Chico Vartulli: Sergio da Costa e Silva Criador e diretor da música no museu

O criador e diretor de música no museu, Sérgio da Costa e Silva.

O meu convidado é o criador e diretor de música no museu, o respeitadíssimo Sérgio da Costa e Silva.

O criador e diretor de música no museu, Sérgio da Costa e Silva.

Sérgio da Costa e Silva comemora o sucesso do Música no Museu que completa 25 anos em 2022.

Embaixador de Turismo no Rio de Janeiro, advogado, administrador de empresas, diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro por 16 anos e atualmente membro do seu Conselho Superior, conselheiro de Cultura da Arquidiocese do Rio de Janeiro, membro do Conselho de Cultura da ACRJ, ex-vice-presidente cultural do Clube Monte Líbano, Sérgio da Costa e Silva criou o premiado “Música no Museu”, em 1997. Foi a paixão pela música que o levou a dar vida ao projeto, que promove concertos gratuitos em museus, bibliotecas, arquivos, centros culturais, igrejas e palácios, no Brasil e no exterior.

Iniciado no Rio de Janeiro com o violinista Turíbio Santos, Música no Museu ocupa um espaço de extrema importância na propagação da música e cultura do país e é um marco na música clássica brasileira. Sérgio da Costa e Silva, que já ocupou relevantes cargos nas administrações pública e privada, conta como surgiu o projeto: “Em viagens profissionais e de turismo ao exterior, tanto nos Estados Unidos como na Europa, eu sempre visitava museus e apreciava suas atividades paralelas, uma programação musical constante que me chamava muita atenção. Então resolvi trazer essa iniciativa para o Brasil. Ao voltar de uma dessas viagens procurei a querida amiga Heloísa Lustosa, então diretora do Museu Nacional de Belas Artes, e sugeri a ideia, que foi prontamente aceita e sempre contou com seu pleno apoio”. Sérgio completa e fala com entusiasmo sobre o projeto: “Não sou um especialista em música e só tenho aprendido através do convívio com tantos músicos, mas me considero um gestor que aproveita todo o seu conhecimento e experiência em prol do MM. Registrei o título Música no Museu no INPI, venho trabalhando com pesquisas e tenho o nosso público mapeado por idade, profissão, bairros, meios de transportes e isso me ajuda muito a alavancá-lo. Esta pesquisa gerou um mailing de centenas de milhares de e-mails e agora o whatsapp que cresce a cada dia. Trabalhar com e-mail marketing e divulgar os nossos eventos são uns dos meus segredos de gestão”.

Sérgio da Costa e Silva ao lado de sua esposa Ignez recebendo o prêmio Excelência em Cultura.

Carioca e torcedor do Fluminense, Sérgio da Costa e Silva revela que o projeto cresceu gradativamente e muito. Depois do Museu Nacional de Belas Artes, foram realizados concertos no Museu da República, Museu Histórico Nacional, entre muitos outros. Música no Museu se tornou a maior “série de música clássica no Brasil” e está presente em praticamente todas as cidades brasileiras, de norte a sul, e em cidades de países de todos os continentes. Segundo o empresário, além dos museus do Rio de Janeiro, são destaques também: São Paulo Museu da Casa Brasileira, CCBB, Manaus (Teatro Amazonas), Belém (Teatro da Paz), Curitiba (Museu Oscar Niemayer), Porto Alegre (Museu Histórico), Brasília (Memorial JK), além das cidades Olinda (PE), São Cristóvão e Laranjeiras (SE), Paraty (RJ), Petropólis (RJ), Búzios (RJ), Tiradentes (MG), São João Del Rei (MG), Barbacena (MG) e Ouro Preto (MG). No exterior, ganharam evidência as apresentações no Carnegie Hall, em Nova York; LACMA, em Los Angeles; Kennedy Center, em Washington; em Sydney e Brisbane, na Austrália; nas comemorações dos 25 anos das relações Brasil-Irã, em Hanoi; nas Universidades de Coimbra, em Portugal, durante as comemorações dos seus 725 e 730 anos; na Salamanca, na Espanha, nas duas das mais antigas Universidades do Mundo; além de espetáculos em várias cidades da Índia, França, Portugal, Espanha, Itália, Líbano, Bélgica, República Tcheca, Marrocos e da América Latina, como: Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile.

