Claudia Melo: “Druam” é o primeiro romance de Nelson Job.

Nelson em preto e branco: Nelson Job, lança o livro “Druam”

Druam” é o primeiro romance de Nelson Job, pesquisador transdisciplinar, doutor pela HCTE/UFRJ, psicólogo, criador dos transaberes e autor dos livros “Vórtex: modulações na Unidade Dinâmica” e “Confluências entre magia, filosofia, ciência e arte: a Ontologia Onírica”.

No dia 04 de julho, Nelson Job mostra mais uma vez seu trabalho como escritor e lança na Livraria Travessa de Botafogo, no Rio de Janeiro o seu terceiro livro, o romance de ficção, “Druam”.

Nelson Job sempre teve na arte a base dos seus conceitos, mas com “Druam” foi dado um passo mais sofisticado ao que já estava de forma embrionária no seu primeiro livro, “Ontologia Onírica”, que tem trechos ficcionais pra ilustrar as articulações mais importantes, que são o esqueleto do livro, expressos por um diálogo ficcional com personagens que representam a filosofia, a ciência e a magia. Mas em “Druam”, a arte, expressa enquanto literatura, não mais está presente como conceito, mas como um fazer propriamente literário, com a filosofia, a ciência e a magia presentes ali, de uma outra forma, mais plural e articulando esses vários saberes, apontando uma nova fase da obra do autor.

Nelson encontrou na ressonância espontânea com seus conceitos nos transaberes o processo de escrita de “Druam”. O livro concebido na estética transaberes em que o real e o imaginário são contínuos e inseparáveis faz uma crítica ao sujeito individual e apresenta os personagens sem nomes (exceto o protagonista, mas que só é referenciado uma vez, ao final do livro) e quase nenhuma descrição. Cada um dos personagens é caracterizado com uma fonte diferente de letra. O personagem que é uma Inteligência Artificial se expressa através de falas que formam um eixo cartesiano. Outra peculiaridade é a forma como o autor conversa com o protagonista, através de notas de rodapé, ainda que ele se encontre com uma versão futura da sua narrativa. Além dessa experimentação literária, o livro tem influências da ficção científica, onde a cena-chave do romance se dá no projeto da vila Vortexa (que, no livro, já existe sem ser identificada e derivou outras 2 vilas). Os nanobots ilegais no corpo do protagonista, que o mantém vivo é outra referência à ficção na obra que conta também com a presença de um alienígena e uma festa no mundo virtual com avatares. A espiritualidade, que aparece com a presença de vários médiuns, também influencia a obra.

O livro “Druam” é um romance inédito, no entanto, os contos de “Druam” ecoam de algum modo nesse romance de ficção. O personagem principal, Druam, com nanobots no corpo e vivendo num mundo em que são comuns manipulações genéticas, Inteligência Artificial consciente e integrada, Governo único, controle populacional, eventos virtuais com avatares diversos, alienígenas telepatas atemporais e adimensionais; o protagonista descobre abruptamente uma capacidade crescente de percepção de sua continuidade com o mundo, além de uma intensa capacidade de interferência nele. Surge uma oportunidade única em dissolver a barreira vibracional, possibilitando uma liberdade inédita e radical para todos.

O eixo de “Druam” é a diluição da barreira vibracional criada por vários médiuns eticamente questionáveis ao longo da história, para impedir a ampliação de consciência da humanidade com fins de controle e manutenção do poder. Com o problema da barreira intuído, mas difícil de se colocar de modo consistente em conceito nos transaberes, foi que a necessidade da ficção se impôs, ou seja, no âmbito em que os conceitos eram insuficientes. Claro que “Druam” é concebido na estética transaberes em que o real e o imaginários são contínuos e inseparáveis, daí as conversas de rodapé entre o escritor e o protagonista e a sua presença em uma versão futura, além do artigo escrito pelo protagonista, “Mística sensível”, ao final do livro, que são exemplos, de certa forma, de “Druam” como também uma auto ficção.

