André Conrado: Campos do Jordão – O tesouro da Mantiqueira – Final

Foto do pôr do Sol em Campos do Jordão – IBGE

A bela arquitetura enxaimel, os telhados que vão até o chão, os hotéis e pousadas com lareira no quarto, os saborosos fondues e o apelido de ‘Suíça brasileira‘, evocam a Europa, o trânsito e a badalação, lembram São Paulo.

Foto da arquitetura de Campos do Jordão - @aclubtour

Usar a palavra ‘capital’ para descrever Campos do Jordão não é sequer um exagero: a cidade tem o seu próprio palácio do governo, o Palácio Boa Vista, residência oficial de inverno do governador paulista.

Foto aérea atual do Palácio Boa Vista - Campos do Jordão - Divulgação

Palácio Boa Vista

Passear pelas salas e corredores do Palácio Boa Vista é fazer uma verdadeira viagem no tempo. Do estilo arquitetônico, inspirado nos castelos montanheses da Inglaterra do século 16, passando pelo mobiliário dos séculos 17 e 18 até as obras de arte do século 20, visitar o palácio é uma aula cultural, onde cada detalhe exposto tem uma história para contar, a começar pelo próprio prédio.

Inaugurado em 21 de julho de 1964, o Palácio Boa Vista demorou 26 anos para ser concluído. O início das obras aconteceu em 21 de abril de 1938 pelo então interventor do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros, que convidou o arquiteto alemão Jorge Ptzrembel para realizar o projeto do palácio.

Em 1970, sob iniciativa do secretário da Fazenda de São Paulo, Abreu Sodré, o palácio teve as portas abertas ao público.

Foi ainda nos anos 70, que o palácio se tornou o primeiro palco de um dos eventos que se tornariam um marco da cidade: o Festival de Inverno.

Foto do recém inaugurado Palácio Boa Vista - Campos do Jordão - IBGE

‘Em julho daquele mesmo ano, Abreu Sodré passou uma temporada na cidade com alguns convidados e chamou a concertista Guiomar Novaes para fazer um recital para eles. A partir daí, o festival se tornou uma tradição, no começo muito elitista, aberto somente para os convidados do governador até chegar ao que é hoje, um evento que movimenta toda a cidade’, disse a monitora de museus Vera Lúcia Teixeira de Faria, que explicou que o festival ficou no palácio até 1979, com a inauguração do Auditório Claudio Santoro, onde até hoje são realizadas as apresentações.

Lustres em cristal Baccarat, porcelanas da Companhia das Índias e da França e prataria italiana completam a viagem pelo tempo nos cômodos do museu onde até o piso é uma obra de arte, que, trabalhado pelos alunos do Liceu de Artes e Ofícios, de São Paulo, apresenta desenhos variados em madeiras de tons diferentes, entre elas, o pau-brasil.

Mas a visita ao palácio não vale apenas pela oportunidade de conhecer a casa dos governadores na serra ou mobílias antigas. Parte da história brasileira do século 20, principalmente dos modernistas, figuram nas paredes do museu.

Foto do interior do Palácio Boa Vista - Campos do Jordão - Divulgação

Entre as mais de 400 obras, podem ser conferidos telas de artistas como Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Portinari, Di Cavalcanti, Rebolo e Vicente do Rêgo Monteiro.

Os quadros estão arrumados em ordem cronológica, desde os modernistas da Semana de Arte Moderna em 1922. Uma visita enriquecedora e imperdível!

Foto das obras de arte do Palácio Boa Vista - Campos do Jordão - Divulgação

Seria um erro reduzir Campos do Jordão aos esportes urbanos praticados no centrinho de Capivari — comer, beber, comprar, badalar e paquerar. A natureza é a maior estrela da região, seja em parques públicos, como o Horto Florestal seja em espaços privados, como o jardim Amantikir e a Pedra do Baú oferece uma moldura permanente para a paisagem, e o Pico do Itapeva descortina a Mantiqueira em dias claros.

As atrações culturais não decepcionam, como o Museu Felícia Lerner ou a Casa da Xilogravura. E quando chega julho, o Festival de Inverno, com sua riquíssima programação, dá a Campos do Jordão um título ainda mais elevado: o de capital brasileira da música erudita.

Foto do Museu Felícia Lerner - Divulgação

Campos do Jordão faz parte da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, na sub-região 2 de Taubaté.  

Está a 178 km de São Paulo e a 335 km do Rio de Janeiro, além de estar próxima a diversas cidades turísticas da região, como Santo Antônio do Pinhal (a cerca de 20 km), São Bento do Sapucaí (a cerca de 32 km) e Taubaté (a 48 km). 

Atrações Imperdíveis

É impossível dizer que não há o que fazer em Campos de Jordão, já que a cidade é uma das mais badaladas e cobiçadas como destino de inverno. 

Com cenários apaixonantes em todo tipo de atração, o clima de montanha da Serra da Mantiqueira consegue dar um charme característico para o turismo da cidade.  

Os pontos turísticos de Campos do Jordão englobam centros gastronômicos, cervejarias, fábricas de chocolate, museus e casas históricas, parques de aventura e trilhas perfeitas para quem é fã de adrenalina.  

Além disso, outro atrativo que movimenta bastante a cidade é a organização de programações sazonais, com festivais de todos os tipos. Os mais procurados são a Festa do Pinhal, Festa da Cerejeira, Beer Fest, Festival de Vôlei de Praia e o Festival de Inverno. 

Foto da paisagem - Campos do Jordão - @aclubtour

Em todo tipo de atração, o destino consegue ser super fotogênico. Principalmente nos pontos mais altos da região, os passeios rendem fotos com paisagens de tirar o fôlego, que deixam saudade…

Fontes:

@aclubtour

IBGE

Palácio Boa Vista – Campos do Jordão

Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo

USP

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