Douglas Delmar: Biblioterapia – A Leitura Como Cura

Um livro pode conter uma infinidade de histórias e personalidades. Cada página pode nos transportar para outras épocas e universos inimagináveis, repletas de personagens marcantes e inesquecíveis. Porém, o livro é muito mais do que um mero entretenimento. Desde tempos antigos, acreditava-se que a leitura poderia auxiliar no combate às enfermidades. 

O termo biblioterapia surgiu no século XX, que significa terapia por meio de livros. No começo, era indicada no tratamento para pessoas com depressão, fobias e para pessoas idosas. No entanto, após vários estudos, já ficou comprovado que os benefícios da leitura terapêutica abrangem várias pessoas e diferentes faixas etárias.

Livros empilhados - Crédito Pexels - Suzy Hazelwood

A biblioterapia é uma terapia complementar que utiliza material literário como recurso terapêutico e pode ser aplicada em grupo, casal, família ou de forma individual.

A biblioterapia pode ser indicada para diversos contextos e temáticas existenciais como depressão, luto, medos, traumas, família, hospitalização, ambiente prisional, comunidade, doenças crônicas, dependências, idosos, ansiedade, estresse e bullyng, desemprego, entre outros.

Homem mergulhado em uma história - Crédito Pixabay

Profissionais como psicólogos, educadores, bibliotecários e assistentes sociais treinados podem aplicar a terapia por meio da leitura. O especialista deve primeiramente identificar o problema a ser tratado e depois escolher a obra literária que será utilizada no processo terapêutico. Logo após, compartilham-se experiencias dos leitores e qual o efeito que o material escolhido surtiu.

Ao ler um livro, o leitor se envolve (envolvimento) com a trama e identifica-se com o personagem da história. Nessa identificação, o individuo passa a sentir alívio ao reconhecer adversidades similares às suas, presentes na história. Conforme os dilemas vão sendo solucionados na obra, o leitor começa a refletir e experimentar diferentes emoções em relação aos seus próprios problemas (catarse). Assim sendo, ele pode querer executar em sua vida real aquilo que aconteceu na ficção. A similaridade dos problemas da trama ou personagem com a sua realidade também possibilita ao leitor compreender outros problemas parecidos (universalidade).

Portanto, ao ler um livro, o indivíduo esquece temporariamente das próprias dificuldades e sua mente transita pelos acontecimentos da história, identificando-se com ela e ampliando sua mente para vislumbrar soluções diante dos obstáculos da vida.

Menina com livro - Crédito Pexels - Cottonbro

Além disso, a bilioterapia também pode reduzir problemas como ansiedade e solidão e estimula a empatia com as outras pessoas. 

Portanto, os livros também podem salvar vidas!

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