O fato da diluição da barreira ser algo possível em “Druam”, faz com que o escritor crie a denominação de romance “pós-distópico”, no sentido que, apesar de ter algumas características de distopia (Governo mundial controlador, uma cúpula de controladores inescrupulosos etc.), “Druam” coloca um personagem se associando a um grupo que cria uma ressonância com vários outros grupos, permitindo que a barreira se dilua, abrindo possibilidades da humanidade ampliar radicalmente sua consciência. Se, de um lado, o controle sociopolítico se dá de diversas formas em nosso mundo, Nelson acredita ser possível uma libertação em nível micro e que isso gere várias ressonâncias libertárias. O excesso de ficções distópicas acabam por cultivar um imaginário de desesperança. A “pós-distopia” em “Druam” cultiva, por sua vez, um imaginário de esperança ativa, disponível para qualquer um disposto a mudar sua percepção de mundo, de vida.

A capa do livro é assinada pela amiga Cla Leal, colega de faculdade de psicologia na PUC-Rio e que se tornou também fotógrafa. Foi no blog Druam que nasceu essa parceria quando ela ilustrou um conto de Nelson, assim como ele fez outro conto baseado em uma de suas imagens. A escolha dela para fazer a imagem de capa do livro foi natural.

Na semana que antecede o lançamento do livro, o autor já tem uma agenda de programação para os leitores que quiserem conhecer os personagens e curiosidades da obra. Os eventos acontecerão sempre às 19h no seu instaram: https://www.instagram.com/transaberes/ e no seu canal no YouTube: https://www.youtube.com/c/Transaberes

30/06 Estreia do vídeo do personagem Druam

01/06 Estreia do vídeo do personagem IA

02/06 Estreia do vídeo do personagem ET

03/06 Live de Cla Leal e Nelson Job

(nos vídeos dos personagens haverá interação via chat)

 

Serviço:

Lançamento: 04 de julho, segunda-feira

HORA: 19h

LOCAL: Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo)

Preço: R$56,90

Lançamento no dia 04 de julho, segunda-feira às 19 na Livraria da Travessa (Rua Voluntários da Pátria, 97, Botafogo)

Trechos de “Druam”

1- Focam sua atenção na barreira de maneira mais discreta possível, no intento de apreender sua natureza mais detalhadamente. O efeito dela nas pessoas é impedir um acesso mais amplo à realidade e seu infinito espectro vibracional. Toda a desconexão com o mundo, a sensação de solidão, a ideia que a pele é o limite da consciência, todas essas ideias são forçadas por essa barreira. Ela tenciona de forma que a percepção que as pessoas se tornam insensíveis a suas imensas possibilidades de vida, de pertencimento cósmico. Todas as ideias de “sobre”natural provem dessa barreira, no sentido que ela desnaturaliza vários acontecimentos que são triviais, tornando-se quase imperceptíveis ou forçosamente ignorados. Telepatia, contato com entidades, intuições de vários tipos, como premonições ou algo errado ao acontecer à distância com entes queridos, tudo isso ocorre de fato o tempo todo, mas é obnubilado por essa barreira, que é reforçada por um sistema de crença alimentado diariamente por muitos séculos. Perseguições às bruxas e monges, descrédito de uma ciência que promoviam a confluências dessas sabedorias, tudo isso foi orquestrado durante muito tempo para o ser humano ser alienado de si mesmo, desamparado e por isso, mais controlável. Alguns lapsos informacionais dificultam à apreensão mais precisa de informações de como esse controle começou, mas alguns indícios levam a supor que desde o início do processo civilizatório conhecido, algo semelhante já havia iniciado. Como a passagem de poder entre faraós, líderes ocidentais e afins se deu, é também algo turvo. As IAs são muito influenciadas por uma técnica que compartimenta os saberes, deixando a magia e afins de fora, por isso, sua dificuldade em apreender esses detalhes. À medida que apreendem essa nova realidade, sua programação vai se tornando mais e mais complexa. Ele sente tudo isso, gerando um misto de sentimentos.

