Roberto Lúcio: Wildchains – O Rock que vem de Braga

“Empenhados em revitalizar o rock reunindo a cena rock underground, os Wildchains nascem em 2021, em Portugal.” – Com essa discrição, a banda que se desenvolveu em Braga vem chamando a atenção do público aficionado no Rock em todo o mundo.

Em uma ação conjunta dos artistas Rangel (vocal), Wizro (guitarra), Miguel (guitarra), Louro (baixo) e Ace (bateria), jovens que já participavam ativamente em projetos da cena underground portuguesa com as bandas Wave Flow, The Silent Box e Redlens, e unidos pelo desejo de apresentar um som que conectasse o rock clássico ao rock moderno apresentam o single de estreia “Chaotic Needs”. Uma música de rock groovy com grande energia, riffs cativantes e vocais poderosos, que conta a história por trás de uma relação obsessiva e caótica entre um indivíduo e sua ambição.

Em estúdio para finalizar seu álbum de estreia, os integrantes Wizro e Louro conversaram com a Revista do Villa nesse encontro exclusivo:

Louro (baixo)

Louro: Braga é uma cidade jovem com uma margem de crescimento enorme. Há muitos artistas, não só no Rock, mas também no Pop e Música Tradicional Portuguesa, são muitos talentos. Como é uma cidade dinâmica, há oportunidade para todos. O underground sobrevive de atuações em bares. A Universidade do Minho também aproxima muita gente.

Wizro (guitarra)

Wizro: Todos nós já nos conhecíamos de outros projetos. Eu e o Louro fizemos parte de um mesmo projeto que eram os Redlens.

Louro: Tínhamos uma banda e o nosso objetivo sempre foi contactar com quem estava a nossa volta aqui em Braga e arranjávamos concerto para nós e para eles. Ficamos amigos.

Louro: Queríamos fazer algo inconscientemente como Seatle dos anos 90, o movimento Grunge. Eles todos eram grandes amigos, tocavam todos juntos e nessa comunidade podiam ajudar a todos a chegarem mais longe.

Wizro: Nós nos apoiamos em influências diferentes que a certo ponto se unem e surge a sonoridade do Wildchains.

Rangel (vocal)

Louro: Temos liberdade tanto no estilo musical quanto no visual. Aquilo que está em nosso videoclipe Chaotic Needs somos nós. Aquele padrão de artistas do Rock, cabelo cumprido, ar muito sério, era uma referência que agora já não existe tanto e não queremos forçar nada. Tem que ser natural, para soar natural.

A nossa essência principal é juntar o Rock moderno ao clássico e criar uma fusão, tentar reviver o auge que o Rock já teve, não descartando o progresso que houve até agora na música.

(Nesse momento Loiro cita Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd enquanto Wizro menciona Arctic Monkeys e Cage the Elephant)

Wizro: Todos nós somos compositores. Ornatos Violeta é uma das bandas que mais me influenciou.

Louro: Além de Ornatos Violeta, também gosto muito de Linda Martini e António Variações.

Há sempre uma vontade de ter uma referência à nossa terra.

Miguel (guitarra)

Wizro: Durante a pandemia, o mundo parou, a gente conseguiu organizar ideias.

Louro: A pandemia foi um ponto de virada na vida porque nos fez refletir. De repente ficou tudo suspenso. Há uma ansiedade por fazer o que já está há muitos anos para ser feito.

Ace (bateria)

Wizro: As músicas que estamos a preparar para o álbum são temáticas, são sobre a nossa origem. É possível dizer que é um álbum de histórias pessoais.

Louro: As músicas falam da nossa posição perante o mundo que nos rodeia. O absurdo que é a existência, tudo tem consequências.

Veja o clipe de estreia da banda:’

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