Rodolfo Abreu: Entrevista com Paulo Serpa

Ator, diretor e professor de teatro, Paulo Serpa tem uma extensa carreira dedicada às artes. Ao longo de mais de 35  anos atuou em várias frentes: trabalhou como ator, produtor da TVE em programas jornalísticos e educacionais e desde o princípio vem trabalhando na formação artística de estudantes. Também faz parte do time de colunistas da Revista do Villa.

Seu projeto “A Criança e o Teatro dentro do Processo Educativo” uniu o método teatral à educação, trabalhando o autoconhecimento e a socialização de crianças e jovens em escolas das redes pública e particular.

Atualmente Paulo está implantando o método nas creches do município de Três Rios (RJ), Paulo também desenvolve seu trabalho com grupo de adolescentes no Teatro Celso Peçanha, onde pisou no palco pela primeira vez interpretando textos de Fernando Pessoa e João Batista Duarte Rodrigues.

Qual é o método do seu projeto de teatro nas escolas?

O método trabalha o desenvolvimento global das crianças respeitando as faixas etárias. Desde o arrastar, engatinhar, passando pelo andar, trabalhando a coordenação motora fina, o reconhecimento corporal, as questões sócio emocionais,utilizando fantoches, brincadeiras e a danças, entre outras técnicas criadas pelo professor. Com crianças mais crescidas, entra a contação de histórias e, com as que já iniciaram a fala, são encenadas peças simples com diálogos curtos, com objetivo de promover questionamentos e interpretações e por aí vai, respeitando as faixas etárias e as características de cada aluno. Os temas utilizados nas minhas aulas estão alinhados aos temas da Base Curricular Nacional.

Qual a faixa etária e o perfil dos estudantes que você tem trabalhado com esse método?

Desde o maternal, até o nono ano do ensino fundamental (atualmente venho desenvolvendo projetos nas creches: Arco-Íris e Colibri). Eu também sou Criador e Diretor do Curso "Entrando em Cena" onde tenho como público alvo, adolescentes e crianças com deficiência.

Você começou como ator. Como surgiu a ideia do projeto de educação teatral?

Percebi o quão fundamental seria oferecer aulas de teatro alinhadas ao desenvolvimento educacional, quando levava meus filhos à creche. A partir disso estudei e desenvolvi o projeto. Comecei a aplicar o método em sete creches do Rio de Janeiro e foi um sucesso, com resultados perceptíveis, tanto por parte dos professores, quanto dos pais dos alunos.

Paulo Serpa iniciou carreira como artor

Que frutos o projeto de teatro estudantil colheu ao longo dos anos?

Além de muitos prêmios, eu posso citar, por exemplo, que muitos alunos  das minhas primeiras turmas, nos anos 80, seguiram e hoje são profissionais da área: atores, diretores, cenotécnicos, iluminadores e bailarinos.

Uma das montagens de muito sucesso foi a encenação de “Morte e Vida Severina”, texto de João Cabral de Melo Neto.  O grupo composto por adolescentes foi ganhador de vários prêmios dentro do “Festival de Teatro Estudantil”, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio, recebendo o prêmio das mãos da atriz Ruth de Souza e do escritor Arnaldo Niskier, na categoria  de melhor cenografia, melhor ator, melhor diretor e melhor texto inédito durante quatro anos consecutivos.

Como tem sido sua rotina com as aulas de teatro e quais seus objetivos?

Atualmente no Curso em Tres Rios  trabalho na elaboração de esquetes montadas para atender a demanda do grupo e seus questionamentos. Apesar de tantas atividades, tenho me preparado para atender mais duas escolas no município.

Meu objetivo é trabalhar na formação de jovens, preparando-os para desenvolver sua cidadania de forma mais empática e resiliente e  ampliar  seu aspecto cultural.

Paulo Serpa nas redes sociais:
Instagram: @paulomarcioserpavieira
Facebook: Paulo Márcio Serpa Vieira
E-mail: paulovserpa@gmail.com

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