Jesus Fuentes: "A Vela" chegou para nos ensinar sobre o amor e a família

Herson Capri (Gracindo) e Leandro Luna (Cadu) dão vida a pai e filho na história que se remonta a décadas dos anos 50.

Com texto de Raphael Gama e direção de Elias Andreato, ” A vela” é uma história do reencontro entre Gracindo e Cadu depois de 20 anos sem se falar após sair de casa por uma briga entre eles , Cadu tinha se assumido gay e além de isso drag Queen.

Gracindo (Herson Capri) é um professor aposentado, 70 anos, que se prepara para morar em uma casa de repouso. Depois de seu solilóquio e um mal estar, bate à sua porta Cadu (Leandro Luna) montado de drag queen para ajudar o progenitor na mudança.

Diálogos e frases realistas fazem com que muitos dos espectadores se identifiquem com a história onde se fala sobre o preconceito, as aparências, a falta de empatia e compreensão, ao mesmo tempo se fala sobre o amor verdadeiro.

Sendo assim, os personagens em cena reviram álbuns de fotos, livros clássicos, poesia e música para entender o passado, o presente e até mesmo o futuro. A peça se passa em uma casa antiga com poucos móveis e caixas. O elemento central é uma janela, na qual os segredos e os tempos são discutidos.

A Vela expõe sobre o mundo dos homofóbicos e das famílias que ainda jogam os homossexuais para fora das suas casas em nome das crenças religiosas ou de uma posição social. Provavelmente um dos momentos mais difíceis dessas tragédias está aqui retratada, o ato de se aproximar, perdoar e se reencontrar.

O palco do Teatro das Artes no shopping da Gávea foi o espaço escolhido para desenvolver esta história próxima de uma realidade que ainda está presente em nossa sociedade. Tanto os atores como o escritor e diretor, conseguiriam deixar uma mensagem clara e direta para o público, “não deve existir preconceito entre as pessoas”.

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