Cantora Ninah Jo fala sobre The Voice + e de sua bela carreira em entrevista com Rodolfo Abreu - Podcast do Villa

Ninah Jo, cantora e compositora – Divulgação

Dona de uma voz elegante e inconfundível, Ninah Jo tem uma carreira consolidada. E foi a sua participação no programa The Voice + no início de 2022 que deu ainda mais visibilidade Brasil a fora para essa curitibana que mora há quase 40 anos no Rio de Janeiro.

Com show agendado para o dia 6 de agosto às 17h no Rio, no Centro da Música Carioca Arthur da Tàvola – presencial e com transmissão online – Ninah celebra esse momento da carreira.

Ninah costuma falar que o palco é o seu templo e que, como cantora, se sente uma mensageira. Rodolfo Abreu conversa com Ninah Jo – disponível em podcast (áudio) e transcrito como entrevista, sobre a sua carreira e seus planos.

OUÇA A ENTREVISTA EXCLUSIVA DE NINAH JO EM ÁUDIO NO PODCAST DO VILLA:

ENTREVISTA COMPLETA

Ninah Jo,- Divulgação

Como se deu o seu despertar para a música e quando decidiu se tornar cantora?

R: Bom, o meu despertar foi logo cedo. Meus pais ouviam muita, eu sempre tive muita música dentro de casa. Na minha adolescência eu estava encantada ainda com com a música estrangeira, aficcionada ainda ouvindo muito Beatles, Bread e Carly Simon… eram essas coisas que que me que me chamava atenção. Até que alguns amigos de adolescência me apresentaram a música brasileira através do Clube da Esquina. E ali eu comecei a ouvir um outro som… apesar de que a música mineira tem uma influência folk. Até ali eu tinha outros sonhos. Eu era voltada para o esporte, quando eu entrei para a faculdade. Eu tive alguns amigos que começaram a questionar porque eu sempre estava envolvida nas nas nossas rodas de música e eles perguntavam se eu nunca tinha pensado. E isso já estava acontecendo. Eu já já tinha me encantado por por Betânia e por outro. E a Simone estava vindo com toda força no final da década de 70, com um repertório deslumbrante. E quando eu fui assistir um show de Simone eu me encantei com aquilo, com a coisa do palco. A Simone foi uma pessoa que teve muita responsabilidade pela minha decisão. Foi através dela, do canto dela, da voz grave, que que tocou a minha alma e eu falei: quero isso para mim. É isso que eu quero fazer da minha vida. E a partir dali eu tranquei minha faculdade e vim morar no Rio de Janeiro. E onde estou aqui até hoje.

Ninah Jo,- Divulgação

Você nasceu em Curitiba e veio para o Rio em 1982. Qual foi a motivação da sua mudança?

R: Eu conheci o Albino em Curitiba num grande evento cultural que estava acontecendo no Teatro Guaíra. Trabalhando lá numa peça de teatro, fazendo música lá para uma peça infantil. Eu conheci Albino e daí nasceu uma amizade. Albino sabia dos meus sonhos e ele me convidou para vir morar no Rio de Janeiro. Foi através dele que eu tive a possibilidade de vir para o Rio. E o que me motivou foi a descoberta mesmo da música em mim, da cantora em mim, como profissional. Vim para o Rio para trabalhar com ele como assistente de produção no projeto “Seis e meia”, onde tive contato com vários artistas durante os anos que eu trabalhei com ele.

Você participou de muitos festivais de música pelo Brasil, sendo ganhadora de vários deles. O que te motivou a participar desse concursos e o que ficou de bom desse tempo?

R: Quando eu cheguei no Rio de Janeiro, no início da década de 80, existiam grandes festivais de música. Como existem até hoje, só que não são divulgados. Mas naquela época, os festivais estavam estavam quentes. E eu tive contato logo que eu cheguei aqui com grandes compositores e com muitos festivais. Fui motivada justamente por isso. Primeiro, pela pela possibilidade de você conhecer novos compositores nos festivais. Conheci Paulo Cesar Feital, Claudio Cartier, Sandra de Sá e a própria Fernanda Fernandes. E tantos outros como Moacir luz. A troca de conhecimento, de convívio, as músicas. Os festivais eram um tesouro. E a gente sabe que muita gente saiu de festivais: Jorge Vercillo, Lenine, Chico César. Então era o que me motivava. E os festivais existem até hoje. É uma pena que não sejam mais tão divulgados. Hoje, quase ninguém sabe a não ser o mundo dos festivaleiros, como a gente chama.Isso foi o que me motivou e o que me trouxe muita experiência. É tudo uma competição saudável, é claro, mas a gente estava correndo atrás, disputando com grandes intérpretes e grandes compositores. Isso é maravilhoso. Receber um prêmio é maravilhoso.

