Usar apliques ou extensores de fios podem fazer mal ao couro cabeludo - Médicos explicam

Foto divulgação (internet)

Cabelos volumosos e longos podem ser o desejo de muitas pessoas e isso gera a motivação para utilizar megahair, apliques ou extensores. “O uso dessa técnica  pode fazer mal à saúde dos fios e do couro cabeludo”, explica Dra. Laís Leonor, dermatologista da clínica Dr. André Braz, no Rio de Janeiro. 

Existem no mercado e salões de beleza alguns tipos de extensores e apliques e vale entender como funcionam e conversar com um médico antes de usá-los para conhecer eventuais riscos para os seus cabelos.  “Os apliques são acessórios removíveis fixados aos cabelos através de presilhas (“tic-tac”). Já os demais tipos de megahair são fixados por colas, fitas adesivas, anéis metálicos ou até mesmo por costura diretamente nas hastes capilares.   A tensão nos fios provocada por esses métodos de fixação pode levar à alopecia de tração, que é a queda de cabelo causada pela tração excessiva, repetida e prolongada- especialmente nos cabelos finos e quimicamente tratados”, detalha Dra. Laís Leonor.

Segundo a médica, “nas fases iniciais há uma inflamação local que se manifesta com desconforto, vermelhidão, descamação e, eventualmente, pontos de pus. Inicialmente esse processo é reversível, porém se persistente, evolui para a perda definitiva dos fios.   A dermatite de contato aos produtos usados para fixar os acessórios aos cabelos, como as colas e os adesivos, é outra complicação possível. Assim como o desenvolvimento e/ou agravamento da dermatite seborreica (caspa) devido à dificuldade de higienização adequada do couro cabeludo”. 

Usar continuamente apliques e extensões pode ser muito prejudicial ao couro cabeludo. “ Extensões repetidas muito apertadas puxando as “raízes” podem causar queda definitiva, da mesma forma que os alisamentos feitos com muita força, que também podem causar queda definitiva, devido ao “puxar” as “raízes” do couro cabeludo”, alerta o médico cirurgião Dr. Marcelo Pitchon, de Belo Horizonte ( MG), especialista em transplante capilar e criador da técnica Preview Long Hair de transplante capilar sem raspagem da cabeça.

Com o uso contínuo, podem acontecer “falhas” nos cabelos.  “Como a maioria das extensões são feitas na região occipital (região posterior da cabeça), se houver queda em algum segmento, a falha fica camuflada pelos próprios cabelos das mulheres.  Quando cabelos das têmporas ou da testa são muito esticados de forma repetida e constante, o trauma às raízes causado  pela força de tração pode levar à queda, nestas regiões, gerando testas mais altas e têmporas calvas”, explica Dr. Marcelo Pitchon.

O médico alerta para outros problemas que podem gerar queda de cabelos ocasionada por pressão na região.  “Regiões muito pressionadas por bonés, capacetes, passadores, muito apertados, também podem gerar queda definitiva, em áreas mais visíveis, como laterais e topo da cabeça. Nesses casos de queda definitiva, pode ser realizado transplante capilar, única forma de restabelecer cabelos de forma definitiva nas áreas afetadas”, alerta Dr. Marcelo Pitchon, que também atende em São Paulo.  

 

Fontes

1) Dr. Marcelo Pitchon 

Médico. Cirurgião especializado em transplante capilar. 

CRM MG 18580

Criador da técnica Preview Long Hair de transplante capilar sem raspagem da cabeça, sem curativo, com fio longo, com Fue ou Fut, com anestesia local pura ou com sedação, além de outras técnicas.

Primeiro brasileiro ganhador do mais recente e maior prêmio científico mundial da cirurgia capilar, o Golden Follicle Award, prêmio anual da ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery), em Lisboa, 2021.

Criador do World Hair Repair Day, para realização de cirurgias beneficentes em pacientes que tiveram sequelas fruto de cirurgias feitas por não-médicos, em todo mundo (uma pandemia).

Presidente da Focused Session Preview Long Hair Unshaven Transplantation. 

2) Dra Lais Leonor 

Dermatologista da clínica Dr. André Braz ( RJ). 

Especialista  pela Sociedade Brasileira de Dermatologia ; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. 

Pós graduada em laser pelo Instituto Azulay da  Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. 

 

Fellowship Dermoscopy at Dermatology Unit of the Second University of Naples, Itália. 

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