Douglas Delmar entrevista a escritora e poetisa portuguesa Catarina Dinis

Catarina Dinis – Acervo Pessoal

Catarina Dinis Pinto é natural de Fânzeres, concelho de Gondomar, mas reside atualmente em Amarante. É Editora e Fundadora da Ecos da Palavra, uma revista literária e de arte online, que visa compartilhar o trabalho de escritores e poetas. Já participou de várias antologias poéticas e possui uma obra publicada.

Catarina Dinis - Acervo Pessoal



Teu doce amor inspira-me
Para viajar em mil mares
Uns mais conhecidos
Outros um enigma
Mas sei que em teu coração
Está o mapa para não me perder,
Em teu olhar o sol do meu céu.


Catarina Dinis



1 – Como iniciou o seu contato com a escrita?
Desde muito nova (13 anos) que tenho a real noção de ter começado a escrever poesia e algumas histórias, mas é provável que tenha começado mais cedo, pelo meu habito diário de leitura.


2 – Quais sensações te inspiram a escrever? E quais temas gosta de abordar em sua poesia?
As sensações que me inspiram é o amor/ desamor. Os temas são: o tempo, a saudade, a lua e os céus da utopia.


3 – Você editou em 2015, o livro de poesias Idílio. Conte-nos um pouco sobre sua obra. E como você se sentiu ao vê-lo publicado?
Sim, Idilio foi sem dúvida o primeiro livro físico que publiquei, sendo como um momento muito especial. Muitos dos poemas foram escritos no México, mas também o meu primeiro poema, entre poemas de homenagens as pessoas que se tem mantido a meu lado nestes últimos tempos.

Capa Livro Idílio - Acervo Pessoal


4 – Você já trabalhou como Animadora Sociocultural. Como foi exercer essa profissão?
Sim. Foi muito gratificante tendo trabalhado com crianças e idosos e no fundo acaba por estar interligado também a minha escrita já que desenvolvi o gosto por contar histórias/ contos e mais tarde escrever as minhas próprias criações.


5 – Você já morou no México aproximadamente três anos. Conte-nos como foi essa experiencia.
Sim… desde a infância que tenho uma adoração pelo Mexico. Viajar, viver e trabalhar lá foi realmente um diamante na minha vida, por toda a aprendizagem diária, pelo conhecimento das histórias, dos seus protagonistas. E também da problemática da migração.



Da última vez que me viste sorrir
Estava eu diante de ti
Mas decidiste virar-me as costas
Seguir por outro caminho,
Entrar em outra porta
Noutra rua, noutro mundo, noutro ser
Não houve tempo para palavras
e as recordações…as únicas que perduram
Encostadas a um canto do coração
Não posso proferir o teu nome
Não posso dizer-te como eras
Somente és a distância em mim


Catarina Dinis



6 – Além da poesia, quais outros gêneros literários você gosta de escrever?
Há cerca de 12 anos atrás descobri o meu gosto pelas histórias infantis e também contos sobre amor.


7 – Você é Editora e Fundadora da revista Ecos da Palavra. Conte-nos como nasceu esse projeto. E como você se sente ao poder divulgar a arte de tantas pessoas?
A revista Ecos da Palavra nasceu, aquando do início da pandemia, dos tempos de quarentena, feito de um sonho antigo que o tempo permitiu ter a possibilidade de criar e ser mais uma ajuda a promoção de novos e grandes escritores/as que nem sempre são reconhecidos.

Catarina Dinis - Acervo Pessoal


8 – A escrita influenciou positivamente em sua vida? Como?
Bastante, costumo dizer que a escrita foi e é uma excelente terapia para a vida, mas também um modo de brincar com as palavras ou sentimentos que estão escondidos.


9 – Quais autores mais gosta de ler? Algum deles influenciou em sua escrita?
Começando por Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Alexandre O´Neill, Octavio Paz, Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Elena Poniatowska Amor. Quem me influenciou foi Octavio Paz com os seus ensaios e claro, poesia.


10 – Catarina, a Revista do Villa agradece sua participação e deseja-lhe todo sucesso e inspiração em seu trajeto pessoal e literário. Para finalizar, deixe uma mensagem aos nossos leitores.
Eu é que agradeço a Revista Do Villa a possibilidade de participar numa entrevista, e poder dar a conhecer um pouco da nossa obra e vida pessoal.


E quero deixar umas últimas palavras para os leitores/ escritores: que jamais devemos deixar de sonhar, de acreditar na luz da lua e da intuição, no coração e diariamente fazer o melhor que há em nós.



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