Na década de 90 você particiou do musical “Companhia das Ilusões”, de Paulo Cesar Feital e Altay Veloso. Como foi a experiência e o que guarda de bom dessa época?

R: Altay em Veloso e Paulo Cesar Feital. Essa dupla é uma coisa… só para quem conhece, para quem viu para poder entender. A linguagem musical e escrita dessas jóias. A “Companhia das Ilusões” teve uma carreira bastante extensa, mas eu entrei na última formação. Ela já tinha começado com Altay, Feital, Clarisse Grova, Aladim Teixeira. Depois Aladim saiu, ficou só o Feital, Altay e Clarice. Depois mais tarde, o Altay precisou sair e me convidou para substituí-lo. Olha só que loucura. E aí nós fizemos uma outra formação da “Companhia das Ilusões”, que é um teatro musicado, que conta as histórias do Brasil onde se trata do Brasil como mulher, como Vera Cruz. Outro dia eu estava pensando em remontar este espetáculo porque é um espetáculo social e político muito atual. Teria só que fazer algumas coisas, mas poucas coisas. E aí eu tive a oportunidade de receber o convite do Altay e para fazer parte dessa ópera que, como diz Leny Andrade, é uma ópera que tinha que estar na Broadway, em cartaz anos e anos e anos. Parece que o país, o Brasil, não comporta esse tipo de cultura… uma coisa nossa. É uma obra belíssima, é uma das coisas mais emocionantes, se não for a mais emocionante que eu vi na minha vida e isso o depoimento de vários artistas que participaram de todo esse projeto do Altay. Durou 25 anos para ele terminar e para conseguir fazer o sonho dele acontecer, que era colocar a estrear esse espetáculo de grande porte dentro do Theatro Municipal aqui do Rio de Janeiro. Tem imagens no YouTube que dá pra assistir um pouco. Esse DVD saiu há uns anos, mas teve edição limitada. Eu acho que não se encontra ainda. Não sei se o Altay e vai comercializar novamente. Mas é belíssimo o que foi colocado no palco… inesquecível para quem teve a possibilidade de assistir.

Em 2011 você gravo com Jorge Vercillo a música “Memória do Prazer”, que entrou na trilha sonora da novela “Fina Estampa”, da TV Globo, que embalava o casal Amália e Rafael, vividos por Sophie Charlotte e Marco Pigossi. Como foi a parceria com Jorge Vercillo?

R: Bom, na verdade essa parceria foi uma parceria inusitada. Parceria cantada, por que a composição é do Jorge Vercillo e da sua ex-esposa, Gabriela Vercillo. E essa música foi um pedido da gravadora. Jorge estava gravando o CD dele pela Sony ea gravadora havia pedido para ele fazer uma demo dessa música. Não era para gravar. Mas ele me convidou coincidentemente em uma apresentação da ópera “Alabê de Jerusalém”, que ele fez uma participação, ou se ele estava só assistindo. Mas eu lembro que nos bastidores ele me chamou e me falou sobre essa música, que gostaria muito que eu gravasse com ele e Gabriela tinham pensado em mim. E aí me convidou para fazer essa demo sem compromisso e eu fui e prontamente fizemos. E aí a gravadora gostou tanto da nossa gravação, que incluiu no CD. Ele lançou o CD e, logo na sequência, essa música entrou como tema da novela “Fina Estampa”, da Globo. Foi uma alegria, uma emoção, até porque eu não sabia que tinha entrado nem CD nem na novela. Foi a maior Memória do Prazer.

Você já subiu no palco com nomes como Jorge Vercillo, Ângela Ro Ro e Padre Fábio de Melo. Como é poder fazer essas parcerias musicais com cantores com estilos e personalidades diferentes?

