Rodolfo Abreu entrevista o cantor Márcio Gomes

Márcio Gomes

Rodolfo Abreu entrevista o cantor Márcio Gomes

Márcio Gomes

Considerado por muitos como o novo “Rei da Voz”, o cantor Márcio Gomes tem por rotina lotar casas de show pelo Brasil com suas apresentações de canções românticas de todos os tempos. Márcio será a atração principal da noite de comemoração dos 10 anos da Revista do Villa, no dia 8 de janeiro de 2022, na Casa das Beiras, no Rio de Janeiro.

Em uma conversa exclusiva com a Revista do Villa, Márcio Gomes fala sobre suas expectativas para a sua primeira apresentação de 2022 e sobre passagens marcantes da sua carreira de jovem cantor à moda antiga.

Pergunta: Que repertório está planejando para o show na festa de aniversário de 10 ano da Revista do Villa e o que pode contar sobre esse show?

Será um espetáculo importante, inclusive por ser o meu primeiro show do ano de 2022. Terá um toque de informalidade, pois eu saio daquele ambiente de teatro, que é palco e poltronas, indo pra um ambiente mais descontraído, onde as pessoas já vão ter dançado antes. E o repertório foi pensado para dar um incentivo aos dançarinos para que, além de assistir ao show, todos possam desfrutar de boletos, foxtrotes e outros ritmos que puxem as pessoas para dançar.

Márcio Gomes - Aniversário Revista do Villa

Pergunta: Você começou cantar cedo, mas profissionalmente sua estreia foi em 1997. Como foi esse início? Como descobriu sua vocação? Sua família tem algum cantor ou músico?

Eu comecei em 1997 como profissional, porque foi o primeiro show com bilheteria, numa casa pequena em Copacabana. Antes, já tinha feito algumas coisas com cachê, mas sem conotação de um grande profissional. Eu não tinha nenhum músico na família e as pessoas não acreditavam muito. Mas acreditei no meu sonho, escolhendo o meu próprio repertório, que todo mundo duvidava. Hoje em dia muita gente faz repertório parecido, ou tenta fazer repertório de música romântica mais antiga, por que virou cool. E fiz isso sem intenção, mas foi o que o meu coração pedia. Quis cantar um repertório mais antigo, que combinasse com a minha voz. Por que ou eu cantaria ópera ou essas músicas mais antigas.

Pergunta: Você retornou aos show em outubro desse ano, correto? Antes, teve que dar uma pausa nas apresentações ao vivo, mas deu um jeito cantando “Ave Maria” para os seus vizinhos da janela de seu apartamento. Como foi a experiência?

A pandemia foi cruel e os artistas ficaram como passarinho na gaiola. Foi como me senti. Um dia eu estava em casa e às 18h em ponto comecei cantarolar “Ave Maria” nos fundos do meu apartamento. Percebi que algumas pessoas ouviram e aplaudiram, então resolvi ir pra janela da frente e cantar para todo mundo. As pessoas foram para as suas janelas ouvir e alguém filmou e, em poucos minutos aquilo expodiu na internet. Logo teve 100 mil visualizações, e depois passou de 200 mil, além virar uma febre nas redes sociais. Eu fui o primeiro cantor que se apresentou na janela, no Brasil.

Pergunta: Em 2017 você comemorou 20 anos de carreira com um show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Como foi celebrar esse marco profissional em um local tão especial?

Comemorar 20 anos de carreira é uma coisa muito bacana. Principalmente eu, que não sou um artista da grande mídia, sou um artísta do grande público. E eu mostro isso sempre nas minhas apresentações. Meu público é o alicerce dos meus espetáculos e me mantém desde o início. Em todo o lugar que vou, a casa está sempre cheia. Mesmo em outras cidades pelo Brasil, São Paulo, Nordeste, além do Rio – a cidade onde moro. As pessoas têm me descoberto e tenho viajado fazendo shows, pois as pessoas têm necessidade de ouvir música romântica. O espetáculo no Theatro Municipal é a maior pompa e orgulho que alguém pode ter. Foi um presente para mim, mas principalmente para o meu público, que me prestigia até hoje e que nunca deixou de me prestigiar, mesmo durante a pandemia quando eu estava dentro de casa.

