André Conrado: Portugal – Verão 2022 – Parte 1

Foto da paisagem de Cascais – Portugal – crédito: Hugo Rodrigues

O verão em Portugal, especialmente no ano após o terrível “boom” da pandemia, é marcado por além de muito sol e belas paisagens; um número imenso de visitantes.

Devido a “demanda reprimida” no turismo, o que já seria uma época de lugares cheios, passaram a lugares lotados, que requer muita paciência ao visitante, mas garanto… vale a pena!

A beleza indiscutível de Portugal encanta visitantes e os próprios moradores a cada dia.

Cascais

Iremos começar esta viagem pela bela Cascais, município litorâneo de Lisboa.

Cascais é uma das principais e quinta maior cidade de Portugal. Com mais de 200 mil habitantes, está localizada a poucos minutos de Lisboa e atrai turistas e moradores pelas praias e o clima ameno.

Foto da cidade de Cascais - Portugal - Turismo Portugal

Morar em Portugal é adotar um estilo de vida bem diferente do Brasil, com um ritmo mais tranquilo, serviços públicos de qualidade e qualidade de vida elevada. Cascais não é diferente, a cidade tem tudo isso e um pouco mais.

Foto de atrações de Cascais - Portugal - Divulgação

Dentre tantas cidades portuguesas, morar em Cascais é uma opção para muitos brasileiros que buscam um clima bom e elevada qualidade de vida. Mas viver na cidade pode ser bem caro se comparado ao restante do país. Vamos apresentar em detalhes como é Cascais, a vida na cidade e se vale pena escolhê-la como destino.

Localizada na área metropolitana de Lisboa, a oeste da cidade, Cascais é um município litorâneo que atrai quem precisa viver nos arredores da capital portuguesa, mas está em busca de qualidade de vida.

Foto Centro Histórico de Cascais - Portugal - @aclubtour

A norte de Cascais localiza-se Sintra e a oeste, entre a cidade e a capital, está Oeiras. Banhada pelo oceano Atlântico, a leste e sul, tem áreas de praia e de paredões.

Menos de 40 minutos de trem separam o agito do centro de Lisboa e as maravilhas da vida à beira-mar. Cascais já foi vila de pescadores e refúgio da elite e realeza portuguesa em dias de calor. Mas há vários verões são sobretudo lisboetas e turistas que dividem a areia das tantas e belas praias da região, cercadas por rochedos, fortalezas e palacetes.

Um bate-volta para este badalado balneário português é um dos passeios mais clássicos para quem visita Lisboa – e sobram motivos para isso.

As praias são um convite irrecusável, principalmente nesta época do ano. Atrações não faltam neste paraíso. O centro histórico, a famosa Boca do Inferno, um belo almoço e uma caminhada pelo calçadão à beira mar já valem muito a visita.

Foto da Boca do Inferno - Cascais - Turismo Portugal

Se preferir cair direto no centrinho de Cascais, desça na última parada do trem, na Estação Cascais. Agora, se já quiser ter uma vista de algumas das praias da região, desembarque na Estação Monte Estoril e faça o percurso até Cascais a pé, por uma calçada junto à orla, o chamado Paredão.

O passeio é mais do que agradável e oferece uma sequência de praias que fica até difícil escolher: Praia das Moitas, a Piscina Oceânica Alberto Romano, Praia da Duquesa, Praia da Conceição e a Praia da Rainha.

Para um percurso ainda mais completo pela orla, passando também pelas praias de Estoril, desembarque na Estação São João do Estoril. Aí o percurso começará pela Praia da Azarujinha, Praia da Poça, Praia do Tamariz, Praia do Estoril até chegar à Praia das Moitas e a orla de Cascais.

Como chegar em Cascais de carro: para ir de carro de Lisboa para Cascais, são duas as rotas: pela “Linha”, a estrada que segue as margens do Tejo e do mar, ou pelo autopista A-5, mais rápido.

Caminhar pelo Centro Histórico de Cascais

As coloridas ruas do centro histórico são cheias de lojinhas com artesanato e restaurantes. Para ir das praias até esta região da cidade, a dica é seguir pela Rua da Saudade, que liga a Praia da Rainha até as proximidades da Praia dos Pescadores, que não é recomendada para banho, mas, ainda assim, reserva uma bela paisagem para os visitantes. Da Praia dos Pescadores, é só escolher uma das ruas e se perder… sem pressa pelo centrinho de Cascais. Esse é um passeio imperdível em qualquer estação do ano.

Palácio da Cidadela de Cascais

O Palácio da Cidadela de Cascais também chamado Paço da Cidadela tem sua história relacionada com a dos chefes de Estado de Portugal, da Monarquia à República.

Utilizado como residência de veraneio da Casa Real a partir de 1870, o Palácio da Cidadela de Cascais passou a ser usado pela Presidência da República após a Proclamação da República em 1910.

Habitado pelos reis D. Luís I e D. Carlos I, bem como por vários Presidentes da República Portuguesa de Manuel Arriaga, que seria o primeiro a utilizá-lo tendo passado o inverno de 1913; para curar uma rinite alérgica a Bernardino Machado, na I República, ou durante o Estado Novo com Oscar Carmona que aí fixou residência oficial e o general Craveiro Lopes que seria o último Presidente a viver na Cidadela.

Em 1870, Cascais perdera sua importância estratégica na defesa da costa de Lisboa; D. Luís (reinado: 1861-1889) adaptou a antiga casa do governador da Cidadela a residência de férias, libertando-a da sua função militar.

Foto histórica do Palácio da Cidadela de Cascais - 1905 - crédito Postais Antigos Portugal

Até ao regicídio de D. Carlos (reinado: 1889-1908), a família real passava os meses de setembro e outubro em Cascais, transformando por completo o quotidiano da vila. A presença do monarca atraiu não apenas a corte, mas também figuras do meio intelectual e literário do qual faziam parte, entre outros, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.

Em 1882 foi construído, junto ao passeio Príncipe Real D. Luís Filipe – assim denominado desde 1896 – o primeiro marégrafo português. A partir de 1896, D. Carlos dedicou-se ao estudo dos oceanos, através de campanhas oceanográficas no iate Amélia, tendo instalado na Cidadela o primeiro laboratório de biologia marítima português.

Ao longo de várias décadas o edifício foi sofrendo um natural processo de degradação, até deixar de reunir as condições mínimas para a sua utilização.

Em 2004, o Museu da Presidência da República iniciou um estudo aprofundado sobre o Palácio da Cidadela de Cascais que permitiu reconstituir a sua memória histórica, na sua dimensão construtiva, artística, iconográfica e vivencial.

Por iniciativa do Presidente Cavaco Silva, seguiu-se um processo de restauro do edifício conduzido pela Presidência da República, com verbas disponibilizadas pelo Turismo de Portugal IP e que terá custado 4,2 milhões de euros e que cinquenta anos depois de ter sido desativado, abriu ao público em 2011, pela primeira vez na história do palácio.

Os visitantes têm acesso às salas de aparato do Palácio, à capela de N. S. da Vitória, ao antigo quarto do rei D. Luís ou à sala árabe, que serviu de gabinete de trabalho ao Presidente Craveiro Lopes, dando assim a conhecer um patrimônio de grande significado, pela sua história, arquitetura e localização privilegiada na baía de Cascais.

Foto externa do Palácio da Cidadela de Cascais - Portugal - Museu da Presidência da República

Na próxima matéria seguiremos este belo passeio por Cascais. Não percam!

 

Fontes

@aclubtour

Museus de Cascais

Palácio da Presidência

Turismo de Portugal

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