R: Bom, eu sempre gostei muito de subir ao palco com companheiros de profissão. Acho que isso é um enriquecimento. A música é só enriquece, principalmente quando a gente divide. Então, independente de personalidades musicais diferentes, são artistas grandiosos. São artistas conhecidos e eu sempre gostei de dividir palco com amigos da minha profissão. Porque a gente fala de uma energia – a música é uma energia muito poderosa. A palavra que falamos quando a gente canta é uma coisa muito poderosa. Então é muito importante dividir o palco. O palco é um templo. A gente só tem que é fazer isso com o mesmo propósito, do amor, da mensagem. É junção de energias. Eu acho que isso só tem a acrescentar e só tem a enriquecer… maravilhoso. Farei sempre.

Album 'Caminhos de Mim' 2014 - Divulgação

Em 2014 você lançou seu primeiro álbum, “Caminhos de Mim”. Como foi a escolha das músicas, inclusão de algumas canções de sua autoria e o processo produtivo?

R: Isso aconteceu numa sequência: a gravação da “Memória do Prazer”, a inclusão dela no CD da novela… aconteceu num período em que foi um reencontro com Jorge. A gente tinha ficado afastado durante um tempo… Somos amigos de muitos anos, mas foi justamente no período em que ele acabou se tornando um artista conhecido, enfim, aí a gente se reencontrou uns 2 anos depois. E aí aconteceram essas coisas e nesse mesmo período. Ele me convidou para eu gravar o meu CD porque eu nunca tinha gravado um CD… Antes eu tinha feito algumas tentativas, mas não tinha gravado. E a gente voltou a conviver, frequentar uma casa um do outro, e ele falouqueria que eu viesse fazer um CD no estúdio dele. Ele cedeu o estúdio na casa dele para eu gravar o CD. Eu também tinha me reencontrado com o Paulo Feital, que também é um grande amigo de muitos anos. Tive a coragem de mostrar a ele uma música, que ele se apaixonou. Até então eu não tinha aberto as minhas, as minhas veias de compositora, por timidez,. Ele fez uma canção, eu mandei outra, ele fez outra e acabou que nós fizemos três músicas para esse CD. Chamei o Feital para fazer a direção artística. Foi um processo longo porque é muito difícil gravar um primeiro CD depois de tantos anos de carreira. Porque tem muitas memórias afetivas e muitas coisas que você quer colocar no CD. Tinha muita coisa que eu gostaria de cantar. Mas foi feito com muito amor, com muito carinho. Neste CD tem uma parte de mim mesmo, uma parte do meu coração. A gente conseguiu roteirizar esse CD e me trouxe muita alegria. A finalização da escolha de repertório, a escolha dos músicos, os arranjos, o encarte… eu quis fazer um CD aos moldes de antigamente na mixagem. Até na capa e contracapa… eu queria todas aquelas informações, como tinha nos long plays. Então foi um CD que eu fiz com muito amor. Todos os que estão envolvidos nesse CD se sentiram muito felizes por estarem participando desse trabalho. Isso só me dá muito orgulho, muita emoção.

Ninah Jo - Divulgação

Na canção “Dolores Sin Soledad” – umas das minhas favoritas de sua autoria – você costura alguns grandes nomes das artes do Brasil com importantes artistas de países latinos. Você acredita que a mistura cultural da América Latina nos faz forte por nos unirmos em nossas dores e isso não nos faz sentirmos sozinhos?

R: Falei agora há pouco à respeito das parcerias. Eu acho que as parcerias têm que existir sempre. Para para justamente tirar os limites das fronteiras. Eu acho que o mundo está triste, de uma forma geral. Eu acredito que uma das grandes causas das tristezas do mundo são as fronteiras. A música é universal. E como eu sou adepta daquelas pessoas que dizem que a música cura, e eu acho que a música cura… A música, não nos pertence. Quando a gente faz uma música, ela deixa de ser nossa, não é a nossa propriedade. A música se torna do mundo. Então acho que a música para ser universal não pode ter fronteiras. E essa é uma grande oportunidade da gente romper as fronteiras e trazer um pouco mais de de amor, de alegria, de solidariedade, através das parcerias. Eu o Feital foi muito certeiro quando ele percebeu a minha influência Latina nessa música e trouxe tantos nomes latinos da música, da poesia, da política… pessoas importantes que são citadas nos versos de “Dolores Sin Solidad”, que também é uma das minhas favoritas. Então eu acho que a gente tem a possibilidade de, através da música, romper fronteiras, levar mais desses sentimentos para quem ouve e deixar a alma da gente mais leve também.

