Chico Vartulli: Meu convidado é o arquiteto e artista plástico Carlos Motta,  onde hoje em dia fazendo  muito sucesso em terra estrangeira. 

O arquiteto e artista plástico Carlos Motta em flash exclusivo

Carlos Augusto Motta, carioca da gema, que trás a arte no seu DNA, é um apaixonado pela vida e tudo que dela faz parte.

Coleciona muitas histórias, das quais iremos contar agora.

Iniciou sua vida profissional ainda garoto, pois sempre gostou muito de desenhar, e quando menos percebia, estava ele lá, desenhando autos retratos de amigos, dos quais até hoje se faz recordar.

Não muito distante deste tempo começou como freelancer, ilustrando páginas de livros infantis, para uma grande editora carioca, passando depois a fazer parte do time de desenhistas, onde também experimentou, a arte do desenho animado.

Carlos, com seu espírito aventureiro viu que era o momento de alçar novos voos, foi então, contratado por uma grande empresa do ramo de moda íntima, como layoutista, e em pouco tempo, assumiu diversos cargos dentro do Departamento de artes, na função de produtor, diretor de arte, cenógrafo dentre muitos outros, que lhe cabiam abraçar.
Com tudo isso acontecendo, começou a cursar arquitetura e logo depois artes plásticas.

Nesta época, foi convidado por uma fotografa de moda, a criar um figurino para uma, exposição de fotografia, onde o desafio era criar algo inusitado e artístico, e foi assim que surgiram as “Esculturas de Papel” pra vestir, eram figurinos executados apenas com jornal e papel, criatividade de formas e muita ousadia.

E Carlos, não parou por aí, o que ele achava ser uma diversão no exercício da criação, lhe rendeu muito mais, não só financeiramente, como suas criações, foram parar nas mídias da época, sendo convidado pelo marketing do Jornal O GLOBO, a criar inúmeros figurinos, para grandes eventos dos quais o jornal era patrocinador.

Participou da festa pelos 70 anos do jornal O Globo, em que com suas “Esculturas de Vestir” estamparam os corpos de 36 mulheres.

Foi também convidado a criar dois modelos de roupas utilizando as capas da revista, para serem apresentados no encerramento de em um desfile show, pelo aniversário de 1000 revistas de Domingo do jornal do Brasil, numa “festa desfile”.

Não demorou muito para Carlos ir parar nas “telinhas”, sendo convidado a participar do programa de grande audiência da época, na TV brasileira “Hebe Camargo”, onde criou ao vivo um modelo de roupa, todo executado com matérias da revista ELLE, em que a apresentadora havia sido capa.

Participações e entrevistas em canais de TV, como GNT, dentre outros, apresentando suas criações.

Atuou também na área teatral, criando diversos figurinos, adereços e cenografia para peças de teatro infantil.
Começou então um novo capítulo de sua estória, abrindo seu atelier, numa antiga padaria com fundação de 1938, no subúrbio carioca, um espaço de criação, que unia, arte, cultura, arquitetura e design, batizado de “Padaria das artes”.

Carlos criou inúmeros projetos de interior, residencial e comercial, destacando nomes de clientes que vão desde famosos jogadores de futebol, atrizes, dentre outros.

Diante de tudo isso, e após muitos anos de grandes realizações e muito trabalho, em final de 2015, resolve abandonar a arquitetura para se dedicar a sua paixão maior a arte.

Em 2016 focou toda energia em sua pintura e em setembro de 2017 realiza sua primeira Exposição individual, no Rio de Janeiro, com o tema EXISTÊNCIA, sobre o ciclo de vida peculiar de uma borboleta azul.

Em final de 2017, Carlos viaja a Portugal para divulgar sua Exposição, e logo depois em início de 2018, resolve se mudar com a família para lá.

Em meados de 2018, é então convidado por Helena Mendes Pereira, diretora e curadora da Zet.Gallery a fazer parte do time de artistas da galeria.

Em 2019 com curadoria de Helena Mendes Pereira, faz uma exposição individual, intitulada “Natura Corporum”, onde suas “árvores”, propõem uma conexão com corpos humanos, numa simbiose de alma, corpo e vida.

Em outubro de 2022, mais um convite à criação e mais uma obra reflexiva em um contexto inimaginável, onde os questionamentos presentes, diante de tanta dor e sofrimento, dão lugar à uma mostra coletiva intitulada “Human Perceptions” pela Galeria ArtBorgo em parceria com a CoGallery em Berlim.

Já final de 2021, participa de uma exposição coletiva, intitulada “Amor em tempo de cólera” na Casa dos Crivos, em Braga.

E recentemente, no dia Internacional dos Museus, 18 de maio, inaugura a Exposição individual ” Borboleta Azul” no Museu da Vila Velha, em Vila Real, onde ficará patente até 31/08/2022, e aproveita para convidar a todos, que puderem conferir esta incrível e peculiar história, onde apresenta 38 obras de pintura, e escultura.

Aproveitamos para deixar o link, da Exposição “Borboleta Azul” de Carlos Augusto Motta.
(https://youtu.be/CCJe6TXM0Mw)

E assim Carlos, vai em busca de novos desafios e motivações que o impulsionem entre eles, sua participação de exposições coletivas a partir de setembro em Paris, Madri e Roma.

É como dizer, mais um brasileiro fazendo sucesso em terras estrangeiras.

Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação 

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