Orquestra de moradores do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo num concerto promovido pelo Música no Museu.

Sérgio da Costa e Silva comemora o sucesso e as conquistas do Música no Museu, mas atribui o mérito à excelência dos espaços e dos músicos, ao empenho das suas equipes e dos órgãos governamentais envolvidos, à critica e à mídia sempre generosas, além do carinho do público sempre presente e que já ultrapassa 1 milhão de espectadores. E orgulhosamente nestes 24 anos de atividades, Música no Museu já recebeu 30 prêmios nacionais e internacionais, entre eles: Ordem do Mérito Cultural (decreto do presidente da República); Golfinho de Ouro, no estado do Rio de Janeiro; Ordem do Mérito Carioca, na cidade do Rio de Janeiro; Urbanidades do IAB, Mérito da Justiça; Latin American Quality Awards, na PUC, em Buenos Aires; Excelência em Cultura na Espanha e Portugal e um prêmio da Unesco. O projeto foi tema de Mestrado na Universidade de Berlim e matéria de muitas páginas na revista de bordo da TAP, que é distribuída em seus voos pelo mundo. Além da divulgação na mídia em todo o Brasil, há registros no New York Times, Le Monde de La Musique e em veículos de imprensa de todos os estados e países onde aconteceram shows. O site do Música no Museu tem quase 600 mil acessos. “É uma satisfação enorme ter feito algo que marcou posição na música brasileira.”, diz o empresário.

Camerata Uere se apresentando no Música no Museu.

Depois dos sucessos do XVI RioHarpFestival-versão latino-americana, Brinquedos Cantados (um programa infantil) e Sons do Brasil, em 2021, Sérgio da Costa e Silva está no momento às voltas com o XII RioWindsFestival, que começou no dia 5 de novembro e vai até 1º de dezembro. Mantendo há 11 anos a tradição de ressaltar sempre em novembro os instrumentos de sopros, Música no Museu está de volta com a sua versão presencial com o XII RioWindsFestival. Os concertos contam com nomes de grande expressão nacional e internacional. De acordo com ele, a expectativa é de que o festival repita o sucesso das suas versões anteriores e do XVI RioHarpFestival-versão latino-americana, evento que destaca as harpas realizado em janeiro e fevereiro de 2021.

Sérgio da Costa e Silva entre o embaixador Paulo Alberto Soares e Francisco Gallo, diretor Fundacion Cultural Hispano Brasilena.

O idealizador do Música no Museu promete novidades para o ano que vem. “Já estamos organizando a programação do Música no Museu para 2022, ano emblemático em que o projeto completa 25 anos ”., conta Sérgio. Serão comemorados os 100 anos da Semana de Arte Moderna, os 30 anos da ECO-92 (Rio 92), conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, do qual o empresário foi um dos coordenadores, e os 200 anos da independência do Brasil. O objetivo é unir música a essas comemorações importantes através de apresentações musicais em lugares como a Igreja da Sé, o Museu do Primeiro Reinado, o CCBB, a Biblioteca Nacional, o Palácio São Clemente (Consulado de Portugal), Real Gabinete Português de Leitura, entre outros. Também irão acontecer o XVII Festival de Harpas, evento que colocou o Brasil no circuito mundial da harpa, o XIII RioWindsFestival e a série tradicional do Música no Museu no Brasil e no mundo. Além disso, o incansável Sérgio da Costa e Silva está escrevendo o livro “Música no Museu – do Rio de Janeiro para o mundo”, onde ele conta a sua trajetória, as histórias dos bastidores, fala sobre os músicos, as apresentações, com fotos dos artistas que já se apresentaram, dos concertos e do público. Ele pretende lançar no ano que vem.

Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação

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