O que a sua participação na segunda temporada do reality show “The Voice + 2022”, na TV Globo, trouxe para sua carreia? E foi sua a ideia de participar ou amigos incentivaram?

R: Na verdade os meus amigos perguntaram depois da primeira temporada do “The Voice +” por que eu não ia. E já tinham me questionado porque eu não fiz minha inscrição no primeiro programa. Eu estava bastante resistente. Pelo fator do medo mesmo. Existia uma exposição ali que a gente não sabe. E eu ficava com medo de chegar lá e de repente ninguém virar a cadeira para mim e de repente eu passar vergonha com relação a isso… Então eu passei o ano inteiro pensando nessa proposta. Dessa insistência de alguns amigos… E aí eu decidi me inscrever. E fui chamada. Me preparei muito. Eu quis participar como uma forma de divulgar, de expor justamente, de poder estar ali com aquele pensamento que, mesmo que nenhuma cadeira girasse, já teria tido ali a possibilidade de ficar ali alguns minutos, numa grande rede de televisão que teriam milhões de espectadores. Me preparei muito para isso emocionalmente. Porque eu havia entendido que a minha missão com cantora não era só é cantar e sim, que eu era uma mensageira. Isso eu aprendi durante a pandemia através das minhas lives. Do quanto eu tocava o coração das pessoas. Então eu me preparei justamente para isso, para sair da live e para ir para um reality em que eu pudesse atingir milhares e milhares de pessoas e levar aquilo que eu achava que era importante e tocar o coração das pessoas. O The Voice foi uma experiência única, que me trouxe uma bagagem importantíssima para a minha vida, não só como cantora, mas para minha pessoa também. E se alguém me perguntar, eu faria tudo de novo. E se algum amigo vier me perguntar o que que eu acho, eu vou incentivar cada um deles a tentar participar, para aprender. Porque o The Voice nos ensina, nos traz grandes aprendizados.

No “The Voice +” você foi do time Fafá de Belém. Como foi sua relação com a técnica?

R: Tínhamos ali quatro técnicos de personalidade totalmente diferentes. Que na realidade, três viraram. E eu confesso que eu fiquei bastante na dúvida. Porque são três personalidades totalmente diferentes. Mas Fafá me ganhou no discurso. Ela falando emocionada daquela forma comigo. Não teve como não escolher ela. Tenho certeza que eu fiz uma escolha certeira. Fafá é aquilo… aquela autenticidade, aquela alegria, aquela vigorosidade. Uma pessoa que chegou esse ano no The Voice e foi um unanimidade, uma coisa incrível. Uma mulher forte, generosa, uma mulher simples. A minha relação com ela foi maravilhosa. Logo após o final do programa, eu estive em Belém com mais três participantes do The Voice em que Fafá convidou para que fizéssemos uma participação num show dela em Belém. E foi maravilhoso. Fomos tratados a pão de ló. Foram quatro dias inesquecíveis em Belém. Fafá é isso… essa generosidade, essa mulher porreta. É um grande presente que eu ganhei, mais um presente que eu ganhei The Voice.  

A sua interpretação das músicas “Paciência”, do Lenine e Dudu Falcão, e de “Caçador de Mim”, de Luiz Carlos Sá e Sérgio Magrão, viraram uns dos vídeos mais buscados nas plataformas digitais dessa edição do The Voice +. São músicas que você sempre cantou e fazem parte do seu show?

