Jeycow Ferraz apresenta: O RIO DE TODAS AS CORES - A retomada do turismo Gay.

Uma vez passada a fase crítica da pandemia de Covid-19, hotéis, shoppings, bares e restaurantes do Rio de Janeiro estão adotando medidas para promover o turismo LGBTQIAP+ na cidade, a fim de consolidá-la como destino atraente para este público. É o que prevê o plano de ação do Rio Convention e Visitors Bureau (Rio CVB) e da Câmara de Comércio e Turismo GLS no Brasil.

Além de incentivar ações de cidadania e respeito à diversidade, o objetivo é acelerar a criação de novos negócios direcionados ao segmento, no qual o Rio se destaca, tanto no cenário nacional quanto no internacional. 

A cidade já foi eleita, em 2009, pelo site TripOutGayTravel como o melhor destino gay do mundo. Também, recentemente em votação no site GayCities foi apontada como uma das finalistas entre as cidades que são mais desejadas por esse público para o pós-pandemia.

O acordo do Rio CVB com a Câmara de Comércio e Turismo LGBT prevê ainda sensibilização e treinamento para que o setor amplie as vagas para pessoas LGBTI+ no trade turístico. Outras entidades e parceiros serão incorporados no programa de treinamento e capacitação.

Em outra frente, estão sendo mapeadas feiras que possam ajudar na divulgação do Rio como parte da rota turística LGBTQIA+. Press Trips e Fam Tours também podem vir a ser organizadas. A identificação de outros destinos nacionais com perfil parecido e de hábitos de consumo do público-alvo é mais um foco das entidades.

As empresas do setor que se engajarem em ações voltadas à diversidade poderão ainda ser reconhecidas com um selo desenvolvido pela Câmara de Comércio e Turismo LGBT. Para 2022, a ideia é atrair para a cidade do Rio festivais de cultura, gastronomia e turismo, como os já realizados em Israel e na Alemanha. (Informações do Rio CVB/assessoria de Imprensa)

O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) foi tema de audiência pública realizada na última quinta-feira (08.04) pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Na ocasião, Ministério do Turismo e membros do trade turístico debateram as ações que estão sendo adotadas em 2021 quanto ao crédito emergencial operado pelo Fundo. Também foram discutidos, os gargalos do acesso ao crédito e a viabilidade de revisão da lei que regulamenta o Fungetur para ampliar o apoio aos empreendedores.

A IGLTA, International LGBTQ+ Travel Association, realizou uma coletiva de imprensa para destacar os resultados do Brasil de uma recente pesquisa sobre o comportamento do público LGBTQIAP+ em relação à retomada do turismo no pós-pandemia.

A pesquisa geral foi realizada entre 16 de abril e 12 de maio e contou com quase 15 mil respondentes (2.330 no Brasil). A coletiva teve apresentação de Clovis Casemiro (Coordenador da IGLTA Brasil) e de Alex Bernardes (Diretor do Fórum de Turismo LGBT do Brasil). Além disso, o presidente da Câmara Ricardo Gomes se juntou à Mariana Aldriguri, professora e pesquisadora da USP, para a realização da análise.

Apesar de o setor do turismo ser um dos mais impactados pela crise, ao apresentarem os gráficos, é evidente o forte desejo entre os viajantes gays de retornarem às viagens. No Brasil, 64% pretendem viajar ainda este ano e os meses de outubro e dezembro são os mais cotados.

“Com relação à lógica da retomada, podemos ver um padrão de comportamento que independe da orientação sexual. Podemos dividir o público em três grupos: aqueles que não conseguem definir se vão viajar tão brevemente por motivos externos, como desemprego e crise financeira; aqueles mais audaciosos na tomada de decisão e que vão viajar assim que possível; e há o grupo das pessoas que ficam em dúvida em relação aos elementos que compõem a viagem, como segurança sanitária. Mas ainda assim, podemos perceber a forte vontade que todos possuem de viajar o mais rápido possível”, aponta Mariana Aldriguri.

Para Rodrigo Gomes, os destinos, agentes e operadores de viagem precisam analisar essa pesquisa estrategicamente para começarem a trabalhar o público LGBTQIAP+ de uma forma mais eficaz, desenvolvendo novos olhares e propostas, uma vez que este nicho se mostra como sendo um dos principais perfis propensos a viajar no início da retomada.

Para aumentar a visibilidade e estimular cada vez mais o turismo interno, Ricardo alega que é importante que os destinos ofereçam treinamentos e capacitações para suas equipes receberem o turista LGBT:

“É nítido que temos uma possibilidade muito grande em nosso país. Apesar de estarmos com a entrada bloqueada em alguns países, é o momento de focarmos nos destinos brasileiros. O nosso país é enorme e tem lugares para todos os gostos. O importante, neste momento, é investir em treinamento e capacitação principalmente naqueles destinos que não têm o costume de receber o turista Gay”, diz Ricardo.

Outro ponto que chama a atenção na pesquisa é o fato do brasileiro, principalmente o público da Diversidade, preferir viajar em grupo (32%). Para Ricardo, isso se deve a uma questão cultural do brasileiro por ser um povo caloroso e receptivo.

Desde 2017, o País já conta com um fórum para discutir a evolução do turismo LGBTQIAP+ no Brasil. O evento focado no mercado B2B, com participação apenas de agentes de viagens e operadores, tem objetivo de capacitar e ajudar esses profissionais a entenderem as demandas do turista gay, e dessa maneira oferecer um atendimento mais qualificado e produtos mais direcionados.

E é impossível finalizar essa edição dominical da minha Coluna sem reafirmar mais uma vez:

“Em um mundo que todos os dias tenta nos calar, nossa voz tem ecoado até aos ouvidos menos acessíveis, porque somos a força de um coletivo cada vez menos pautados por esteriótipos.”

Fontes/Créditos:

Revista ViaG 

Site Camara LGBT 

Tribuna da Imprensa Livre 

O Globo

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