinhos de sobremesa extremamente celebrados por especialistas de todo o mundo e que trazem aromas bastante distintos de pêssego, mel, damasco, marmelo, caramelo e abacaxi.

 

De maneira geral, se comparadas com outros vinhos brancos famosos, essas bebidas são bem menos complexas. Por esse motivo, a uva Semillón é muito usada para corte, principalmente para compor sabores mais complexos com junto à Sauvignon Blanc. Sua textura macia é o contraponto ideal para a próxima uva da nossa lista.

Até a próxima e última parte! Saúde 🍇

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