R: “Paciência” é uma música que eu sempre canto. Ela vai estar sempre presente. Tenho uma história de uma memória afetiva muito importante para mim, porque quando ela foi lançada em uma novela da Globo – e eu não assistia à essa novela – quem me chamou a atenção para essa música foi minha mãe. Que já não está mais aqui entre nós, já virou estrela. E me lembro que eu estava com ela lá em Curitiba e ela assistia a novela. Então eu ouvi a música na novela ela falou assim: “Eu acho essa música muito linda”. Quando ela falou isso, me chamou atenção. Realmente, eu me apaixonei por essa música. Que traz uma mensagem tão atual. Eu acho que ela sempre vai ser atual, por isso que ela faz parte, sempre fez. Desde que ouvi, eu canto essa música, já cantei em vários vários lugares, não vou deixar de cantar nunca. “Caçador de Mim” é uma música que eu amo, que tem uma história na minha vida. E que eu cantei ela pela primeira vez num show que foi muito emblemático para mim. É de superação. Essa música tem um significado também muito emocional. Além de ser uma música que fez parte da minha história também. Então são duas músicas muito especiais.

Com a volta dos espetáculos, você tem feito shows no Rio, em Niterói e também em Belém. Como é poder voltar aos palcos e como está a receptividade do seu público?

R: Para o artista o palco, como falei anteriormente, é templo. E voltar, retornar aos poucos, poder se apresentar e fazer shows, apresentações presenciais, é de uma emoção indescritível. A plateia faz parte do espetáculo, é um complemento. Ano passado, eu tive o prazer e a oportunidade de fazer uma live com a participação da Isabella Taviani. E para ela também foi um retorno. Foi diferente.. a gente subiu no palco ainda sem plateia. É uma coisa é que fica faltando. O atista não vive sem o público, da mesma forma que eu acho que o público não vive assim o artista. O artista é necessário. Eu acho que o público está mais sensibilizado, está mais atento e mais emocionado. Está com um outro olhar. Está atento e eu acho que tem um calor muito maior. Eu senti isso nessas possibilidades agora. Eu espero que a gente possa ir normalizando, apesar de que a gente tem que ficar muito atento ainda a essa pandemia que não acabou. Os protocolos de segurança ainda deveriam estar sendo respeitados em lugares fechados, com aglomeração. A gente sabe dos perigos ainda do vírus. Mas a eu acho que tudo pode ser feito com muita cautela e tudo pode normalizar. Eu espero que realmente as casas continuem abrindo aos poucos espaços, porque o artista precisa do palco. E no público e o público também precisa do palco e da troca de energia, porque um complementa o outro, não tenho dúvida.

Durante a pandemia você foi uma das primeiras cantoras a fazer lives e levar música e alegria para o público, resoltanto numa experiência, numa troca muito positiva. Agora, nesse momento atual, há planos de continuar e poder se conectar com esses fãs que não podem estar presencialmente nos seus shows, seja pela distância ou outros motivos?

R: Sim, claro, eu tenho falado muito sobre isso. Eu vou continuar fazendo lives, sem dúvida nenhuma. O público que eu ganhei durante a pandemia foi muito especial. Pelas nossas trocas, por todas as necessidades que nós passamos durante a pandemia. As lives me salvaram. Eu acredito que as lives cuidaram de muitos corações. Foi um aprendizado muito grande, um crescimento muito grande para esse público que me acompanhou durante as lives, que são meus seguidores. Eu tenho muito respeito, muito amor por eles. É muita gente. Eu posso dizer que a grande maioria do meu público naão é aqui do Rio de Janeiro. São pessoas que moram fora daqui, que não tem possibilidade de de assistir shows presenciais aqui. E eu não vou deixar essas pessoas ausentes. Eu tenho um show agora no dia 6 de agosto no Centro da Música Carioca Arthur da Távola, meu primeiro show solo, pós The Voice +. E vai ter transmissão ao vivo, venda de ingressos e vai ser inclusivo para as pessoas que não podem estar presencialmente. Então existe esse cuidado, eu vou fazer esse carinho para o meu público.

Além de seu show, você também tem se apresentado no espetáculo “As Vozes – Meninas do Rio”, com outras cantoras talentosass, que também estiveram no The Voice +. Como foi a experiência de dividir o palco com Alba Lírio, Clarisse Grova, Dilma de Oliveira e Fernanda Fernandes?

