XANDY NOVASKI ENTREVISTA O PSICÓLOGO E DUBLADOR MASCULINO LYDIO LIMA

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LYDIO LIMA tem uma história de vida incrível! Psicólogo e Dublador Masculino, ele iniciou a trajetória profissional ainda pequeno, quando fazia Ballet. Hoje ex-bailarino, mas com toda essa bagagem de preparação corporal para suas novas empreitadas no mundo artístico, Lydio ainda administra um abrigo de idosos no município do Rio de Janeiro. Conheça mais sobre esse profissional que tem nos conselhos de sua mãe Zenilda Lima as veredas para suas grandes conquistas!

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  • Você é psicólogo e dirige um abrigo de idosos no Rio de Janeiro. Entretanto, a arte sempre se fez presente em sua vida. Acredita que o mundo da dança tenha influenciado, mesmo que indiretamente, suas escolhas na psicologia e assistência social?

Sim. Acredito que a arte faz parte de mim desde a minha infância, por me expressar através do corpo, sempre estive na área de Humanas. A psicologia me fez dar continuidade à arte, através das intervenções psicológicas, em prol de trabalhar as potencialidades do paciente.

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  • A dança foi quem lhe apresentou aos palcos, e isso aos 08 anos com o sapateado. E mesmo com as controvérsias da vida que o acabou tirando dessa atividade extracurricular na escola, a dança voltou para seu caminho no Studio de Dança Aline Araújo, onde você teve contato direto com o Ballet Clássico, o Jazz e o Moderno. Acredita que há missões em nossas trajetórias que nem o preconceito e as visões distorcidas impeçam da gente realizá-las?

Acredito e sou prova viva. Quando alguma missão está traçada em sua vida, ninguém lhe tira. Em algum momento eu retomaria os estudos na dança. Então, digo a todos para persistirem em seus objetivos, pois ninguém tem o direito de fazer você desistir daquilo que te faz bem.

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  • Com 15 anos você já estava apurando os estudos da dança na escola de Ballet Lyceu, sob o comando do premiadíssimo professor Jorge Teixeira. Como você recebeu essa avalanche de responsabilidade em plena época de debutante?

Não foi fácil. Muitas responsabilidades e, paralelo a isso, tinham os estudos. Saía da escola e ia direto para a escola de dança, chegava muito tarde à minha casa para acordar cedo para o outro dia. Realizava as minhas tarefas escolares no ônibus, no vestiário, para não me atrasar nas disciplinas, pois o meu amor à dança era tanto que para mim não havia cansaço. Já convivia com pessoas muito maduras e sendo desenvolvido por esse meio. Ali percebi algumas maldades da vida e o que era competição, mas tive muita resiliência para enfrentar todos os desafios. Aprendi a perder e nem sempre podemos ser o primeiro lugar. E disso eu digo que o sol nasceu para todos e todos nós podemos brilhar na estrada da vida. No ano de 2008 ganhei diversos prêmios em grandes festivais no Brasil, mas nunca esqueci a educação que eu tive na casa dos meus pais. Os meus pés sempre estiveram no chão, independente de classificação. O importante é participar e emocionar o público.

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  • Você fez diversas participações em programas da Rede Globo, como o ‘Criança Esperança’, ‘Jovens Tardes’ e ‘TV Globinho’. Quais foram as conquistas que a televisão te proporcionou?

Chegar a uma emissora do porte da Rede Globo foi incrível, pois ali percebi que estava no caminho certo. Dançar ao lado de artistas foi um momento ímpar. Por estar em evidência, novos projetos apareceram e as conquistas foram essa facilidade de realizar um excelente ‘network’ com alguns diretores de teatro.

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  • O samba sempre bateu forte em seus movimentos corporais. Tanto que desde 2009 você é parte da ‘Acadêmicos do Salgueiro’. O que é a Escola de Samba para o Lydio Lima?

A Escola de Samba é um espaço democrático. Lá não existe pobre, rico, branco e negro. O que existe é o ser humano. A Escola de Samba é uma lente de contato na avenida que discorre sobre os problemas sociais dos quais o povo brasileiro enfrenta e diversas outras histórias. O público aprende com cada enredo, alegoria e samba. A bateria causa um frisson, lembrando aos telespectadores a batida do coração. O bonito de se ver é a união dos componentes para melhores condições da comunidade. Pois, a Escola de Samba é uma geradora de empregos para muitos que residem naquele território ao qual a escola está inserida. Os projetos sociais também fazem parte da rotina de uma Escola de Samba, levando a arte, cultura e saúde para todos. Ser sambista e componente vai para além do desfile, pois respiramos a Escola de Samba os doze meses do ano.

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  • Da Comissão de Frente, hoje você vem na ala coreografada Maculelê, sob a direção do Carlinhos do Salgueiro. Por que optou por essa mudança?

A comissão de frente de qualquer Escola de Samba requer muita dedicação. Os ensaios costumar ser de madrugada. É um dos principais seguimentos de uma Escola de Samba, ou seja, conta ponto para o campeonato. Por motivos do meu trabalho e rotina de estudos é inviável ter a mesma dedicação que eu tive em 2009.

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  • Como foi que a ‘Turma Ok’ entrou para sua vida? Além disso, em 11 de Setembro você conquistou o título ‘Águia de Ouro’. Como foi toda essa preparação e como recebeu o resultado?

No dia 21 de novembro de 2019, o artista Junior Rey me convidou para assistir a despedida da musa Lydia Rangel. E ao sentir aquele clima e ver um grande espetáculo, ativou dentro de mim a vontade de retornar aos palcos, pois eu me aposentei da dança no ano de 2011. Revivi o meu passado ali na ‘Turma Ok’ e senti que poderia dar continuidade a minha vida artística nesse grande seleiro de artista. Fui muito bem acolhido por todos. A minha primeira apresentação na casa foi no Concurso de dublagem Galo de Ouro em 10 de dezembro 2020, tendo a coordenação de Jeycow Ferraz. Alcancei o 4º lugar e desde lá muitos convites surgiram para me apresentar até chegar o grande concurso ‘Águia de Ouro’, sob a direção de Carlos Sartori. Amo estar na ‘Turma Ok’! É um ambiente familiar ao qual levo a minha mãe e meu namorado para se divertirem, assistir um bom show e confraternizar a vida. Parabenizo a presidente Elaine Parker, por toda administração e a sua equipe, pois manter de pé uma casa no padrão que é não é nada fácil.

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  • Na nossa conversa, você sempre mencionou sua mãe Zenilda Lima, mulher guerreira que te apoiou, incentivou e lhe deu o acolhimento que precisava. O que tem a dizer a ela nessas linhas?

A minha mãe é a pessoa mais incrível deste mundo. Todos que a conhecem dizem a mesma coisa. A minha mãe é um ser iluminado, que ajuda a quem precisa, acolhe e propaga o amor de mãe para o mundo. Ela sempre me orientou, me ensinou, compartilhou suas ideais para eu seguir o melhor caminho de vida. No início da dança a minha mãe me levou para as aulas e viajava comigo. Haja paciência né, mãe? Nos finais de semana estávamos sempre viajando e conhecendo novos lugares. Passamos por algumas perdas juntos e o nosso elo só fortaleceu mais como mãe e filho. Eu agradeço a esta grande mulher por todo o tempo dedicado para mim, por cada ensinamento, cada castigo, pois sei que foi para a minha formação enquanto ser humano. Mãe, eu te amo! Muito obrigado! Você é única na minha vida e de tantas outras pessoas.

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