Kenia Estevess: “Se embora dançar um forró zinho, minha gente?” Com Felipe BRUM, do DANCAJUDA

Olá amigos,

Nesse último domingo de Junho, encerro minha matéria sobre as FESTAS JUNINAS, cuja a ESSÊNCIA faz parte das tradições mais significativas do Nordeste.

Por aqui , em minha coluna na REVISTA do VILLA, circularam estrelas musicais e da gastronomia que são sucesso o ano inteiro, mas que nos meses de JUNHO e JULHO, mostram que o universo fala uma só língua.

Qual seria ela?

O FORRÓ, claro!

Um ritmo pra lá de caliente, que exige uma certa malemolência.

De quem canta e de quem dança.

E como já falei de quem canta, agora convidei o mestre FELIPE BRUM, um dos fundadores do DANCAAJUDA(@dancaajuda), para nos contar um pouco da história dessa dança gostosa e dar algumas dicas de como evoluir nas ruas ..nos bares… e nas festas que tomam conta não só de nosso lindo Nordeste, mas sim de todo o BRASIL.

Que seja bem vindo!

K.E. 1: Felipe, a pergunta que não quer calar.
Com esse gingado todo que você apresenta em suas aulas sempre tão concorridas; você é daqui da Bahia mesmo?

F.B. 1 Sou natural de Belo Horizonte-MG, mas me sinto em casa aqui no sul da bahia. Arraial d”Ajuda é uma grata surpresa, pois não tinha a pretensão de ficar mais que 10 dias por aqui, e estou morando aqui fazem 3 anos.

Penso que MINAS e BAHIA são um estado só.

Tanto do ponto de vista histórico, quanto do ponto de vista cultural.

Minas faz divisa com diversos estados, mas MINAS GERAIS e BAHIA se complementam.

K.E. 2: Como o FORRÓ entrou em sua vida?

F.B. 2 : A exatos 20 anos dava meus primeiros passos no forró.

Em Belo Horizonte este ritmo é muito praticado dentro e fora das academias.

Nós mineiros amamos a cultura nordestina, e mais especificamente o forró.

K. E. 3: Sua formação é em dança ou em algum outro segmento ligado ao bem estar?

F.B. 3 : Sempre estive voltado para questões relativas ao quadro social em que estamos inseridos, e neste contexto, sempre fugi do academicismo para desenvolver meu método, já que além de não ser acessível a todos, soa e de fato não é algo democrático.

Frequentei academias de dança e pude trabalhar como monitor ajudando professores em suas aulas e também como bolsista em outras escolas. Por mais que tenha sido uma grande referência – todas elas as quais prefiro não mencionar -, não gostava do método de ensino. Procurei então dissociar minha imagem de todas elas, inclusive de amigos queridos que são professores, e comecei a buscar referencias observando o estilo de dança inato aos que deixam o corpo balançar sem ter frequentado academias, em forrós e festivais.

K.E. 4: Conte-nos um pouco da história dessa dança que conquista a todos quem tem a grata oportunidade de conhecê-la.

F.B.: O FORRÓ é muito mais que uma dança.

Segundo pesquisas, está dança é uma manifestação artística cultural, genuinamente brasileira.

De valor extremo para o universo da dança, o dia 13 de Dezembro passou a ser o dia para celebrarmos com muita alegria a criação do FORRÓ, que foi desenvolvido mediante os arrasta-pés que eram dançados nos bailes do NE.

Com o piso ainda de terra batida, este era molhado para diminuir a poeira na hora de dançar.

Por este motivo, o FORRÓ também pode ser conhecido como ARRASTA PÉ ou RASTAPÉ.

K.E.5: Sei que o FORRÓ apresenta algumas variações do tradicional. Quais são eles?

F.B.: O tradicional também é conhecido como FORRÓ-PÉ de SERRA; que reúne gêneros como BAIÃO; XOTE e XAXADO.

K.E. 6: Qual a ESSÊNCIA de um bom FORRÓ?

F.B.: Acredito que seja a conexão do casal.

Por ser um ritmo animado , este se caracteriza por movimentos simples em que o casal dança coladinho.

Giros e desenhos de braços são igualmente bem vindos na dança.

K.E.7: Felipe , você acredita que o FORRÓ seja o ritmo mais fácil para se ensinar e aprender uma dança de salão?

F.B : O forró seguramente é um dos ritmos mais fáceis para se ensinar e aprender. Com marcação e base simples, aprendendo um pouco sobre consciência corporal, tempo e a fazer transferência de peso, a dança flui naturalmente.

K.E. 8: Conte-nos um pouco sobre a sua escola de dança , “DANÇA AJUDA”. A primeira da região.

F.B.: O DANÇA AJUDA foi fundado em Julho de 2021, na missão de apresentar o FORRÓ ao maior número de pessoas possível.

Moradores e turistas de ARRAIAL d”AJUDA.

K.E. 9: Você está sozinho nessa dançante missão?

F.B.: Não . Tenho mais 3 sócios.

São eles : EDUARDO CORNELSEN; GIULIA PARNES e JACK MARTINS.

K.E. 10: Para fechar a matéria , por favor, faca seu convite para quem quer aprender essa dança caliente.

F.B : A dança além de um instrumento fantástico para o bem estar, ajuda a socializar, e é uma terapia.

A dança é uma expressão do corpo que alegra e enriquece, traz cores, vida e amores.

Em nossa sociedade ou conjuntura estamos todos focados em questões pessoais e familiares.

A dança em meio a esta pandemia é um alento.

Dancem e dancem muito, pois viver dançando faz muito bem.

De mais , obrigada por sua entrevista e #seembora FORROZAR!

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