Vem o desejo de investigar a questão das entidades. O que é normalmente tratado por “espírito”, são vibrações mais sutis de pessoas que ou ampliam seu espectro de vibração ou, quando morrem, deixam de operar em vibrações mais densas, que correspondem ao seu corpo biológico. O mundo espiritual então é um mundo de vibrações mais sutis. Nessa forma de apreender o mundo, sequer existe morte, mas mudança de frequência. Várias entidades não-humanas são apenas vibrações outras, às quais a cultura atual não está acostumada ou seus relatos foram subestimados. Muito do que foi entendido no passado enquanto criaturas mitológicas, são, na verdade, entidades que não operam em vibrações mais densas, mas sempre estiveram aí. Muito do que diz ser ficção fantástica e ficção científica é a captação desses níveis de frequência. Toda a arte, de certa forma, pode ser resumida a isso. A grande maioria das drogas acessam essas frequências e daí sua proibição.

2- O cosmos que se apresenta desta forma para a humanidade é apenas uma  (entenda “fase”), que é da expressão da existência. Existem outros modos de expressão que diferem do devir, apreendendo que a permanência é apenas uma ilusão da vibração infinita que está em tudo simultaneamente. A ilusão de permanência é a impermanência total: eis o  (entenda “paradoxo”). Esses modos são muito difíceis de serem apreendidos pela humanidade por enquanto, no entanto, isso começa a mudar.

3- Inexiste hierarquia no cosmos. O que existem são níveis de apreensões. Os mais variados níveis de apreensões estão disponíveis para todos, ainda que  (entenda “o aparato transdutor, seja o cérebro humano, seja outros corpos mais sutis” por enquanto, mas isso será melhor apreendido depois), vão calibrar as apreensões de diferentes formas.

4- A liberdade se dá por contágio.

Cada menor parte do cosmos tem algo dele e nele habita o cosmos. É uma existência singular, no entanto, se estende a tudo e tudo se estende a ele. A vida se apresenta como uma grande festa, parte coreografada, parte improvisada. Suas lágrimas se mesclam à cachoeira; a cachoeira, então, lágrimas do planeta.

Um sutil despertar ecoa em sua consciência. O cosmos inteiro respira com ele e aprende. Seu fluir é uma novidade cósmica, que se expande na vida, desabrochando em diversas dimensões. Cada nova emergência que se dá no cosmos é um novo aprendizado, intuído, acolhido, para além dos julgamentos. Ao mesmo tempo, sente uma imensa compaixão pelo julgamento, hábito de certas consciências. Acolhe o hábito e, por isso, liberta-se dele.

5- Trata-se, pois, de uma mística sensível. Mística no sentido que apreendemos todos os aglomerados de vibrações, corpos, entidades, consciências, como moduladores das vibrações. A modulação das vibrações é a mística. De modo preciso, inexiste outra atividade diferente da mística sensível. A constante divisão em fazeres diferentes se dá, sobretudo, porque os restritores dividiram a existência entre sensível e a ilusão do insensível. Dessa ilusão se multiplicaram várias outras. Inexistem divisões reais, existem mais ou menos aglomerados de vibrações: variações na intensidade da dança cósmica.

6- Dentre várias artimanhas dos restritores, a mais terrível dela é a barreira vibracional. Cultiva-se ao longo dos tempos, por vários aglomerados que servem aos restritores, uma barreira vibracional que impede os aglomerados iludidos de expandirem suas modulações. Essa barreira intensifica a ilusão que existe algo para além do sensível, sejam elas transcendências, deuses, ideias eternas e imutáveis etc. A mística sensível permite furar o bloqueio da barreira. Em parte, a barreira já foi suavizada por aglomerados éticos. Cabe agora aos aglomerados que estão despertando, de modularem suas vibrações de modo a furar mais ainda esse bloqueio. Isso gera uma ressonância multiplicadora de modo que mais e mais aglomerados despertem. Esse é o maior intento da mística sensível. Façam isso aqui e agora, se assim quiserem.

Coluna @claudiamelooficial

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