Márcio Gomes no Theatro Municipal

Pergunta: Você é um cantor de músicas românticas, geralmente das décadas de 40 a 70. A maior parte dos artistas que gravaram originalmente essas canções, hoje não está mais entre nós. Como é para você manter esse clima de romantismo e arrastar multidões ao seus shows?

Meu público é mesmo muito fiel e a maior parte composto por mulheres. No início da carreira era um público muito mais maduro, todo mundo brincava me chamando de “o rei das senhoras”. Fazendo shows por seis anos no Imperator (casa de shows no bairro do Méier, no Rio), me trouxe um público mais jovem também. As avós levavam os netos , as mães levavam os filhos. Então a faixa etária do meu público foi se ampliando, o que foi bom. Não que eu não goste de público mais velho, ao contrário, eu adoro. E a relação com eles é uma comunicação muito direta. É um público que já viveu tudo e está carente de uma palavra, de uma canção, de um afago. Eu recebo todas as fãs, dou autógrafo nos CDs, tiro foto. Elas que me fizeram e hoje eu retribuo.

O público tem uma relação próxima com o cantor

Pergunta: Além das músicas, você mantém a elegância ao se vestir, ao falar e, claro, no modo de cantar, com uma impostação típica de uma época. Isso pode ser considerado um diferencial e reforça a imagem de cantor jovem à moda antiga? Gosta desse título?

Sobre o cantar, como disse, ou eu cantava ópera ou música romântica. E o modo de vestir é uma característica minha. Minha comunicação é mais glamurosa, mas não distante. Considero uma comunicação poética. Eu gosto do lado glamuroso da história no palco. Tanto que as fãs já estão acostumadas a me ver de terno. Querem saber que cor é, ficam imaginando se eu vou de branco, de preto, de azul. Olham pro sapato, pro cabelo, querem saber se estou de barba ou sem barba. Tem toda essa magia em torno do artista. O artista não é só o cantor.

Apresentações de Márcio Gomes

Pergunta: Qual sua relação com a cultura e a comunidade portuguesa?

Minha relação com a comunidade portuguesa é total aqui no Rio de Janeiro. Sou respeitado e chamado por eles para fazer os espetáculos. Venho de família portuguesa. Mas a minha adoração e o meu começo de carreira foi através da Amália Rodrigues. Quando eu assisti Amália pela primeira vez, descobri que a música era muito mais que uma brincadeira. Aquela mulher foi um diferencial na minha vida. Eu vim a conhecê-la em Portugal e, por incrível que pareça, eu me tornei amigo pessoal dela. Isso é uma coisa fantástica. Pude retribuir isso em 2020 no meu primeiro espetáculo com o apoio do Instituto Camões e do Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro, intitulado “Amália Rodrigues 100 anos – Foi Deus”.

Pergunta: Deixe um convite para o seu show dia 8 de janeiro de 2022 na Casa das Beiras para comemorar os 10 anos da Revista do Villa.

Quero convidar todos para o dia 8 de janeiro, quando inicio os meus espetáculos. Será o meu primeiro show do ano, onde terei o prazer de dividir com todos os amigos um brinde à vida, um brinde a um ano que se inicia, com certeza melhor que os anos problemáticos que nós passamos. Será o ano da cura, da redenção. Onde estarei com os amigos, cantando, dançando e brindando à vida – essa tão preciosa vida. Muito obrigado Rodolfo pelo seu carinho e um beijo a todos da Revista do Villa.

Ingressos para o show de Márcio Gomes:
8 de janeiro de 2022 – Casa das Beiras
Rua Barão de Ubá, 341 – Praça da Bandeira, Rio de Janeiro
Lukas: (21) 99932-8714 Jules: (21) 98047-2114

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