Roberto Lúcio: Wave Flow – O Rock Clássico vem de Braga

Com a missão de manter o rock ‘n’ roll vivo, a Wave Flow, uma jovem e irreverente banda de Rock/Hard Rock, ganhou vida em Portugal. Presente no cenário desde 2017, a Wave Flow lançou três álbuns, “Big Bang”, “Electric Breath” e “Freak Out”, e reserva novidades e lançamentos ainda para os próximos meses.

Em uma iniciativa dos artistas Zé Pedro – Ace (vocal), Miguel (guitarra) e Quim (bateria), a banda Wave Flow resgata a sonoridade do Rock clássico e agita o cenário underground de Braga, uma cidade que conta com mais de 2000 anos de história e que se renova a cada dia.

Entre uma série de atividades intensas antes de novos lançamentos, o trio conversou com a Revista do Villa. Os melhores momentos dessa entrevista podem ser conferidos abaixo:

Quim: Somos os três de Braga. Gostaria de dizer que cheguei na banda através de um anúncio em um jornal … (risos). Mas hoje em dia não é mais assim. Recebi uma mensagem do Zé Pedro no Facebook sobre o projeto e eu aceitei fazer alguns testes. Acabei por ficar.

A banda já existe desde 2017, temos muitos concertos dados, três álbuns.

Zé Pedro – Ace: O Quim tinha acabado de sair de uma banda e eu fui para o Facebook e o encontrei. Tentei a sorte e cinco anos depois ele ainda aqui está. Arrisquei bem.

Eu tinha um projeto solo de músicas cantadas em português. Tive a iniciativa de começar uma banda do zero.

Miguel: Eu estava em outro projeto com o Quim e foi por essa altura que o Ace procurava um guitarrista. O Quim perguntou se eu queria e eu disse “claro”.

Zé Pedro – Ace: Na altura em que ainda não tinha a banda, eu queria já começar o projeto, tinha umas músicas na gaveta e basicamente começou daí. Hoje em dia é diferente e compomos juntos.

Eu sou um “homem de Banda”. Gosto de fazer parte de uma banda. Nós três temos o mesmo objetivo.

Todos nós começamos com cover dos artistas que gostamos mais. A minha primeira experiência com banda foi ter uns amigos. Ensaiávamos covers, mas nunca para dar concertos. Era aquela aprendizagem.

Mas desde que fosse para tocar ao vivo e mostrar o trabalho, teriam que ser músicas nossas.

Nós chegamos a tocar Rockin in the Free World do New Young e tocamos músicas do Foo Fighters. Em 2020 tentamos tocar uma música do Rush quando o baterista faleceu.

Quim: Nós íamos dar um concerto em dois dias. Mas ensaiar uma música do Rush em dois dias é impossível. Descartamos a ideia.

Nós queremos todos que o que apresentemos ao vivo seja o melhor possível.

Miguel: Quer no estúdio, quer no ao vivo, principalmente em termos de solo, o momento influencia, portanto nunca vai ser sempre igual.

Zé Pedro – Ace: No princípio da pandemia, utilizamos o tempo para trabalhar em um álbum novo, compor, gravar e planejar concertos.

Lançamos o álbum em junho de 2021, demos um concerto. Mas depois fechou tudo novamente aqui em Portugal. Estávamos ansiosos em voltar a tocar. As pessoas também estavam ansiosas por saírem e verem concertos e tivemos uma adesão muito boa.

Neste momento, nós em Braga temos muitas salas de espetáculo. Mas não é fácil ter acesso. Quanto ao meio mais underground que é o nosso meio, neste momento não há muitos espaços a promover concertos. Mas o RockStar Pub sempre nos recebeu muito bem.

Zé Pedro – Ace: Nós acabamos ficando muito tempo na minha casa. É onde ensaiamos e trabalhamos. Estivemos recentemente no Mavy que abre portas a bandas.

Zé Pedro – Ace: Somos influenciados pelas grandes bandas e por aí fomos moldando o nosso som. Nosso gênero que é um Rock mais clássico. A maior parte do que vemos em nossa cidade não é diferente. Mas é o que nós gostamos e é assim que nós queremos influenciar.

Quim: Um baterista que é uma influência é John Bonham do Led Zeppelin. (Black Dog)

Miguel: David Gilmour do Pink Floyd é um guitarrista mais importante. (Welcome To The Machine)

Zé Pedro – Ace: Greta Van Fleet é uma banda atual que gosto muito.

Quim: Nós fazemos o que gostamos e esperamos que o público goste. Nunca tentamos ser mais comerciais.

Zé Pedro – Ace: Estamos a trabalhar em algumas coisas novas e buscamos dentro das nossas influências algo que nos agrade. Experimentar outros sons, outros tempos… coisas diferentes.

Nós não somos uma banda de um conceito só. Nós tentamos abordar vários temas diferentes. Evocar vivências.

Ouça a faixa My Friend:

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