Douglas Delmar entrevista a Artista Italiana Silvana Violante

Silvana Violante com o Ilustre Pintor Orlando Pompeu - Acervo Pessoal

Silvana Violante nasceu em Vittoria, Itália, em 2 de abril de 1961, onde viveu até tirar a licenciatura de professora de ensino primário e estenodatilografia. A luta da vida pelo dia a dia, obriga-a a emigrar para a Suíça, em Montreux e logo depois, para Portugal, em Brito, Guimarães, onde vive atualmente. Ultimamente o seu diálogo com a tela tem- se dirigido no figurativo: mulheres e gatos. Suas obras são cheias de luz e de uma sensibilidade que faz mesmo parte do interior da sua alma. Confira um pouco mais da vida artística dessa talentosíssima pintora!

Obra Perfume de mulher - Acervo Pessoal

1 – Como você teve contato com a arte? Teve o incentivo de alguém?

A paixão pela arte nasceu através do meu pai e do meu avô, pintores essencialmente paisagistas. Foram os meus familiares a transmitir-me as bases de desenho e pintura levando-me a seguir os passos deles. 

2 – Quais são suas inspirações para criar suas pinturas?

A minha fonte de inspiração principal é a mulher na sua eterna beleza, cheia de energia interior e de uma força misteriosa que lhe fazem superar as dificuldades da vida, e o seu companheiro de sempre, o gato fiel, presente na maior parte das minhas obras. 

Para mim, é importante homenagear a mulher como protagonista sendo que após vários anos de discriminação, tem enfim o seu lugar na sociedade.

Inauguração Obra Ecce Acilla Dei com o Grande Mestre Adelino ngelo e o Escritor Angelino Pereira - Acervo Pessoal

3 – Quais técnicas artísticas você mais utiliza em suas obras?

Domino o óleo sobre tela, numa paleta de cores terrosas. As minhas pinturas fogem para o realismo/impressionismo, destacando-se pela expressividade das pinceladas que texturizam as minhas emoções mais vivas.

4 – Você é natural de Vittoria, na Itália. Sente saudades da sua cidade natal? Ela inspirou sua trajetória artística de alguma forma?

Sem dúvida. Os prados, o mar calmo ou agitado pelas ondas e a areia dourada da minha terra natal tem inspirado, seja as primeiras pinturas focadas em paisagens, sejam as atuais. 

Apesar de Vittoria ser a cidade que me viu crescer e estudar, a minha Vila de adopção (Brito, Guimarães), na qual vivo atualmente com a família, é uma comunidade acolhedora e preencheu o vazio da saudade.

Obra Le Cariti - Acervo Pessoal

5 – Você também já morou em Montreux, na Suíça. Como foi essa experiência?

Na Suíça, como a maior parte dos emigrantes, estive focada essencialmente no trabalho para garantir uma vida melhor a minha família.

Apesar de tudo, no tempo livre o desenho era o companheiro silencioso que libertava-me dessa vida tão atarefada.

6 – Como suas criações foram recebidas pelo público em geral?

As minhas obras foram sempre recebidas com muito carinho e entusiasmo.

Durante a minha carreira explorei a minha curiosidade artística de diferentes formas, desde o abstracto, as paisagens até os nus. No entanto, é nesta vertente do impressionismo que tive uma maior adopção da parte do público, que através dos seus elogios, incentiva-me a expressar-me com maior qualidade.

Silvana Violante com o Consul d`Italia Dr. Angelo Arena - Acervo Pessoal

7 – Além de Portugal, quais outros países você realizou exposição de suas telas?

Tive o prazer de expor em Itália, Bélgica, Japão, Espanha, obtendo diversos prémios a nível nacional e internacional, sendo representada em várias colecções públicas e privadas.

8 – A pintura mudou sua vida de alguma forma? Como?

Hoje em dia a pintura é mais do que a minha profissão: vivo para ela!

Apesar de sentir-me completa, estou motivada para continuar a trilhar o meu caminho de desenvolvimento artístico pois tenho ainda muito que expressar.

Obra Passeio de Verão - Acervo Pessoal

9 – Quais artistas você admira? Algum deles já serviu de inspiração para suas obras?

Um Artista que muito admiro é o excelentíssimo Mestre Adelino Ângelo.

Admiro a maneira com que consegue expressar os seus sentimentos através de pinceladas livres, transformando-as em poesia e música. Também adoro a paleta de cores que utiliza. Alguns conselhos deste génio ajudaram-me na evolução da minha pintura.

10 – Silvana Violante, a Revista do Villa agradece a sua participação. Desejamos todo sucesso em sua trajetória artística e cultural. Para finalizarmos, deixe uma mensagem aos nossos leitores!

Na minha vida, a pintura tem sido uma terapia, um mecanismo de fuga aos problemas que tenho enfrentado, canalizando as emoções em algo melhor, em algo criativo.

O materializar dessas emoções e ideias em obras de arte permite conectar-me com as pessoas.

Este mecanismo de evasão mental traduz-se assim num mecanismo de proximidade social, sendo que a saúde mental e o contacto social hoje em dia, vivendo todos nós esta fase de pandemia, nunca foram tão importantes…

Sempre afirmei: “Pintar é como navegar nas páginas de um livro imaginário” 

Desafio todos perante estes tempos difíceis a se libertarem numa fonte criativa soltando emoções, pensamentos e carinhos!

Obra A Serenidade de Isaura - Acervo Pessoal
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