Jeycow Ferraz: Fernanda Montenegro - A Imortal

Fernanda Montenegro, Dama-Maior da dramaturgia e Patrimônio Cultural desse país, agora é a mais nova IMORTAL da Academia Brasileira de Letras.

E esse Editorial traz uma compilação de tudo, de mais relevante, sobre a vida artística, social e pessoal de uma das maiores atrizes dessa nação verde e amarela.

Salve nossa Fernanda IMORTAL Montenegro, do Brasil.

Nascida Arlette Pinheiro Esteves da Silva, seus avós maternos, Camilo e Maria Pinna, imigraram da Sardenha, sul da Itália, para trabalhar em fazendas Mineiras e conheceram-se no navio em que viajaram. Depois mudaram-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde passaram a morar com a filha Carmen e o genro Vitorino, pais de Arlette. Seus avós paternos, José Pinheiro da Silva e Ana Albina Esteves Capela da Silva, eram portugueses de Trás-Os-Montes. Arlette nasceu em Campinho, no subúrbio carioca e estudou no Colégio Pedro II.

Depois de concluir o curso primário, Arlette dedicou-se à formação para o trabalho, matriculando-se no curso de secretariado Berlitz, que compreendia inglês, francês, português, estenografia e datilografia. Frequentava ainda o curso à noite, conseguindo concluir o equivalente ao ginasial em dois anos.

Aos quinze anos, ainda no terceiro ano do curso técnico de secretariado, inscreveu-se num Concurso como Locutora na então Rádio Ministério da Educação e Saúde, atual Rádio MEC, fator que foi decisivo para a sua carreira. Ganhou o concurso para atuar em um projeto chamado “Teatro da Mocidade”, voltado a despertar o interesse de jovens talentos para atuar em Rádio Novelas sendo este seu primeiro emprego.

Casou-se em 6 de abril de 1953, aos 23 anos, com Fernando Torres, que tinha 26 anos. O casal comemorou a união em uma pequena Igreja Católica de São Cristóvão. Seu vestido de noiva fora emprestado de sua então amiga Eva Todor (in Memmorian) recém casada, pois a atriz não tinha condições financeiras para comprar um modelo novo.

O casal, após passar bastante tempo tentando ter filhos de forma natural, iniciou um tratamento de fertilização, conseguindo ter dois filhos. Em 1962 nasceu o diretor Cláudio Torres, de parto normal e em 1965 deu à luz a atriz Fernanda Torres, nascida de cesariana. Suas duas gravidezes foram consideradas difíceis, obrigando a atriz a se afastar da carreira para fazer repouso.

Seu primeiro papel como radioatriz foi numa obra de Cláudio Fornari, chamada Sinhá Moça Chorou, na qual interpretou Manuela. Arlette permaneceu na emissora por dez anos, inicialmente como locutora e depois como atriz. Foi lá que, ao começar a escrever, adotou o pseudônimo “Fernanda Montenegro”.

Paralelamente, a atriz passou a lecionar português para estrangeiros no Berlitz, curso que havia frequentado por quatro anos. Era a forma de obter alguma remuneração, já que o trabalho no rádio nem sempre era remunerado.

A Rádio MEC fica ao lado da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na qual funcionava um grupo de teatro amador dos alunos da faculdade. Passou a integrar o grupo de teatro, ao participar da peça “Nuestra Natascha”, interpretando sua primeira personagem.

Iniciou sua carreira no ano de 1950, na peça Alegres Canções nas Montanhas, ao lado de seu marido, Fernando Torres.Foi a primeira atriz contratada pela recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951.

Na emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro.

Em 1954 interpretou sua primeira protagonista na telenovela A Muralha, de Ivani Ribeiro na RecordTV sendo a primeira telenovela da emissora.

A atriz é considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, tendo recebido diversos prêmios ao longo da carreira, por espetáculos como A Moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa Vida com Papai (1956); Vestir os Nus (1958); O Mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celli; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres (in Memmorian); As lágrimas amargas de Petra von Kant (1982); Dona Doida, Um Interlúdio (1987), entre muitas outras peças.

Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila Comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a atriz, que foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan.

Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Sales em 1998, foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor atriz. Um ano antes, ainda por sua atuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim.

Em 22 de junho de 2009, foi agraciada com a Ordem do Ipiranga, no grau de Cavaleiro, pelo Governo do Estado de São Paulo, na pessoa do então governador José Serra.

Em setembro de 2019, lançou sua autobiografia pela editora Companhia das Letras, em parceria com Marta Góes.

Aos 92 anos, Fernanda Montenegro começa um novo papel na vida. Na última quinta-feira, a atriz foi eleita imortal na Academia Brasileira de Letras (ABL). Fernanda é a nona mulher a ostentar o título de imortal.

Modelo Fernanda Montenegro, Beauty Nathalie Billio

Levantem-se da comodidade de suas poltronas, porque precisamos aplaudir ardorosamente …

Fernanda IMORTAL Montenegro do Brasil – Um ícone pop, construído em todos os palcos possíveis.

*Fonte /Pesquisa:

Wickpédia

G1

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