R: Na verdade, eu, Clarice e Fernanda. Já nos conhecemos há muitos anos. Foi uma grande coincidência. Foi um grande, grande prazer a gente poder ter estar nesse reality, uma surpresa para nós três. Porque a gente só ficou sabendo disso quando a gente já estava lá dentro. Juntar, Alba e Dilma foi uma experiência maravilhosa. Porque na realidade a gente já tinha encontrado lá no Projac e tinha se encontrado no hotel. Inclusive, a ideia surgiu mesmo por lá. Então isso foi amadurecido pela Fernanda e pela Clarice, que deram esse pontapé para a gente poder ver a possibilidade de estar junto. Fizeram a produção e estudo. E foi uma experiência maravilhosa dividir o palco com essas cantoras. Um grande momento da minha vida. Esse show acredito que vá acontecer novamente. E é maravilhoso, com Direção do Paulo Cesar Feital. Com Direção Musical do Pedro Braga e uma banda maravilhosa que esteve conosco.

Como está a sua agenda para os próximos meses? Alguns planos para apresentações ou projetos em especial?

R: Bom, Rodolfo, depois dessa grande experiência do The Voice, onde fiz amigos, esses artistas incríveis que eu tive oportunidade de conhecer durante o reality, todos nós tivemos a mesma intenção que foi a visibilidade. A gente se comunica sempre. Nós temos um grupo de WhatsApp dos amigos do The Voice. Eu vejo que todo mundo está continuando os seus caminhos, fazendo shows presenciais, ainda show difíceis por que ainda teos alguns protocolos de segurança por conta da pandemia. Mas acredito que aos poucos, isso tudo vai vai ser dissipado, que a gente vai poder continuar com com conforto e tranquilidade, fazendo shows presenciais.

Eu tenho agora um show aqui no Rio de Janeiro, no Centro da Música Carioca Arthur da Távola, no dia 6 de agosto. É o meu primeiro show solo no pós The Voice +. Depois eu tenho show em Curitiba, que a data está a confirmar, na minha terra natal no Teatro Guaíra. Estou muito feliz e orgulhosa de pisar no palco desse teatro. E tem as cidades do interior de São Paulo, que eu sempre quis não é trabalhar. Então, meu produtor está vendo datas e possibilidades. Tem um prêmio, que estou muito honrada de receber o prêmio. É na cidade de Itajaí, em Santa Catarina. Serei homenageada como Destaque na Música 2022. Irei para Itajaí no dia 20 de agosto para receber esse prêmio. Fui também convidada para fazer parte de um projeto de um CD de um grande empresário, um poeta de Fortaleza, fui convidada para gravar uma música, da parceria dele com o Roberto Menescal. Já estamos aqui agora também quase entrando em estúdio para gravar. Eu vou estar no dia 6 de novembro em Fortaleza, também para o lançamento desse CD. E quiçá também com alguma apresentação surpresa lá em Fortaleza, aproveitando a minha estrada lá. Os compromisso que já estão fechados são essas, podem ser que é quando esta entrevista for for ao ar espero que a gente já tenha outras novidades. Vamos seguindo nos festivais de música, continuarei sempre por esse Brasil afora, com prazer de sempre. Desde o início da minha carreira, continuar encontrando grandes talentos e novos talentos, que vão surgindo no Brasil, é de uma riqueza musical infinita. Me dá muita alegria poder participar de festivais e encontrar esses novos talentos nos festivais. As minhas lives vão recomeçar. Quero manter uma frequência dentro do meu canal do Facebook ou do Instagram para estar sempre em contato com as pessoas, que não podem estar presentes nos shows presenciais. E para manter viva a nossa música, levar a mensagem, levar amor, levar alegria, porque é disso que a gente precisa, é isso que a música faz com a gente. É isso que a arte faz com a gente, então a gente precisa expandir isso cada vez mais.

Prêmio Recomeço - Fernando Fischer - Divulgação

Ninah, nós vamso te acompanhar em tudo. Muito obrigado pela entrevista.

R: Quero te agradecer muito pela possibilidade, você é esse incentivador, esse estudioso que, através do seu trabalho abre espaço para que a gente possa contar um pouco mais da nossa história, um pouco mais da nossa estrada e poder estar aqui em contato com mais e mais pessoas. Um grande beijo para você. Obrigada pela oportunidade e a todas as pessoas que vierem ouvir e puderem conhecer um pouco meu trabalho. Um beijo. Muito amor, muito axé! Obrigada. 

Rodolfo Abreu e Ninah Jo,- Divulgação

Entrevista por Rodolfo Abreu

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