Chico Vartulli: A minha convidada a espetacular arquiteta e queridinha da sociedade tradicional carioca, Fátima de Abreu Brizola. 

Foto exclusiva da competente e elegante arquiteta Fátima de Abreu Brizola

Ela diz ter tido a sorte de nascer no Rio de Janeiro e crescer em Copacabana indo à praia antes ou depois das aulas e que infelizmente hoje não vai tanto por causa da pele. (RsRsRs) A vista do mar, das montanhas e as cores a inspiraram plasticamente e o convívio numa família grande com 4 filhos, primos e amigos que estavam sempre juntos, a motivaram a entender melhor o funcionamento de uma casa com sua circulação, atividades e privacidade. O som de muitos adolescentes e o calor de verões sem ar condicionado para ela são inesquecíveis!!  Adorava montar interiores com miniaturas e os baseava às suas sensações espaciais e com as historinhas que gostava de ouvir. Segundo ela essas maquetes iniciais eram um primor!!

Para Fatima de Abreu Brizola a escolha da arquitetura deu-se naturalmente e como as energias fluem incontrolavelmente reencontrou na faculdade o amigo com quem casou e tiveram um filho lindo.

As experiências profissionais começaram desde cedo e de repente se viu trabalhando com o Arnaldo Danemberg e a Maria de Fatima Castro Neves na catalogação, avaliação e recuperação do mobiliário do Palácio Laranjeiras. Um palácio feito dentro da imaginação de Eduardo Guinle nos moldes franceses e com acabamentos e mobiliário no mesmo estilo. A partir daí veio o convite para participação na 1ª mostra da CasaCor Rio em 1991 em uma casa na Urca da família Catão onde tinha ido inúmeras vezes desde a adolescência.  Fez parte também da 1ª edição da CasaCor de Porto Alegre, cidade que adora e onde fez queridos amigos. De lá para cá participou de inúmeras edições até não poder mais conciliar as atividades.

Ela gosta de se envolver em seus projetos residenciais de forma quase artesanal procurando fazer a casa agradar ao cliente. Costuma dizer que a casa será de seus habitantes e sua função e dar estética e funcionalidade aos seus sonhos. Saber trabalhar as aspirações dos moradores faz seus projetos se diferenciarem uns dos outros sem deixar de privilegiar as proporções e a harmonia entre os estilos. Ela deixa para a tecnologia moderna se encarregar das comodidades que trazem conforto e está sempre antenada pois adora estar a par de todas as novidades.

Nos projetos corporativos procura humanizar e contextualizar os espaços. Acredita que assim como as pessoas as empresas também possuem suas identidades.

Terminou há pouco os interiores de uma casa na Gávea onde a cozinha tem um clima Bauhaus/Mondrian que ficou bárbara, a varanda é acolhedora e a sala de estar agrega a família e amigos.

Outro projeto recém concluído foi uma cobertura no Jardim Oceânico onde incluiu na área externa uma piscina com prainha como costuma chamar o deck molhado e o terraço tem um espaço de convívio maravilhoso.

Um apartamento em Ipanema para um cliente que mora fora também foi entregue num prédio dos anos ’60 onde a planta foi totalmente refeita com outras divisões. A cozinha é aberta para a área social e os espaços pensados para a funcionalidade dos dias atuais.

Está envolvida agora em pesquisas de NFT’s e em metaverso nos interiores. Quer entender melhor o que isso representará no futuro, o que são as NFT’s e o que um avatar pode significar no prazer do indivíduo.

Ela frisa “o mundo não pára, o tempo passa e não quero perder nada, por mais que viaje e que passe tempos fora daqui, quero continuar a mil pelo Brasil”.

 

Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação 

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